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Mortalidade neonatal em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, e suas principais causas, 1996 a 2007

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Mortalidade neonatal em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, e suas principais causas, 1996 a 2007

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Título Mortalidade neonatal em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, e suas principais causas, 1996 a 2007
Autor Poppe, Kelly Cristina Feck
Orientador Gonçalves, Annelise de Carvalho
Data 2011
Nível Graduação
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escola de Enfermagem. Curso de Enfermagem.
Assunto Epidemiologia
Mortalidade neonatal
Resumo A mortalidade neonatal no Brasil persiste como um problema de saúde pública, especialmente se comparadas as taxas brasileiras e deste município com as de países mais desenvolvidos, evidenciando o papel da determinação social na ocorrência destes óbitos. Este estudo ecológico de série temporal e de base populacional teve por objetivos descrever a evolução temporal da mortalidade neonatal, neonatal precoce e neonatal tardia em Porto Alegre, RS, no período de 1996 a 2007, identificando as três principais causas dessas mortes no mesmo período e local. Os dados foram adquiridos a partir do site governamental do DATASUS, onde foram obtidos o número de crianças nascidas vivas (Sistema de Informações sobre Nascimentos/SINASC) e o número das que morreram antes de completar 28 dias. Foram utilizados para análise os coeficientes de mortalidade neonatal e de seus componentes, além de serem calculadas as proporções do número de óbitos neonatais de acordo com as três principais causas, sendo apresentados através de curvas de série temporal, utilizando-se o programa Excell 2007. Mediante os resultados, observou-se tendência decrescente na mortalidade neonatal em Porto alegre no período de 1996 a 2007, com redução de 35,1%, percentual superior ao observado no Brasil (28,7%). Entretanto, o município acompanha a tendência nacional quanto à maior proporção de óbitos neonatais precoces do que tardios concentrados na primeira semana de vida (60 a 70%). Quanto às causas de mortes neonatais, as três principais foram: Feto/recém nascidos afetados por fatores maternos neonatais (26% das mortes neonatais), Desconforto respiratório (12%) e Malformações congênitas não especificadas (10%). As causas relacionadas a fatores maternos e ao desconforto respiratório do recém-nascido são preveníveis, em parte, por adequada atenção pré-natal, onde fatores de risco podem ser precocemente identificados, especialmente a prematuridade. Entretanto, as Malformações congênitas são causas que predominam mais em países desenvolvidos e possuem menor poder de prevenção. As taxas de mortalidade neonatal, ainda em padrões inaceitáveis para o nível de desenvolvimento do município, sugerem baixa resolutividade dos serviços de saúde relacionados à atenção pré-natal, ao parto e nascimento. Ressalta-se, assim, a importância dos profissionais de saúde neste cenário, exigindo que esses estejam mais capacitados e qualificados para atuarem na área materno infantil. A implementação de novos programas de maior impacto nesta mortalidade, aliada à qualificação dos profissionais é um dos caminhos possíveis para a redução da morbimortalidade neonatal, com repercussões diretas na mortalidade infantil desta capital.
Tipo Trabalho de conclusão de graduação
URI http://hdl.handle.net/10183/35930
Arquivos Descrição Formato
000816629.pdf (686.6Kb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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