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Determinação de prevalência de bactérias na efusão da orelha média de crianças submetidas à mmiringotomia

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Determinação de prevalência de bactérias na efusão da orelha média de crianças submetidas à mmiringotomia

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Título Determinação de prevalência de bactérias na efusão da orelha média de crianças submetidas à mmiringotomia
Autor Pereira, Maria Beatriz Rotta
Orientador Costa, Sady Selaimen da
Data 2003
Nível Mestrado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Medicina. Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas : Pediatria.
Assunto Criança
Estudos transversais
Infecções por bactérias gram-positivas
Orelha média : Microbiologia
Otite média : Cirurgia
Otite média com derrame
Reação em cadeia da polimerase
[en] Alloiococcus otitidis
[en] Child
[en] Ear
[en] Middle/microbiology
[en] Otitis media
[en] Otitis media with effusion/microbiology
[en] PCR
[en] Prevalence studies
Resumo Introdução: A etiologia da otite média com efusão ainda não está completamente estabelecida, mas agentes infecciosos podem contribuir para sua patogênese. Demonstrou-se que a reação em cadeia da polimerase (PCR) é superior ao exame cultural para detectar espécies bacterianas. O conhecimento sobre a epidemiologia bacteriana da otite média com efusão em áreas geográficas distintas é essencial para a implementação de tratamentos racionais, quando necessários. Objetivos: Determinar a prevalência do Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae, Moraxella catarrhalis e Alloiococcus otitidis nas efusões de orelha média de crianças com otite média recorrente e otite média com efusão crônica que foram submetidas à miringotomia, comparar os resultados obtidos por cultura e PCR, comparar os achados bacteriológicos em crianças menores e maiores de dois anos e determinar o perfil de resistência à penicilina dos germes isolados. Métodos: Analisaram-se 128 amostras de efusões de orelha média de 75 crianças entre 11 meses e 9 anos e 4 meses de idade (média = 34,7 meses). Pacientes com otite média recorrente tinham efusão documentada por ≥ 6 semanas e aqueles com otite média com efusão crônica, por ≥3 meses. Os pacientes não tinham sinais de otite média aguda ou infecção do trato respiratório e não estavam sob antibioticoterapia no momento do procedimento. A aspiração do material foi realizada por timpanocentese, utilizando-se um coletor de Alden-Senturia. Os estudos bacteriológicos foram iniciados em menos de 15 minutos após a obtenção da efusão e uma parte da amostra foi armazenada a -20oC para análise posterior pela PCR. Utilizou-se um método de PCR simultânea para a detecção de quatro patógenos. A análise estatística foi efetivada com o teste χ2 de McNemar, teste χ2 com correção de Yates e teste exato de Fisher, quando apropriados. Resultados: Cultivaram-se bactérias em 32 (25,1%) das 128 amostras e os patógenos principais foram encontrados em 25 (19,6%). O A. otitidis não foi isolado em cultura. A PCR identificou bactérias em 110 (85,9%) das amostras, e os resultados positivos foram: 67 (52,3%) para A. otitidis, 50 (39,1%) para H. influenzae, 16 (12,5%) para S. pneumoniae e 13 (10,2%) para M. catarrhalis. Todas as amostras positivas por cultura foram positivas pela PCR, mas 85 (77,2%) das efusões com resultado positivo pela PCR foram negativas por cultura, para os germes estudados. A PCR foi significativamente mais sensível que a cultura (P<0,001). O S. pneumoniae foi encontrado mais freqüentemente em otite média recorrente do que em otite média com efusão crônica (P=0,038) e o H. influenzae foi encontrado mais vezes em crianças menores de dois anos (P=0,049). Quanto ao perfil de resistência, 100% das M. catarrhalis, 62,5% dos S. pneumoniae e 23% dos H. influenzae eram resistentes à penicilina. Conclusões: A prevalência das bactérias na otite média com efusão em um grupo de crianças brasileiras é semelhante àquelas relatadas em outros países, sendo o H. influenzae o mais encontrado dentre os patógenos principais da orelha média. Essa prevalência sugere que bactérias podem desempenhar um papel na patogênese da otite média com efusão. Os resultados mostram que a PCR é mais sensível na detecção de bactérias na efusão da orelha média, comparada com cultura, e é essencial para a identificação do A. otitidis. O elevado percentual de detecção do A. otitidis sugere mais investigações sobre sua atuação no início e no prolongamento de doenças da orelha média. O S. pneumoniae foi mais freqüente em otite média recorrente do que em otite média com efusão crônica e o H. influenzae foi mais encontrado em crianças menores de dois anos. A resistência à penicilina por parte do pneumococo e da moraxela é semelhante à relatada em outros países, ao passo que a produção de β-lactamase pelo hemófilo é mais baixa que aquela referida em bactérias isoladas em amostras de efusões de otite média com efusão.
