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Vegetação campestre subtropical de um morro granítico no sul do Brasil,Morro São Pedro,Porto Alegre,RS

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Vegetação campestre subtropical de um morro granítico no sul do Brasil,Morro São Pedro,Porto Alegre,RS

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Título Vegetação campestre subtropical de um morro granítico no sul do Brasil,Morro São Pedro,Porto Alegre,RS
Autor Setubal, Robberson Bernal
Orientador Boldrini, Ilsi Iob
Data 2010
Nível Mestrado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Biociências. Programa de Pós-Graduação em Botânica.
Assunto Fitossociologia : Brasil : Rio Grande do Sul : Teses
Resumo Um estudo florístico e fitossociológico foi realizado em um remanescente de campos naturais subtropicais no extremo sul do Brasil, em bom estado de conservação, com alta riqueza específica, excluído de pastejo, mas submetido a eventos de queima periódica. Atualmente, reconhece-se que as formações campestres regionais vêm sendo gradativamente substituídas pelas florestas tropicais devido ao clima quente e úmido, processo reduzido pelo uso do fogo e pastejo animal. O estudo teve duração de abril de 2005 a março de 2010, catalogando-se 497 espécies de angiospermas nativas. Uma classificação in situ da vegetação campestre foi proposta identificando-se quatro comunidades principais: campo seco, campo rupestre, campo úmido e banhado. Foram registradas novas ocorrências para a Região Sul do Brasil, além de uma espécie nova para a ciência (Alstroemeria albescens). No levantamento fitossociológico, a frequencia e cobertura de 177 espécies foram medidas comparativamente ao longo das quatro comunidades descritas e em cinco compartimentos de relevo. Análises multivariadas e de similaridade florística (coeficiente de Jaccard) foram realizadas a partir dos resultados. Padrões estruturais da vegetação foram determinados com base na avaliação de dados sobre formas de crescimento, formas de vida e presença de órgãos subterrâneos de cada espécie. Foram descritos padrões de estratificação da vegetação, padrões de diversidade associados com os fatores ambientais e a influência do uso do fogo sobre a vegetação. Verificou-se que os níveis de hidromorfia do terreno é, possivelmente, um dos principais fatores que condiciona a distribuição das espécies no local, influenciado por outros fatores como tipos de relevos e de solos. Uma nova classificação da vegetação campestre foi proposta após a análise de dados, reconhecendo-se a ocorrência de seis comunidades campestres, quatro delas consideradas como áreas nucleares (campos xerófilos, mesófilos, higrófilos e hidrófilos) e duas como ambientes transicionais (campos meso-xerófilos e meso-higrófilos). Geófitas rizomatosas e hemicriptófitas graminosas obtiveram os maiores valores de importância indicando dominância das espécies com maior tolerância a superação da queima do campo. Entretanto, o uso periódico do fogo permite o desenvolvimento de espécies raras de menor capacidade competitiva pela eliminação periódica das gramíneas cespitosas de maior dominância. Registrou-se a existência de uma similaridade florística entre a vegetação campestre presente nos morros graníticos da região devido ao compartilhamento das principais espécies dominantes, inferindo-se que os padrões descritos são recorrentes em outras localidades. Estudos sobre a frequência do uso do fogo são escassos nos campos da Região Sul do Brasil, sendo necessários para a melhor compreensão dos seus efeitos sobre a vegetação campestre. A escassez de estudos de classificação em escala local também é indicada como uma lacuna na melhor compreensão de padrões de organização destes campos. Indica-se que o monitoramento natural da conversão de campos em florestas em ambiente excluídos de distúrbios é um potencial bioindicador dos efeitos de mudanças climáticas em escala global devido ao aumento da temperatura terrestre que tende a acentuar este processo. Apesar da significativa diversidade vegetal dos campos estudados, sua representatividade em unidades de conservação é praticamente nula no município.
Abstract A floristic and phytosociological study was carried out in a remnant of natural subtropical grassland in southern Brazil, which was in good state of conservation and very rich in species, excluded from grazing, but periodically submitted to burning events. Currently, it is recognized that regional grasslands formations are being gradually replaced by tropical forests due to a warm and humid climate, processes reduced by disturbs like burn and grazing. The study lasted from April 2005 to March 2010, cataloging 497 species of native angiosperms. A classification for vegetation was made in situ through the identification of four principal communities: dry grassland, rocky grassland, humid grassland and wetlands. New occurrences for southern Brazil were recorded and a new species for science was found (Alstroemeria albescens). In the phytosociological survey, the frequency and coverage of 177 species were measured and compared along the four communities described and in five relief compartments. Multivariate analyses and floristic similarity (Jaccard indexes) were realized. Structural vegetation patterns were determined based on evaluation of data of growth forms, life forms and the presence of underground organs of every species. Stratification and diversity patterns of vegetation have been described associated with environmental factors and the influence of the use of fire on vegetation. Waterlogging level was, possibly, the main factor that conditions species distribution patterns in the local, influenced by other factors like relief and soils. A new classification for vegetation was proposed, made after data analyses, recognizing six communities of grasslands, four of them considered as core areas (xerophilous, mesophilous, hygrophilous and hidrophilous grasslands) and two as transitional areas (meso-xerophilous and mesohigrophilous grasslands). Rhizomateous geophytes and caespitose graminoids hemicryptophytes obtained the highest importance values indicating dominance of species with greater tolerance to overcome burning events. However, the periodic use of fire allows the development of rare species of lower competitive ability by the periodic removal of dominant tussock grasses. We observed the existence of a floristic similarity between the grassland vegetation present in the granitic hills of the region due to a sharing of the main dominant species, inferring that the patterns described are recurrent in other locations. Studies on the frequency of use of fire are scarce in the southern Brazil subtropical grasslands and are required to better understand their effects on this vegetation. The scarcity of classification studies in local scale is indicated as a gap in the better understanding of grassland organization patterns. The monitoring of natural conversion of grasslands into forests in areas excluded from disturbs may be used as a potential bioindicator of the effects caused by climate changes in global scale. Despite the significant vegetation diversity of the grasslands studied, their representation in conservation units is virtually inexistent in the municipality.
Tipo Dissertação
URI http://hdl.handle.net/10183/26287
Arquivos Descrição Formato
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