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A influência do dano de isquemia/reperfusão na função do enxerto e na evolução clínica pós-operatória imediata em pacientes submetidos a transplante hepático : o papel da biópsia de reperfusão

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A influência do dano de isquemia/reperfusão na função do enxerto e na evolução clínica pós-operatória imediata em pacientes submetidos a transplante hepático : o papel da biópsia de reperfusão

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Título A influência do dano de isquemia/reperfusão na função do enxerto e na evolução clínica pós-operatória imediata em pacientes submetidos a transplante hepático : o papel da biópsia de reperfusão
Autor Álvares-da-Silva, Mário Reis
Orientador Pereira-Lima, Luiz Maraninchi
Data 2000
Nível Doutorado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Medicina. Programa de Pós-Graduação em Gastroenterologia.
Assunto Biópsia
Reperfusão
Transplante de fígado
Resumo O transplante hepático é o tratamento de escolha para uma série de doenças terminais agudas e crônicas do fígado. Contudo, sua oferta tem sido restringida pela falta de doadores, o que tem provocado o aumento do número de pacientes em lista de espera. A escassez de órgãos condiciona a aceitação para transplante de enxertos provindos de doadores sem as melhores condições para tal – os chamados doadores marginais. O dano de isquemia/reperfusão (IR) é resultado dos fatores perioperatórios inerentes ao procedimento, incluindo as condições do doador. Quanto pior o doador, pior o órgão transplantado, e maior a possibilidade de desenvolvimento de disfunção primária do enxerto (DPE). DPE comumente é definida pela elevação das enzimas hepáticas. As aminotransferases, entretanto, podem alterar-se por outras complicações que não a lesão de isquemia/reperfusão. A histologia hepática, por sua vez, pode fornecer informações acerca da IR. Com o objetivo de estimar a extensão histológica do dano de preservação (necrose hepatocelular e neutrofilia sinusoidal), correlacioná-la a variáveis bioquímicas (índice de reperfusão: AST + ALT + LDH / 3) e avaliar a sua influência no período pós-operatório imediato (até 7 dias), foi realizado um estudo transversal com análise sistemática de 55 pacientes adultos que receberam seu primeiro enxerto hepático entre Setembro de 1996 e Dezembro de 1999. Foram comparados os fatores de risco relacionados ao doador, ao receptor, ao procedimento cirúrgico e ao período pós-operatório e analisadas as biópsias feitas antes e imediatamente após o procedimento cirúrgico. Houve dano de preservação em todos os pacientes estudados tanto por critérios anatomopatológicos quanto por critérios bioquímicos. Houve associação significativa entre os achados bioquímicos e histológicos (p=0,04; coeficiente gamma=0,49). A extensão da necrose hepatocitária parece ser o dado anatomopatológico isolado que melhor se relaciona ao índice de reperfusão (p=0,05; coeficiente gamma=0,48). Houve associação entre DPE e a histologia hepática (p=0,02). O índice bioquímico associou-se à DPE (p=0,001) e à incidência de insuficiência renal aguda (IRA) (p<0,0001). A mortalidade inicial foi maior nos pacientes com índice de reperfusão grave (p=0,002). O índice de reperfusão foi um fator de risco independente para a função do enxerto (p=0,004) e IRA (0,04). A sobrevida atuarial em 1 ano foi significativamente menor nos pacientes com dano de preservação grave (p=0,003). A análise da biópsia de reperfusão é capaz de detectar o dano de preservação sofrido pelo enxerto e se correlaciona às variáveis bioquímicas em sua estimativa.
Abstract Orthotopic liver transplantation has become an established therapy for patients with end-stage liver disease. Its rapid growth has been curtailed by the lack of organ donors and has led to an expansion in the number of patients on the waiting list. This growing imbalance has led to the relaxing of selection criteria for donors. Many donors which were previously not considered for transplantation are now used – the called marginal donors. Ischemic/reperfusion injury (IR) within the liver allograft occurs as a result of numerous factors and events inherent to the transplantation process. Worst the donor, worst can be the allograft, and more prone it will be to exhibit initial poor function (IPF). IPF is commonly defined on the basis of elevated liver tests, but early aminotransferase elevation after liver transplantation may result from complications other than ischemic/reperfusion lesion. Liver histology can provide some useful information to assess IR. We conducted a cross-sectional study on 55 adult liver transplant recipients, who received their first liver allograft between September 1996 and December 1999, in order to assess IR according to biochemical (reperfusion index: AST + ALT + LDH / 3) and pathological (sinusoidal neutrophilia and hepatocellular necrosis) variables. The risk factors related to donor, recipient, surgical procedure, and postoperative period (until 7 days) were studied, as well as liver biopsies collected before and immediately after transplantation. Some degree of IR was universally found. There was association between biochemical and pathological findings (p=0,04; gamma=0,49). There was a trend toward to extension of hepatocellular necrosis to be isolatedly related to reperfusion index (p=00,5; gamma=0,48). Liver histology was associated with IPF (p=0,02). Reperfusion index was significantly associated to IPF (P=0,001) and acute renal failure (P<0,001). Early mortality rate was greater when reperfusion index was severe (p=0,002). Reperfusion index was an independent risk factor for the development of graft dysfunction (p=0,004) and renal failure (p=0,04). 1-year patient survival was significantly reduced in patients with severe lesion detected by reperfusion index (p=0,003). Reperfusion biopsy seems to detect preservation injury and it is associated with biochemical parameters for insult assessment.
Tipo Tese
URI http://hdl.handle.net/10183/3556
Arquivos Descrição Formato
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