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Pobreza e exclusão feminina nos territórios do agronegócio : o caso de Cruz Alta/RS

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Pobreza e exclusão feminina nos territórios do agronegócio : o caso de Cruz Alta/RS

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Título Pobreza e exclusão feminina nos territórios do agronegócio : o caso de Cruz Alta/RS
Autor Campos, Christiane Senhorinha Soares
Orientador Medeiros, Rosa Maria Vieira
Data 2009
Nível Doutorado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Geociências. Programa de Pós-Graduação em Geografia.
Assunto Cruz Alta (RS)
Exclusão social
Geografia política
Territorialização
[en] Agribusiness
[en] Female poverty
[en] Inequality of gender
[en] Territory
[es] Agronegocio
[es] Desigualdad de gênero
[es] Pobreza femenina
[es] Territorio
Resumo Esta pesquisa tem como objeto de estudo a relação entre dois processos que se espacializam, simultaneamente, em dezenas de pequenos e médios municípios brasileiros: o aumento da riqueza do agronegócio e da pobreza feminina. Ambos tem seu crescimento estimulado pelas políticas neoliberais, que são implementadas no Brasil a partir da década de 1990. Do ponto de vista geográfico o fundamento teórico desta pesquisa é o conceito de Território, em uma abordagem multidimensional. Outros conceitos relevantes são agronegócio, gênero, neoliberalismo, pobreza e exclusão social, sempre analisados em uma perspectiva crítica. Para atingir o objetivo de verificar a relação entre agronegócio e pobreza feminina, além do levantamento de dados secundários, realizamos um estudo de caso tendo como base a seguinte hipótese: o agronegócio não contribui para reduzir as desigualdades de gênero nos espaços urbanos e rurais em que se territorializa, por promover a exclusão ou a inclusão de forma precária das mulheres no mundo do trabalho. O estudo de caso foi realizado no município de Cruz Alta – RS, um dos grandes produtores de soja do estado, e utilizou como principal procedimento metodológico uma pesquisa quantitativa para identificar o perfil do emprego gerado pelos vários segmentos do agronegócio no município. Os resultados validaram a hipótese ao revelar que o perfil hegemônico do emprego gerado pelo agronegócio em Cruz Alta pode ser assim resumido: masculino, formal, temporário e precário. A partir deste estudo, e do levantamento de dados secundários, se pode concluir que o agronegócio é um dos grandes responsáveis pela produção da pobreza e da exclusão em seus territórios, e esses fenômenos não são apenas diferentes para homens e mulheres, são mais amplos, profundos e duradouros para o gênero feminino.
Resumen El objeto de esta pesquisa, es el estudio de la relación entre dos procesos que se especializan simultáneamente en decenas de pequeños y medios municipios brasileros: el aumento de la riqueza del agronegocio y de la pobreza femenina. Ambos tienen su crecimiento estimulado por las políticas neoliberales, que son implementadas en Brasil a partir de la década de 1990. Desde el punto de vista geográfico el fundamento teórico de este trabajo es el concepto de Territorio, abordado de forma multidimensional. Otros conceptos relevantes son agronegocio, género, neoliberalismo, pobreza y exclusión social, siempre analizados desde una perspectiva crítica. Para llegar al objetivo de verificar la relación entre agronegocio y pobreza femenina, más allá del levantamiento de datos secundarios, fue realizado un estudio de caso teniendo como base la siguiente hipótesis: el agronegocio no contribuye a reducir las desigualdades de género en los espacios urbanos y rurales en que se ubica, por promover la exclusión o la inclusión de forma precaria de las mujeres en el mundo del trabajo. El estudio de caso fue realizado en el municipio de Cruz Alta – Rio Grande do Sul, uno de los grandes productores de soja del estado, y utilizó como principal procedimiento metodológico una pesquisa cuantitativa para identificar el perfil del empleo generado por los diversos segmentos del agronegocio en el municipio. Los resultados validaron la hipótesis al revelar que el perfil hegemónico del empleo generado por el agronegocio en Cruz Alta puede ser resumido de la siguiente forma: masculino, formal, temporario y precario. A partir de este estudio, y del levantamiento de datos secundarios, se puede concluir que el agronegocio es uno de los grandes responsables por la producción da pobreza y de exclusión en sus territorios, y estos fenómenos no son apenas diferentes para hombres y mujeres, son más amplios, profundos y duraderos para el género femenino.
Abstract The subject matter of this research is the relation between two processes that materialize themselves simultaneously in the space of small and medium Brazilian municipalities: the increase of wealth of agribusiness and female poverty. The increase of both is stimulated by the neoliberal policies implemented in Brazil since the 1990’s. From the geographic point of view, the theoretical foundation of this research is the concept of Territory in a multidimensional approach. Other relevant concepts are agribusiness, gender, neoliberalism, poverty, and social exclusion, always analyzed through a critical perspective. In order to achieve the goal of verifying the relation between agribusiness and female poverty, in addition to gathering secondary data, we undertook a case study having as its basis the following hypothesis: agribusiness does not contribute to the reduction of gender inequalities in urban and rural spaces in which it territorializes itself because it promotes the exclusion, or the inclusion in precarious ways, of women in the labor market. The case study was undertaken in the municipality of Cruz Alta – RS, one of the major soy producers in the state, and employed as its principal methodological procedure a quantitative research in order to identify the profile of the employment generated by the various segments of agribusiness in the municipality. The results validated the hypothesis in revealing that the hegemonic profile of the employment generated by agribusiness in Cruz Alta can be summed up accordingly: male, formal, temporary, and precarious. Based on this case study and the secondary data gathered, we conclude that agribusiness is among the most responsible agents for the production of poverty and exclusion in its territories and these phenomena are not merely different for men and women, but broader, more profound and more lasting for the female gender.
Tipo Tese
URI http://hdl.handle.net/10183/21080
Arquivos Descrição Formato
000734774.pdf (5.137Mb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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