Abstract Background: The etiology of otitis media with effusion is still unclear but infective agents may contribute to its pathogenesis. Polymerase chain reaction (PCR) has been shown to have a superior ability in detecting bacterial species, when compared to conventional culture methods. The knowledge of the bacteriological epidemiology of otitis media with effusion in different geographical areas is crucial for the implementation of rational treatment in selected cases. Objectives: To determine the prevalence of Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae, Moraxella catarrhalis and Alloiococcus otitidis in the middle ear effusion of children with recurrent otitis media and chronic otitis media with effusion undergoing miryngotomy, to compare the results obtained by culture and PCR, to compare the bacteriological findings in children younger and older than two years of age, and to determine the susceptibility to penicillin of the bacterial isolates. Methods: A total of 128 middle ear effusion samples from 75 children aged 11 months to 9 years and 4 months (mean = 34.7 months) were analyzed. Patients with recurrent otitis media had documented middle ear effusion for ≥ 6 weeks, and chronic otitis media with effusion for ≥ 3 months. Patients had no signs of acute otitis media or respiratory tract infection and were not on antibiotics. Aspiration was done through tympanocentesis with an Alden-Senturia trap. Bacteriological studies were initiated in less than 15 minutes after acquisition of the effusion and a part of the sample was stored frozen at -20oC for latter PCR analysis. Multiplex PCR methods for the detection of four pathogens were used. Statistical analyses were done using McNemar´s χ2 test, χ2 test with Yates’ correction, and Fisher’s exact test, when appropriate. Results: Bacteria were cultured in 32 (25.1%) of the 128 samples and the major pathogens were found in 25 (19.6%). A. otitidis was not detected by culture. PCR yielded positive for bacteria in 110 (85.9%) of the samples and these positive PCR results were: 67 (52.3%) for A. otitidis, 50 (39.1%) for H. influenzae, 16 (12.5%) for S. pneumoniae, and 13 (10.2%) for M. catarrhalis. All the culture-positive samples were PCR-positive but 85 (77.2%) of the PCR-positive specimens were culture-negative. PCR was significantly more sensitive than culture (P<0.01). S. pneumoniae was more frequently found in samples from recurrent otitis media when compared to chronic otitis media with effusion (P=0.038) and H. influenzae was more prevalent in children younger than two years when compared to the older group (P=0.049). The resistance to penicillin was: M. catarrhalis = 100%; S. pneumoniae = 62.5% and H. influenzae = 23% of the isolates. Conclusions: The prevalence of bacteria in otitis media with effusion in a group of Brazilian children is similar to that reported from other countries, and H. influenzae is the most frequently found microorganism among the main middle ear pathogens. This prevalence suggests that bacteria may play a role in the pathogenesis of otitis media with effusion. Also PCR is more sensitive in detecting bacteria in the middle ear effusion, compared to conventional culture methods, and is essential for the detection of A. otitidis. The high recovery rate of A. otitidis warrants further investigation of its role in initiating or prolonging middle ear disease. S. pneumoniae was more frequently found in recurrent otitis media compared to chronic otitis media with effusion and H. influenzae was more prevalent in children younger than two years of age. Pneumococcal and moraxella´s resistance to penicillin is similar to but hemophillus’ β-lactamase production is lower than that reported from other countries when bacteria isolated from middle ear effusion samples of otitis media with effusion were analyzed.
Tipo Dissertação
URI http://hdl.handle.net/10183/2907
Arquivos Descrição Formato
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