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Plano de uso público do Parque Nacional do Monte Roraima : proposta de estruração de uma cadeia produtiva de ecoturismo na calha do rio Cotingo, com base nos princípios da economia ecológica

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Plano de uso público do Parque Nacional do Monte Roraima : proposta de estruração de uma cadeia produtiva de ecoturismo na calha do rio Cotingo, com base nos princípios da economia ecológica

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Título Plano de uso público do Parque Nacional do Monte Roraima : proposta de estruração de uma cadeia produtiva de ecoturismo na calha do rio Cotingo, com base nos princípios da economia ecológica
Autor Silva, Edileuza Lopes Sette
Orientador Florissi, Stefano
Co-orientador Filippi, Eduardo Ernesto
Data 2009
Nível Mestrado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Ciências Econômicas. Programa de Pós-Graduação em Economia.
Assunto Cadeia produtiva
Economia ambiental
Ecoturismo
Parque Nacional do Monte Roraima (RR)
Roraima
Unidades de conservação
[en] Brazilian unity conservation
[en] Ecotourism
[en] Monte Roraima
Resumo O trabalho elabora uma proposta de cadeia produtiva para o ecoturismo na Unidade de Conservação do Parque Nacional do Monte Roraima – Parna Monte Roraima, a partir de uma pesquisa realizada na comunidade Ingarikó de Karamanpaktëi, o agrupamento brasileiro mais próximo do Monte Roraima, na bacia do rio Cotingo. O Plano de Manejo do Parna Monte Roraima, datado de 2000, divide a região, em seis zonas ecológicas - uso extensivo, intensivo, intangível, primitiva, de uso especial e de transição-, com as respectivas regras para intervenção humana. Na zona de uso extensivo estão previstas a realização de pesquisa científica, educação ambiental e ecoturismo com a participação das comunidades indígenas, com vistas à melhoria de suas condições de vida, uma vez que o povo Ingarikó habita essa floresta desde tempos imemoriais. A pesquisa constatou serem os índios exímios conhecedores do Parna, onde já desenvolvem a atividade de ecoturismo com extrema habilidade. São familiarizados com importantes aspectos do ecossistema, com os hábitos dos animais e as particularidades do clima, o que os qualifica como peças chaves no planejamento da segurança do turista. Devido à proibição legal, caçam raramente, tendo uma dieta concentrada em carboidratos de mandioca, quase sem nenhuma proteína. A partir de uma excursão realizada à Cachoeira Kïtik Yen e à Comunidade Mapae, com duração de seis dias, pela floresta, foi estruturada uma cadeia de ecoturismo que reflete a realidade atual da atividade no Parna. Observa-se que alguns elos da cadeia estão mais bem organizados que outros, mas no geral, se a comunidade puder contar com a presença do poder público, a atividade poderá alcançar padrão de excelência internacional. Ali estão presentes o conhecimento dos sítios naturais, o respeito e a prática da cultura ancestral, a vocação e a amabilidade no trato com o turista, a consciência da importância de cada elemento da paisagem para a atividade e a facilidade com idiomas estrangeiros. Com alguma orientação dos órgãos de vigilância sanitária, poderá ser desenvolvida uma culinária leve e saudável, bem ao gosto do turista. Neste sentido, a preparação do cachiri, com alguma inovação tecnológica, poderá representar significativa geração de renda pela venda aos turistas, por ser uma bebida energética, fresca e saudável.
Abstract As main objective, this work look for the productive chain that represents the ecotouristic activity already existing in the Conservation Unity of National Park of Monte Roraima–Parna Monte Roraima. The research was done in the Ingarikó Community of Karamanpaktëi, the Brazilian village closest to the Roraima Mount, in the Cotingo watershed. A park´s management plan was elaborate since 2000, dividing the space in six ecological zones: extensive use, intensive, primitive, special use and transition, regulating all rules for the human intervention. In the extensive zone it is supposed to develop scientific research, environmental education and ecotourism with the indian communities, in order to open them opportunities to do what they know more and improve their life conditions. The Ingarikó people live in those forest since immemorial times. Throughout this research it was found that the indians really have all the necessary skills to work as touristic guides in those forest. They know very well all the most important aspects of the ecosystem, as the behavior of the river, the habits of the animals and the particularities of the weather. They are qualified as key partners in any elaborating process of tourist products and must be consulted when the issue is security all over the region. They almost don’t hunt anymore because of the legal forbidden. This fact and the community isolation condemn those people to a completely concentrated in carbohydrates diet, almost without any protein. Throughout the travels to Kïtik Yen waterfall and to Mapae village it was possible to live the real experience of ecotourism that served as base to describe the indians present economic activity in the park. In it some links are more elaborate than others, but in general if the community have some governmental support they can achieve international standards, because they really know every wild place in the forest, are goodwill and very kind with the tourist, practice and preserve their ancestral cultures, are familiar with foreign idioms and above all they know the importance of each element of the landscape to the maintenance of the ecosystem and for their economic activity. With orientations of governmental healthy entities they can develop a number of simple, light and healthful recipes, just for the taste of this kind of tourist. With some technological innovation they can also offer cachiri, a delicious and fresh drink to improve their earns.
Tipo Dissertação
URI http://hdl.handle.net/10183/18816
Arquivos Descrição Formato
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