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A concepção social da sífilis no Brasil : uma releitura sobre o surgimento e a atualidade

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A concepção social da sífilis no Brasil : uma releitura sobre o surgimento e a atualidade

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Título A concepção social da sífilis no Brasil : uma releitura sobre o surgimento e a atualidade
Autor Griebeler, Ana Paula Dhein
Orientador Knauth, Daniela Riva
Data 2009
Nível Especialização
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Medicina. Curso de Especialização em Saúde Pública.
Assunto História da medicina
Sexualidade
Sífilis
Síndrome de imunodeficiência adquirida
Resumo Neste trabalho aborda-se a concepção social da sífilis no Brasil, fazendo uma relação dos elementos históricos e contemporâneos do contexto social e epidemiológico da doença na saúde pública do Brasil, por meio de uma revisão da literatura científica sobre sífilis e AIDS. As transformações do processo de manifestação da doença, desenhadas pela sua história epidemiológica, estão intrinsecamente vinculadas ao processo social contextual que dita a sua própria realidade. No período colonial a disseminação da doença considerou aspectos políticos e econômicos relacionados à demarcação territorial dos colonizadores e a miscigenação racial. Em períodos mais recentes, as epidemias que foram novamente agravadas a partir do século XIX, estiveram da mesma forma, condicionadas aos fatores políticos e econômicos de interesse nacional, desta vez, industrial e modernizador, que implicava nas condições de saúde da população massificada. Neste período, já em aspectos culturais, a doença ainda era fortemente hostilizada. O que, com certeza, tornou os doentes mais oprimidos, omissos e rebeldes ao tratamento, dificultando as primeiras tentativas de combate ao preconceito, realizadas pela categoria médica. Essa realidade epidemiológica estereotipou a prostituta como a forma luxuriosa do "mal". Atualmente o discurso sobre o preconceito em relação à sífilis perde seu poder de estigma, sobrepondo-se o argumento científico. Contudo, a mesma discussão hoje persegue a AIDS. Há uma dissociação entre AIDS e DST. O foco maior colocado na AIDS pode reforçar uma concepção de discriminação da doença e dos doentes, elementos que as demais DST já superaram.
Tipo Trabalho de conclusão de especialização
URI http://hdl.handle.net/10183/17934
Arquivos Descrição Formato
000725339.pdf (1.774Mb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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