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Avaliação do efeito da obesidade na associação entre doença cardíaca isquêmica e disfunção erétil

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Avaliação do efeito da obesidade na associação entre doença cardíaca isquêmica e disfunção erétil

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Título Avaliação do efeito da obesidade na associação entre doença cardíaca isquêmica e disfunção erétil
Autor Riedner, Charles Edison
Orientador Rhoden, Ernani Luis
Co-orientador Fuchs, Sandra Cristina Pereira Costa
Data 2010
Nível Doutorado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Medicina. Programa de Pós-Graduação em Medicina: Ciências Médicas.
Assunto Disfunção erétil
Isquemia miocárdica
Obesidade
Resumo Introdução: A associação entre a disfunção erétil (DE) e a doença arterial coronariana (DAC) tem sido ressaltada em vários estudos, mas ainda é incerta a interação da obesidade central nesta associação. O objetivo do estudo foi avaliar se a associação entre DE e DAC difere, em diferentes grupos etários (<60 anos e ≥60 anos), conforme a presença de obesidade e de outros fatores de risco cardiovascular (tabagismo, sedentarismo, dislipidemia, hiperglicemia e hipertensão arterial sistêmica), além dos níveis séricos de testosterona total e de proteína C reativa e do consumo de bebidas alcoólicas. Método: Dentre os pacientes referenciados à cinecoronariografia no Serviço de Hemodinâmica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, selecionou-se indivíduos consecutivos com e sem DAC, em delineamento tipo casos e controles. Definiu-se como DAC a presença de estenoses angiográficas de pelo menos 50% do diâmetro da luz em qualquer coronária ou ramo com mais de 3 mm de diâmetro. A função erétil foi avaliada pelo International Index of Erectile Function questionnaire (IIEF), e os fatores de risco cardiovascular e os níveis séricos de testosterona total e de proteína C reativa foram aferidos por metodologia padrão. A análise estatística incluiu o teste do qui-quadrado de Pearson e regressões logísticas, com intuito de avaliar a associação entre DE e DAC em toda amostra e em pacientes estratificados pela idade de 60 anos. Um P<0,05 foi considerado para fins de significância estatística. Resultados: A média etária dos pacientes foi de 58,3 ± 8,9 anos. Demonstrou-se associação entre DAC e DE apenas nos indivíduos com idade inferior a 60 anos: neste segmento etário a DE ocorria em 68,8% dos homens com DAC versus 46,7% dos homens sem DAC (P=0,009). Esta associação se mostrou independente da presença de outros fatores de risco cardiovascular e dos níveis séricos de testosterona total e de proteína C reativa (risco relativo: 2,3, IC 95%: 1,04-5,19). Similarmente, verificou-se que a severidade da DAC era maior entre os indivíduos com DE e idade inferior a 60 anos. Conclusões: Dentre os homens com idade inferior a 60 anos, aqueles que têm queixas de DE apresentam um risco aumentado (independentemente de outros fatores de risco cardiovascular) de possuir a forma crônica da DAC. Nos homens mais idosos, a queixa de DE não está associada de modo independente com a ocorrência de DAC.
Tipo Tese
URI http://hdl.handle.net/10183/25115
Arquivos Descrição Formato
000751947.pdf (1.085Mb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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