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Violência no trabalho em pronto socorro : implicações para a saúde mental dos trabalhadores

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Violência no trabalho em pronto socorro : implicações para a saúde mental dos trabalhadores

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Título Violência no trabalho em pronto socorro : implicações para a saúde mental dos trabalhadores
Outro título Violence at emergency hospital work: implications for the workers´mental health
Outro título Violencia en el trabajo en un hospital de emergencia: implicaciones en la salud mental de los trabajadores
Autor Dal Pai, Daiane
Orientador Lautert, Liana
Data 2011
Nível Doutorado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escola de Enfermagem. Programa de Pós-Graduação em Enfermagem.
Assunto Cuidados de enfermagem
Saúde do trabalhador
Saúde mental
Violência
[en] Health manpower
[en] Mental health
[en] Nursing
[en] Occupational health
[en] Psychodynamics of work
[en] Violence
[es] Enfermería
[es] Psicodinámica del trabajo
[es] Recursos humanos en salud
[es] Salud laboral
[es] Salud mental
[es] Violencia
Resumo O objetivo deste estudo foi analisar a violência sofrida por trabalhadores de saúde de um hospital público de pronto socorro e as suas implicações na saúde mental desses profissionais. Desenvolveu-se um estudo transversal, de abordagem quantiqualitativa. Na primeira etapa da investigação foram mensuradas as características demográficas e laborais dos trabalhadores, a ocorrência da violência nos últimos 12 meses, bem como os Transtornos Psíquicos Menores pela aplicação do Self-Report Questionnaire e a Síndrome de Burnout com uso do Maslach Inventory Burnout. A seleção dos trabalhadores (n=269) foi realizada por sorteio aleatório proporcional ao estrato das categorias profissionais. Na segunda etapa do estudo foram entrevistados 20 sujeitos vítimas da violência, selecionados intencionalmente e definidos por saturação dos dados. Utilizou-se a estatística descritiva e analítica para os dados quantitativos, considerando estatisticamente significativo p≤0,05. Os dados qualitativos foram submetidos à análise temática, confrontados aos dados quantitativos e analisados a luz da psicodinâmica do trabalho. Obteve-se aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre/RS (nº 001.014667.11.8). Na amostra prevaleceram mulheres (58,4%), com idade média de 49 anos (+7,4) e experiência de 24,8 anos (+7,8) no setor de saúde. Auxiliares/técnicos de enfermagem representaram 45,4% da amostra, 33,5% eram médicos, 10% enfermeiros e 11,1% outros profissionais da equipe. A violência no trabalho foi referida por 63,2% dos participantes e prevaleceu no sexo feminino (p=0,001), entre auxiliares/técnicos de enfermagem (p=0,014), com médias inferiores de idade (p=0,044) e de anos de escolaridade (p=0,036), e maior carga horária semanal (p=0,012). Também se associaram à violência os acidentes de trabalho (p=0,009), os dias ausentes (p=0,018), a preocupação com a violência (p<0,001) e a insatisfação no trabalho (p=0,026). A agressão verbal foi o tipo de violência que fez mais vítimas (48,7%), seguida da intimidação/assédio moral (24,9%), da violência física (15,2%), da discriminação racial (8,7%) e do assédio sexual (2,5%). Os pacientes foram os principais perpetradores da violência no trabalho (35,4%), o que foi destinado aos efeitos de drogas, à situação clínica, à condição de “bandido” ou decorrente do atendimento precário. A violência nas interações socioprofissionais expressou o abandono dos trabalhadores diante da precariedade do trabalho. Regras de ofício se mostraram fontes de fragilização das relações por resultarem de acordos que negam e racionalizam os constrangimentos do trabalho. Os Transtornos Psíquicos Menores atingiram 17,1% da amostra e associaram-se à violência (p<0,05). O aumento da exposição a cada tipo de violência acresceu em 60% as chances desses transtornos (IC95%:1,2-2,1). As dimensões do Burnout tiveram associação com a violência no trabalho (p<0,05). O reconhecimento no trabalho se mostrou menos frequente dentre as vítimas da violência (p=0,001) e se associou inversamente à prevalência dos agravos (p<0,05). Medidas de segurança e espaços coletivos de negociação foram identificados como dispositivos para a promoção da saúde e a proteção à violência no trabalho. Diante dos resultados, consideram-se urgentes os investimentos com vistas a reconhecer as necessidades dos trabalhadores no que se refere à violência e seus danos à saúde do trabalhador.
