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Níveis séricos de leptina, resistência insulínica e composição corporal cinco anos pós-transplante renal

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Níveis séricos de leptina, resistência insulínica e composição corporal cinco anos pós-transplante renal

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Título Níveis séricos de leptina, resistência insulínica e composição corporal cinco anos pós-transplante renal
Autor Nicoletto, Bruna Bellincanta
Orientador Manfro, Roberto Ceratti
Data 2010
Nível Graduação
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Medicina. Curso de Nutrição.
Assunto Composição corporal
Leptina
Resistência à insulina
Transplante de rim
[en] Body composition
[en] Insulin resistance
[en] Kidney transplantation
[en] Leptin
Resumo INTRODUÇÃO: O pós-transplante renal (TR) é marcado por alterações metabólicas, incluindo mudanças na composição corporal, leptinemia e resistência insulínica (RI). Estes são importantes fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares (DCV), que são as principais causas de complicações e morte após o transplante. OBJETIVO: Avaliar leptinemia, resistência insulínica (RI) e alterações na composição corporal e lípides no período até cinco anos pós-transplante renal. MÉTODOS: 32 pacientes (18 homens, com média de idade de 41,5 ± 11,4 anos) e 19 indivíduos saudáveis foram incluídos no estudo. As variáveis analisadas foram: leptina sérica, RI (HOMA - Homeostasis Model Assessment), percentual de gordura corporal (%GC), circunferência muscular braquial (CMB), proteína C-reativa (PCR) e perfil lipídico. Os pacientes foram avaliados no momento do TR (T1), aos três meses (T2), um ano (T3) e cinco anos (T4) pós-TR. RESULTADOS: Os níveis séricos de leptina foram maiores nos urêmicos do que no grupo controle em T1 [11,9(9,2-25,2) e 7,7(5,2-9,9) ng/mL, respectivamente, p<0,0001]. Nos transplantados renais, a leptinemia diminuiu em T2 [7,1(4,2-12,5), p<0,0001], e aumentou numericamente em T3 [9,35(4,9-16,1)], mantendo-se significativamente menor que em T1 (p=0,034). Os valores de T4 [9,2(5,7-21)] e T1 não foram estatisticamente diferentes. HOMA diminuiu em T2 [2,1(1,63-2,23) para 1,31(0,85-1,78); p<0,0001] e aumentou numericamente em T3 [1,55(1,15-2,15)] e T4 [2,1(1,6-2,85)]. Não houve variação significativa nos valores de PCR e %GC durante todo o período do estudo. A CMB aumentou significativamente apenas em T4 (p<0,0001). No pós-TR imediato (T2) observou-se um aumento de triglicerídeos (TG) (146,3 ± 44,9 para 250,5 ± 84,85 mg/dL, p<0,0001), colesterol total (CT) (196,2 ± 55,7 para 232,8 ± 61,5 mg/dL, p<0,0001) e colesterol LDL (116,7 ± 44,5 para 135,5 ± 52 mg/dL, p=0,027). Os valores de TG e LDL retornaram aos iniciais no primeiro ano pós-TR (T3). Já os níveis de CT foram semelhantes aos do período pré-TR após o quinto ano de TR (T4). Os valores de colesterol HDL não sofreram variação significativa ao longo do estudo. A leptina sérica correlacionou-se positivamente com o %GC durante todo o estudo [T1 (r=0,56; p=0,001); T2 (r=0,52; p=0,002); T3 (r=0,39; p=0,026) e T4 (r=0,77; p<0,0001)]. HOMA apresentou correlação positiva com leptinemia em T3 (r=0,37; p=0,037) e T4 (r=0,42; p=0,035). Na análise de regressão linear o sexo, %GC e HOMA são variáveis independentes para predizer leptinemia em todos os momentos do estudo. CONCLUSÃO: A leptinemia e o HOMA diminuem no pós-TR imediato até pelo menos um ano pós-TR. Aos cinco anos pós-TR, níveis séricos de leptina, RI, PCR, %GC e perfil lipídico são semelhantes aos do período pré-TR. Este perfil metabólico está possivelmente associado à elevada incidência de DCV observada tardiamente nos pacientes transplantados renais.
Abstract INTRODUCTION: Post-renal transplant (RT) period is characterized by metabolic changes, including changes in body composition, leptin and insulin resistance (IR). These are important risk factors for cardiovascular disease (CVD), which is the main cause of complications and death after transplantation. OBJECTIVE: To evaluate leptin, IR and changes in body composition and lipids in the period up to five years after renal transplantation. METHODS: 32 patients (18 men, mean age 41,5 ± 11,4 years) and 19 healthy individuals were included in the study. Variables analyzed were: serum leptin, IR (HOMA – Homeostasis Model Assessment), body fat percentage (BF%), arm muscle circumference (AMC), C-reactive protein (CRP) and lipid profile. Patients were evaluated at transplant time (T1), at 3 months (T2), 1 year (T3) and 5 years (T4) after transplantation. RESULTS: Serum leptin levels were higher in uremic than in control group at T1 [11,9(9,2-25,2) and 7,7(5,2-9,9) ng/mL, respectively, p<0,0001]. In renal transplant patients, leptin decreased in T2 [7,1(4,2- 12,5), p<0,0001], and numerically increased in T3 [9,35(4,9-16,1)], remaining significantly lower than T1 (p=0,034). T4 [9,2(5,7-21)] and T1 values were not statistically different. HOMA decreased in T2 [2,1(1,63-2,23) to 1,31(0,85-1,78); p<0,0001] and numerically increased in T3 [1,55(1,15-2,15)] and T4 [2,1(1,6-2,85)]. There was no significant variation in CRP and BF% throughout the study period. AMC increased significantly only in T4 (p<0,0001). In T2, there was a significant increase of triglycerides (TG) (146,3 ± 44,9 to 250,5 ± 84,85 mg/dL, p<0,0001), total cholesterol (TC) (196,2 ± 55,7 to 232,8 ± 61,5 mg/dL, p<0,0001) and low-density lipoprotein-cholesterol (LDLc) (116,7±44,5 to 135,5±52 mg/dL, p=0,027). TG and LDLc levels returned to initial values in the first year post-RT (T3). TC levels were similar to those of pre-RT period at fifth year of RT (T4). The high-density lipoproteincholesterol (HDLc) did not vary significantly throughout the study. Serum leptin was positively correlated with BF% in the whole study [T1 (r=0,56; p=0,001); T2 (r=0,52; p=0,002); T3 (r=0,39; p=0,026) and T4 (r=0,77; p<0,0001)]. HOMA correlated positively with leptin levels at T3 (r=0,37; p=0,037) and T4 (r=0,42; p=0,035). In linear regression analysis, gender, BF% and HOMA are independent variables to predict leptin levels in the whole study. CONCLUSION: Leptin levels and HOMA decrease in three months after RT until at least one year post-RT. At five years after RT, serum leptin, IR, CRP, BF% and lipid profile are similar to those of pre-RT period. This metabolic profile is possibly associated with high incidence of CVD observed late in renal transplant recipients.
Tipo Trabalho de conclusão de graduação
URI http://hdl.handle.net/10183/28187
Arquivos Descrição Formato
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