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Fragilidade em idosos : evidências e fatores de risco para o desenvolvimento do diagnóstico de enfermagem "Síndrome da fragilidade no idoso" e "Risco para a fragilidade no idoso"

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Fragilidade em idosos : evidências e fatores de risco para o desenvolvimento do diagnóstico de enfermagem "Síndrome da fragilidade no idoso" e "Risco para a fragilidade no idoso"

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Título Fragilidade em idosos : evidências e fatores de risco para o desenvolvimento do diagnóstico de enfermagem "Síndrome da fragilidade no idoso" e "Risco para a fragilidade no idoso"
Autor Souto, Gabriela Doebber
Orientador Crossetti, Maria da Graça Oliveira
Data 2011
Nível Graduação
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escola de Enfermagem. Curso de Enfermagem.
Assunto Diagnóstico de enfermagem
Envelhecimento
Idoso fragilizado
Resumo A fragilidade é conceituada como uma síndrome clínica cujos sinais e sintomas são preditores de diversas reações adversas como: hospitalização, declínio funcional, institucionalização e morte. Esta pode ser caracterizada por fraqueza, sensação de cansaço, perda de peso, desnutrição, falta de atividade física e anormalidades na marcha e no equilíbrio, que pode estar associada com a presença de morbidades crônicas não transmissíveis. Essas condições clínicas, acredita-se podem caracterizar diagnósticos de enfermagem específicos da população idosa, tais como as categoria diagnósticas síndrome da fragilidade no idosos e risco para fragilidade no idosos. Trata-se de uma pesquisa caracterizada por apresentar uma abordagem quantitativa do tipo transversal e descritiva, que teve por objetivo geral analisar as evidências e os fatores de risco que possam contribuir para o desenvolvimento do diagnóstico de enfermagem “síndrome da fragilidade no idoso” e do diagnóstico de enfermagem “risco para fragilidade no idoso”. E como objetivos específicos, identificar o perfil sócio-demográfico, de morbidades preexistentes e morbidades ou motivos de internação, verificar a ocorrência da SFI por meio da Escala de Fragilidade de Edmonton, relacionar o perfil sócio-demográfico, as morbidades preexistentes e morbidades motivos de internação com a presença da SFI, identificar os diagnósticos de enfermagem mais freqüentes nos sujeitos do estudo, e relacionar os diagnósticos de enfermagem mais frequentes nos sujeitos do estudo com a ocorrência da SFI. A pesquisa teve como campo de estudo as Unidades de Internação de Clínica Médica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre da Grande do Sul. A população compreendeu pacientes idosos com 60 anos ou mais, internados nas unidades campos do estudo. Diante do cálculo amostral, a amostra compreendeu 93 pacientes. Cujos critérios de inclusão: idosos internados nas unidades do campo do estudo com idade igual ou superior a 60 anos; capacidade para manter diálogo adequado aos questionamentos durante a aplicação da Escala de Fragilidade de Edmonton e em condições de deambulação com ou sem auxilio; aceitar participar do estudo. Os critérios de exclusão: pacientes acamados e ou em condições de saúde que o incapacite de manter diálogo adequado aos questionamentos durante a coleta dos dados, não aceitar participar do estudo. No que se refere às questões éticas, foi aprovado pela Comissão de Pesquisa da Escola de Enfermagem-COMPESQ/UFRGS protocolo 005/2010 e pelo Comitê de Ética em Pesquisa do HCPA sob o protocolo 100172. Os resultados compreenderam: no que se refere ao perfil sócio-demográfico dos sujeitos do estudo, a idade média foi de 70,6 anos de idade; o sexo predominante foi o masculino 58,1% (54); a cor da pele branca foi a mais freqüente 84,9% (79); vivem com companheiro 57% (53) sujeitos do estudo; possuem religião 94,6% (88) sujeitos do estudo; quanto a escolaridade 80,7% (75) estudaram de 1 a 12 anos; os idosos que recebem em torno de 1 a 2 salários mínimos foi em 75,3% (70) são os que mais apresentaram a SFI; as morbidades preexistentes estiveram presentes em 89,2% (83) dos idosos sujeitos do estudo; as morbidades motivos de internação consistiram-se em um total de 108 doenças. Quanto a ocorrência da SFI por meio da Escala de Fragilidade de Edmonton, 62,4% (58) dos idosos sujeitos do estudo possuem a SFI. Ao relacionar o perfil sócio-demográfico, as morbidades preexistentes e morbidades motivos de internação com a presença da SFI, constata-se que 69,2% (27) das mulheres dentro de um universo de 39 apresentaram a condição clínica SFI; 15% (14) dos 93 idosos da amostra eram não-brancos e destes, 78,6% (11) possuíam a SFI; a SFI esteve presente em 62,3 (47) dos idosos que vivem com companheiro e 62,5% (25) dos idosos sujeitos do estudo que vivem sem companheiro; 61,4% (54) dos idosos com religião apresentaram a SFI; os idosos sujeitos do estudo que estudaram por um período de 1 a 12 anos, correspondem a 82,7% (48) dos idosos que apresentaram a SFI; quanto a renda familiar mensal, identificou-se que os idosos que recebem em torno de 1 a 2 salários mínimos (79,3%) são os que mais apresentaram a SFI; dos 58 sujeitos da amostra com a SFI, 91,4% (53) apresentavam morbidades preexistentes; das 108 enfermidades motivos de internação, 63% (68) estavam presentes em idosos com a SFI. Os diagnósticos de enfermagem mais freqüentes nos sujeitos do estudo foram: Risco para infecção (29), Padrão respiratório ineficaz (20), Déficit para o autocuidado: banho (17), Dor aguda (17), Nutrição desequilibrada: menos que as necessidades corporais (13), Déficit no autocuidado: higiene (09) e Integridade tissular prejudicada (09). Os diagnósticos de enfermagem mais frequentes nos idosos sujeitos do estudo com a SFI foram: Eliminação urinária prejudicada em 71,4% (05); Débito cardíaco diminuído em 60% (03); Padrão Respiratório Ineficaz em 75% (15); Confusão aguda em 100% (02); Mobilidade física prejudicada em 83,3% (05); Intolerância a atividade sendo 80% (04); Risco de queda em 50% (02); Déficit no autocuidado: banho com 70,6% (12); Déficit no autocuidado: higiene em 88,9% (08) dos sujeitos; Dor Aguda em 53% (09); Dor crônica em 66,7% (02) sujeitos; Nutrição desequilibrada: menos que as necessidades corporais em 61,5% (08) dos idosos; Deglutição prejudicada em 100% (01) dos sujeitos da amostra com a SFI; Interação social prejudicada: medo, estando presente em um idoso sujeito da amostra com SFI. Com esse estudo constata-se a importância sobre o tema e a necessidade de maiores pesquisas e conhecimento dos profissionais frente ao assunto.
Tipo Trabalho de conclusão de graduação
URI http://hdl.handle.net/10183/35955
Arquivos Descrição Formato
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