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Ensaio clínico randomizado de uma intervenção educacional no exercício físico e na qualidade de vida de crianças e adolescentes com fibrose cística

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Ensaio clínico randomizado de uma intervenção educacional no exercício físico e na qualidade de vida de crianças e adolescentes com fibrose cística

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Título Ensaio clínico randomizado de uma intervenção educacional no exercício físico e na qualidade de vida de crianças e adolescentes com fibrose cística
Autor Hommerding, Patrícia Xavier
Orientador Marostica, Paulo José Cauduro
Data 2011
Nível Doutorado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Medicina. Programa de Pós-Graduação em Saúde da Criança e do Adolescente.
Assunto Adolescente
Criança
Educação de pacientes
Exercício
Fibrose cística
Qualidade de vida
[en] Aerobic exercise
[en] Cystic fibrosis
[en] Maximal exercise test
[en] Quality of life
Resumo Objetivos: O exercício físico regular em pacientes com fibrose cística (FC) auxilia no condicionamento aeróbico e diminui a progressão da doença, proporcionando melhor qualidade de vida. O objetivo desse estudo foi avaliar os efeitos de um programa de exercício físico aeróbico baseado na orientação verbal e instrumental na capacidade funcional e na qualidade de vida. Métodos: O Estudo constituiu-se de um ensaio clínico, randomizado, de orientações para o exercício físico realizado em um centro de FC. Os pacientes foram alocados em dois grupos, intervenção e controle, sendo 17 pacientes no grupo intervenção (G1) e 17 para o grupo controle (G2). A coleta de dados ocorreu durante o período de outubro de 2010 a outubro de 2011, e a população em estudo consistiu em crianças e adolescentes com FC e idade entre sete e 20 anos.A intervenção foi um manual de orientações com exercícios físicos aeróbicos e reforço das orientações por meio de contato telefônico a cada duas semanas. Resultados: Foram estudados 34 pacientes com FC, sendo que 20 pacientes (58,8)% eram do sexo masculino. Os grupos eram semelhantes no momento basal, sendo que no G1 seis pacientes (35,2%) referiram praticar exercício físico regularmente, a média de idade foi de 13,40±2,81 anos, do percentual do previsto do volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1%) foi de 95,53±17,94 % e do consumo de oxigênio de pico relativo a massa corporal (VO2pico) foi de 34,93±9,09 ml/kg-1.min-1 . No G2, quatro pacientes (23,5%) referiram praticar exercício físico regularmente, a média de idade foi de 12,76±3,37 anos, do VEF1 foi de 100,13±21,27 % e do VO2pico foi de 33,21±8,26 ml/kg-1.min. Houve aumento significativo do G1 na prática de exercício físico relatada pelos pacientes após os três meses de intervenção comparado ao G2 (p=0,013). Nas demais variáveis não foram observadas diferenças estatisticamente significativas. Conclusão: Esse estudo demonstrou que a orientação verbal e instrumental para o exercício aeróbico, acoplado com supervisão telefônica teve impacto positivo no relato das crianças e adolescentes quanto a prática do exercício físico regular. Porém, não foram observados melhora nos parâmetros fisiológicos, nem nos domínios do questionário de qualidade de vida.
Abstract Objectives: Regular physical activity in patients with cystic fibrosis (CF) improves aerobic conditioning and delays disease progression, which results in better quality of life. This study evaluated the effect on functional capacity and quality of life of an aerobic physical activity program based on verbal and written guidelines. Methods: This randomized clinical trial used guidelines for physical exercise in a CF center. Patients were assigned to two groups: intervention (G1), with 17 patients; and control (G2), also with 17 patients. Data were collected from October 2010 to October 2011, and the study population comprised children and adolescents with CF aged 7 to 20 years. The intervention consisted of handing out a manual with guidelines for aerobic physical exercises and reinforcing recommendations in contacts by phone every two weeks. Results: Thirty-four patients were included in the study, 20 of whom were boys (58.5%). The groups were similar at baseline. In G1, 6 patients (35.2%) reported practicing physical exercises regularly; mean age was 13.40±2.81 years, mean percent predicted forced expiratory flow at one second (FEV1%) was 95.53±17.94% and mean peak oxygen uptake (VO2peak) relative to body mass was 34.93±9.09 ml/kg-1.min-1. In G2, four patients (23.5%) reported practicing physical exercises regularly. Mean age was 12.76±3.37 years, mean FEV1 was 100.13±21.27% and mean VO2peak was 33.21±8.26 ml/kg-1.min. In G1, there was a significant increase of physical exercise practice as reported by patients after three months of intervention when compared with G2 (p=0.013). No statistically significant differences were found for the other variables. Conclusion: Verbal and written guidelines for aerobic exercise, together with supervision over the phone, had a positive impact on the report of regular physical exercise practice by children and adolescents. However, no improvement was found in physiological parameters or domains of the quality of life questionnaire.
Tipo Tese
URI http://hdl.handle.net/10183/37046
Arquivos Descrição Formato
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