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Os fantasmas da guerra colonial na construção identitária das personagens em Mário de Carvalho e Lobo Antunes

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Os fantasmas da guerra colonial na construção identitária das personagens em Mário de Carvalho e Lobo Antunes

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Título Os fantasmas da guerra colonial na construção identitária das personagens em Mário de Carvalho e Lobo Antunes
Autor Silva, Aline Lima da
Orientador Tutikian, Jane Fraga
Data 2010
Nível Graduação
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Letras. Curso de Letras: Português e Literatura Portuguesa: Licenciatura.
Assunto Antunes, Lobo 1942-.
Carvalho, Mário de
Literatura portuguesa
Resumo A guerra colonial é uma das grandes feridas que ainda sangra no povo português e se a literatura é o reflexo da cultura de um povo, é através dela que se pode capturar algumas das características da identidade nacional que passam a surgir, à sombra do fantasma da guerra colonial. Autores pós-colonialistas, a partir da reflexão do que significa ser português buscam uma representação simbólica do conceito de identidade num período de desconstrução das bases sólidas. Alguns aspectos das conseqüências que a guerra colonial trouxe para a representação da identidade nacional portuguesa na literatura são apresentados, a partir da construção da narrativa e dos materiais psíquicos dos personagens em Lobo Antunes, nas obras Os cus de Judas e O Esplendor de Portugal; e em Mário de Carvalho no livro Os Alferes, observando a trajetória decadente do ideário de nacionalidade portuguesa. Um processo que procura demonstrar o percurso do épico para o anti-épico, tomando como ponto de partida a (des)construção do romance e das personagens. Lobo Antunes e Mário de Carvalho se constituem como escritores portugueses que se filiaram ao ideário do colonizado, demonstrando em seus romances inovações técnicas narrativas como a hibridização da voz narrativa, a pluralidade de competência do narrador, ou dos narradores, e diversas apropriações do tempo, do espaço e de sinais gráficos.
Abstract The colonial war is an open wound for the Portuguese people. If literature is the mirror of a people's culture, some of the features of Portugal’s national identity emerging under the shadow of the colonial war are reflected in its literature. Post-colonial authors, based on reflections on what being Portuguese means, look for a symbolic representation of the identity concept in an age of deconstruction of solid ground. Drawing on narrative construction and psychic materials found in characters from Lobo Antunes' Os cus de Judas and O Esplendor de Portugal, and Mário de Carvalho's Os Alferes and observing the descending trajectory of Portuguese national identity, the consequences of the colonial war are discussed in a process that tries to show the path from the epic to the anti-epic, starting with the (de)construction of the novel and its characters. Lobo Antunes and Mário de Carvalho are Portuguese authors associated with the colonized identity, exploring literary technical innovations in their novels, like the narrative voice hybridization, the plurality of competences of the narrator (s) and diverse appropriations of time, space and graphic signals.
Tipo Trabalho de conclusão de graduação
URI http://hdl.handle.net/10183/25988
Arquivos Descrição Formato
000755152.pdf (144.9Kb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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