Abstract The objective of this study was analyzing the violence suffered by health-care workers at an emergency public hospital and its implications for the mental health of these professionals. A cross-sectional study of quantitative and qualitative approach was carried out. The first stage of the investigation measured the demographic and labor features of the workers, the occurrence of violence in the last 12 months as well as the Minor Psychic Disorders by applying the Self-Report Questionnaire, and the Burnout Syndrome by using the Maslach Inventory Burnout. The selection of workers (n=269) was performed by random sampling in proportion to the stratum of the professional categories. Upon the second stage of the study, an interview was made with 20 subjects, victims of violence who were selected intentionally and defined by the criteria of data saturation. The descriptive and analytical statistics was utilized for the quantitative data by considering p≤0.05 statistically significant. The qualitative data were submitted to the thematic analysis, then confronted with the quantitative data and analyzed in the light of the labor psychodynamics. Approval was obtained from the Ethics and Research Committee of the Municipal Health Secretariat of Porto Alegre, RS (nº 001.014667.11.8). The sampling had the prevalence of women (58.4%), with mean age of 49 (+7.4) and 24.8 years (+7.8) of experience in the health sector. Nursing assistants and technicians represented 45.4% of the sampling while 33.5% were physicians, 10%, nurses and 11.1%, other professionals of the team. Labor violence was reported by 63.2% of the participants and prevailed among female subjects (p=0.001) and nursing assistants and technicians (p=0.014) with lower age means (p=0.044) and schooling years (p=0.036) besides higher week working hours (p=0.012). In connection with violence, there were also labor accidents (p=0.009), days of absence from work (p=0.018), concern with violence (p<0.001) and job dissatisfaction (p=0.026). Verbal abuse was the kind of violence that made more victims (48.7%), followed by intimidation/bullying (24.9%), physical violence (15.2%), racial discrimination (8.7%) and sexual harassment (2.5%). Patients were the main perpetrators of violence in the work (35.4%) what was connected with effects of drugs, the clinical condition, “bandit” condition or derived from precarious attendance. Violence within social and professional interactions expressed the abandonment of the workers before the job precariousness. Occupational rules have shown themselves as sources of fragile relations because they result from agreements that deny and rationalize labor embarrassments. Minor Psychic Disorders affected 17.1% of the sampling and were connected with violence (p<0.05). The increase of exposure to each type of violence led to an addition of 60% on the chances of these disorders (IC95%:1.2-2.1). And, Burnout dimensions were connected with labor violence (p<0.05). Job recognition was reported as less frequent among violence victims (p=0.001) and it was inversely connected with the prevalence of the offenses (p<0.05). Safety measures and collective spaces for negotiation were identified as devices for health promotion and protection against labor violence. In view of the results, investments are considered urgent with the objective of recognizing the workers´ needs regarding violence and its damages to the workers´ health.
Resumen El objetivo de este estudio fue analizar la violencia sufrida por los trabajadores de salud de un hospital público de emergencia y sus implicaciones en la salud mental de estos profesionales. Se desarrolló un estudio transversal, de abordaje cuantitativo y cualitativo. En la primera etapa de la investigación se mensuraron las características demográficas y laborales de los trabajadores, la ocurrencia de violencia en los últimos 12 meses, así como los Trastornos Psíquicos Menores a través la aplicación del Self-Report Questionnaire, y el Síndrome de Burnout con el uso del Maslach Inventory Burnout. La selección de los trabajadores (n=269) fue realizada por sorteo aleatorio proporcional al estrato de las categorías profesionales. En la segunda etapa del estudio, fueron entrevistados 20 sujetos víctimas de la violencia, seleccionados intencionalmente y definidos por saturación de los datos. Se utilizó la estadística descriptiva y analítica para los datos cuantitativos, considerándose p≤0,05 como estadísticamente significativo. Los datos cualitativos fueron sometidos al análisis temático, siendo confrontados con los datos cuantitativos y analizados a la luz de la psicodinámica del trabajo. Se obtuvo la aprobación del Comité de Ética y Pesquisa de la Secretaría Municipal de Salud de Porto Alegre/RS (nº 001.014667.11.8). En el muestreo prevalecieron mujeres (58,4%), con edad media de 49 años (+7,4) y experiencia de 24,8 años (+7,8) en el sector de salud. Auxiliares y técnicos de enfermería representaron 45,4% del muestreo, siendo 33,5% médicos, 10%, enfermeros y 11,1%, otros profesionales del equipo. La violencia en el trabajo fue informada por 63,2% de los participantes y prevaleció en el sexo femenino (p=0,001), entre auxiliares y técnicos de enfermería (p=0,014), con medias inferiores de edad (p=0,044) y de años de escolaridad (p=0,036) y mayor carga horaria semanal (p=0,012). También estuvieron asociados a la violencia los accidentes de trabajo (p=0,009), los días ausentes (p=0,018), la preocupación con la violencia (p<0,001) y la insatisfacción laboral (p=0,026). La agresión verbal fue el tipo de violencia que hizo más víctimas (48,7%), seguida de la intimidación y del acoso moral (24,9%), de la violencia física (15,2%), de la discriminación racial (8,7%) y del acoso sexual (2,5%). Los pacientes fueron los principales perpetradores de la violencia en el trabajo (35,4%), lo que se atribuyó a los efectos de drogas, a la situación clínica, a la condición de “bandido” o resultante del atendimiento precario. La violencia en las interacciones sociales y profesionales expresó el abandono de los trabajadores delante de la precariedad del trabajo. Reglas de oficio se mostraron fuentes de fragilidad en las relaciones visto que resultan de acuerdos que niegan y racionalizan los constreñimientos del trabajo. Los Trastornos Psíquicos Menores afectaron 17,1% del muestreo y estuvieron asociados a la violencia (p<0,05). El crecimiento de la exposición a cada tipo de violencia aumentó en 60% las chances de estos trastornos (IC95%:1,2-2,1). Las dimensiones del Burnout tuvieron asociación con la violencia en el trabajo (p<0,05). El reconocimiento en el trabajo se mostró menos frecuente entre las víctimas de violencia (p=0,001) y se asoció inversamente a la prevalencia de los agravios (p<0,05). Se identificaron medidas de seguridad y espacios colectivos de negociación como dispositivos para promoción de la salud y protección contra la violencia en el trabajo. Delante de los resultados, se consideran urgentes las inversiones con vistas a reconocer las necesidades de los trabajadores en lo que se refiere a la violencia y a sus daños a la salud laboral.
Tipo Tese
URI http://hdl.handle.net/10183/37115
Arquivos Descrição Formato
000819751.pdf (3.992Mb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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