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Influência do enriquecimento ambiental e do estresse imprevisível em camundongos pré-selecionados pelo perfil exploratório

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Influência do enriquecimento ambiental e do estresse imprevisível em camundongos pré-selecionados pelo perfil exploratório

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Título Influência do enriquecimento ambiental e do estresse imprevisível em camundongos pré-selecionados pelo perfil exploratório
Autor Ghidini, Vanessa Kazlauckas
Orientador Lara, Diogo Rizzato
Data 2010
Nível Doutorado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Ciências Básicas da Saúde. Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas: Bioquímica.
Assunto Comportamento exploratório
Estresse
Transtornos do humor
Resumo O comportamento exploratório pode ser entendido a partir de uma perspectiva bidimensional envolvendo comportamentos inibitórios (evitação de dano) e comportamentos de ativação (busca de novidades). Estes comportamentos podem ser observados em animais e variam de acordo com suas diferenças individuais. Tais diferenças podem ser úteis para testar hipóteses sobre as bases biológicas do temperamento. O objetivo desta tese foi avaliar a efeito do estresse subcrônico imprevisível e do enriquecimento ambiental (EE) em camundongos da CF1, selecionados por seu comportamento exploratório na área central de um campo aberto: os menos exploradores (LE) e os mais exploradores (HE). Também foram investigados o número de astrócitos e a densidade óptica de GFAP e os níveis de S100B hipocampais destes camundongos HE e LE submetidos ao protocolo de EE. Além disso, estudamos se estes camundongos HE e LE se diferenciavam quanto à hiperlocomoção induzida pela anfetamina, dizocilpina, cafeína e apomorfina. Após o estresse subcrônico imprevisível tanto LE quanto HE apresentaram menor atividade exploratória, mas suas diferenças no comportamento exploratório permaneceram. Este protocolo de estresse por um curto período, não induziu alterações na ingestão de sacarose ou no tempo de imobilidade na tarefa de suspensão pela cauda.Os camundongos LE apresentaram menor desempenho na tarefa de reconhecimento do objetos (NOR) após o estresse. Os HE apresentaram níveis de corticosterona menores quando comparados com os LE em condições normais, sendo que os níveis de corticosterona aumentaram após o estresse apenas nos camundongos HE. BDNF hipocampal nos camundongos LE foi inferior ao dos HE, mas após o estresse, diminuiu apenas nos HE. Os níveis de S100B não foram diferentes entre os grupos O protocolo de EE melhorou o comportamento exploratório, o desempenho nas tarefas de NOR e de esquiva inibitória, e os níveis de BDNF no hipocampo em ambos os camundongos LE e HE. Importante ressaltar que o perfil geral dos camundongos LE após dois meses de EE foi semelhante ao dos HE 5 mantidos sob condições normais. O protocolo de EE não alterou o número de astrócitos nem a densidade óptica de GFAP nas regiões CA1 e giro denteado do hipocampo. Os níveis de S100B diminuíram nos camundongos HE e LE após o EE. A atividade locomotora induzida por anfetamina, dizocilpina, cafeína e apomorfina foi semelhante para os dois grupos. Podemos ressaltar que os camundongos LE e HE apresentaram semelhanças e diferenças em parâmetros comportamentais e bioquímicos, quando submetidos ao estresse ou ao EE. Estes resultados indicam que as diferenças individuais devem ser levadas em consideração nos estudos de comportamento e podem ter implicações para a compreensão dos transtornos de humor.
Abstract Exploratory behavior can be understood from a bidimensional perspective involving inhibitory behaviors (harm avoidance) and activation behaviors (novelty seeking). These behaviors can be observed in animals and vary according to individual differences. Such differences can be useful for testing hypotheses on the biological basis of temperament. The purpose of this thesis was to evaluate the effect of unpredictable subchronic stress and enriched environment (EE) in two behavioral extremes of mice from the same strain (CF1) selected by their exploratory behavior of the central arena of an open field: the low exploratory (LE) and high exploratory (HE) mice. In addition, we investigate astrocytes number and GFAP optical density in the hippocampus and S100B levels of HE and LE mice exposed to EE Also, we studied if they differed regarding hyperlocomotion induced by amphetamine, caffeine, dizocilpine, and apomorphine. After unpredictable subchronic stress both LE and HE stressed groups exhibited less exploratory activity, but their natural difference in exploratory behavior remained. This short stress protocol did not induce changes in sucrose intake or immobility in the tail suspension task. Also, LE mice exhibited impaired novel object recognition performance after stress. HE had lower corticosterone levels than LE mice, but corticosterone levels increased after stress only in HE mice. Hippocampal BDNF in LE was lower than in HE but decreased after stress only in HE mice, whereas S100B levels were not different between groups. EE protocol enhanced exploratory behavior, memory performance in the novel object and in the inhibitory avoidance tasks, and hippocampal BDNF levels in both LE and HE mice. Importantly, the general profile of LE mice after two months of EE was similar to HE mice housed in standard conditions. The EE protocol had no effect on number of astrocytes and on GFAP optical density in the CA1 and DG of hippocampus. The S100B levels decreased in both HE and LE mice after EE. LE and HE show similar locomotor activity induced by amphetamine, caffeine, dizocilpine, and 7 apomorphine. Therefore, HE and LE mice showed similarities and differences in behavior and biochemical parameters when subjected to stress or EE. These results point out that those individual differences should be taken into account in behavioral studies and may have implications for the understanding of mood disorders.
Tipo Tese
URI http://hdl.handle.net/10183/28074
Arquivos Descrição Formato
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