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Entre a feiticeira celta e a bruxa má : como o imaginário coletivo (trans)formou-se através do tempo

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Entre a feiticeira celta e a bruxa má : como o imaginário coletivo (trans)formou-se através do tempo

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Título Entre a feiticeira celta e a bruxa má : como o imaginário coletivo (trans)formou-se através do tempo
Autor Scliar, Muriel Carneiro
Orientador Tettamanzy, Ana Lúcia Liberato
Data 2010
Nível Graduação
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Letras. Curso de Letras: Português e Literatura Portuguesa: Licenciatura.
Assunto Bruxa
Feiticeira
Mito na literatura
[en] Archetype
[en] Jewish Christian morality
[en] Myth
[en] Popular imagination
[en] Witch
[en] Woman
Resumo A feiticeira, enquanto mulher, possui uma função de instauradora do mito da feminilidade, o que leva ao questionamento de seu papel na historiografia e de sua arqueologia no processo de transformação da figura do real feminino, desde illo tempore, na figura simbólica presente na arte. Inicialmente, representação positiva - a mulher feiticeira, imagem da Deusa Mãe dos celtas, agente da harmonia com o meio e ambiguamente humana – , vai, aos poucos, transformando-se em ser perverso, encarnando a dualidade judaico-cristã do bem e do mal e tornando-se reflexo do que é perigoso – ser livre – e indesejado. A comunhão com a natureza passa a ser prova de bruxaria, palavra pejorativa aos olhos da Igreja. Do tempo em que o inexplicável era sinônimo de ligação com o Diabo, surge a imagem inconsciente do medo. A feiticeira surge na Literatura como representação da figura real trazida das lendas celtas pela oralidade e altera-se, acompanhando a História, dentro da própria Literatura. Nas várias versões do mito de Tristão e Isolda, vemos refletidas as modificações sofridas pelo arquétipo feminino no imaginário popular, ao longo do período histórico em que “a cruz” da mulher foi observar calada a dualidade de sua imagem transformar-se, no inconsciente coletivo, de deusa em bruxa, ao mesmo tempo em que a cruz deixava de significar a intersecção de opostos para ser o símbolo do sacrifício cristão.
Abstract The witch as a woman has the function of establishing the myth of feminility, which leads to question her historiographic and of her archeology’s role in the process of transformation of the real female portrait, since illo tempore, in the symbolic persona present in art. In the beginning, she was a positive representation – the woman witch, image of the Goddess mother of the Celts, agent of the harmony with the environment and ambiguously human – and becomes gradually an evil being, incarnating the Jewish Christian duality of good and evil. She becomes the image of what is dangerous – being free – and unwanted. The communion with nature becomes proof of witchcraft, a derogatory word. From the time when the unexplainable was a synonymous of connection with the Devil, comes the unconscious image of fear. The witch appears in Literature as the representation of the real persona brought by orality in the Celtic legends and transforms itself, following History, into Literature. In the various versions of the myth of Tristan and Isolde, we see reflected the changes undergone by the female archetype in popular imagination, over the historical period in which the woman's burden was quietly observing the duality of her image to become, in the collective unconscious, from goddess to witch, while the burden ceased to mean the intersection of opposites to become a symbol of Christian sacrifice.
Tipo Trabalho de conclusão de graduação
URI http://hdl.handle.net/10183/26362
Arquivos Descrição Formato
000757848.pdf (167.2Kb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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