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Estado nutricional e consumo alimentar de crianças e adolescentes vegetarianos

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Estado nutricional e consumo alimentar de crianças e adolescentes vegetarianos

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Título Estado nutricional e consumo alimentar de crianças e adolescentes vegetarianos
Autor Velasco, Ximena Estefanía Castillo
Orientador Perry, Ingrid Dalira Schweigert
Co-orientador Guerra, Léa Teresinha
Data 2011
Nível Graduação
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Medicina. Curso de Nutrição.
Assunto Adolescente
Consumo de alimentos
Criança
Dieta vegetariana
Estado nutricional
[en] Adolescent
[en] Child
[en] Food consumption
[en] Nutritional status
[en] Vegetarian diet
Resumo Introdução: Dietas vegetarianas compreendem uma diversidade de práticas alimentares, geralmente descritas pela omissão de determinados alimentos. Segundo a American Dietetic Association, quando planejadas podem ser nutricionalmente adequadas também para crianças e adolescentes. Contudo, a diversidade de subgrupos mostra que os padrões alimentares dos vegetarianos variam de maneira considerável. Resultados inconclusivos referentes ao crescimento de crianças e adolescentes vegetarianos e características da dieta ainda trazem preocupação quanto ao aporte energético, proteico, de vitaminas B12 e D, cálcio, ferro, zinco e ácidos graxos ômega 3 adequados, especialmente nas condutas muito restritivas. Por outro lado, dietas vegetarianas geralmente provêem baixa ingestão de ácidos graxos saturados e colesterol, e alta de fibras e fitoquímicos benéficos para a saúde. Objetivo: Avaliar o consumo alimentar e o estado nutricional de crianças e adolescentes vegetarianos. Métodos: 1.Revisão bibliográfica nas bases de dados Pubmed e Scielo 2. Estudo transversal com amostra de crianças e adolescentes vegetarianos e avaliação de variáveis antropométricas (peso para idade, peso para estatura, IMC para idade, estatura para idade), consumo alimentar utilizando registro alimentar de três dias e bioquímicos (vitamina B12, hemograma, cálcio, ferro e ferritina séricos). Resultados: Foram incluídos 15 estudos na revisão que evidenciam que, embora possam constituir alternativa alimentar que contempla benefícios à saúde, tanto a variabilidade das práticas alimentares detectadas, inconsistências inter estudos e a carência de estudos prospectivos ainda limitam conclusões mais acuradas quanto às variáveis avaliadas. No estudo transversal foram avaliadas 7 crianças e 5 adolescentes com idade média de 8,0±3,4 anos, sendo 6 do sexo feminino, o grupo incluía 11 ovolactovegetarianos e apenas 1 vegano. O tempo médio de vegetarianismo do grupo foi de 6,1±3,8 anos. O grupo apresentou peso e estatura ao nascer médios de 3,3±0,4 kg e 48,9±1,3 cm respectivamente. 1/10 tinha cálcio sérico acima da normalidade, 1/10 apresentava déficit de ferro sérico e 1/10 excesso; 2/10 déficit de ferritina; 1/10 excesso e 1/10 déficit de B12, este último vegano, também com valores de hematócrito abaixo dos valores de normalidade. Todos os demais parâmetros sanguíneos estavam normais. Não se evidenciou anemia no grupo estudado. Quanto à análise do consumo alimentar, dados de todos os pacientes foram coletados e nenhum deles fazia uso de qualquer tipo de suplementação. Conclusão: efeitos benéficos da dieta vegetariana relatados pela literatura como maior ingestão de fibras, magnésio, potássio, vitamina C, folato, menores teores de ácidos graxos saturados, colesterol e sódio, foram evidenciados na população estudada no que diz respeito às fibras em alguns casos, magnésio, sódio, vitamina C e colesterol. Possiveis déficits da dieta vegetariana, justificando vigilância contínua, incluem a baixa densidade calórica das dietas, proteína, ácidos graxos ômega 3, vitamina B12, cálcio, zinco, ferro, vitamina D e excesso de fibras dietéticas. Nas crianças e adolescentes estudados, a atenção se justifica especialmente no que diz respeito à vitamina D e, em alguns casos a vitamina B12, cálcio e fibras. Preocupações quanto ao crescimento e desenvolvimento adequados remetem contrariamente ao esperado, a possível mudança de paradigma, com vigilância de casos de excesso de peso. Constituem limitações do estudo, o reduzido número de crianças e adolescentes, assim como a variabilidade de representação nas faixas etárias.
Abstract Introduction: Vegetarian diets include a variety of eating habits, often described by the omission of certain foods. According to the American Dietetic Association, if well planned, it can be nutritionally appropriate for young children and adolescents. However, the diversity of subgroups shows that the eating patterns of vegetarians vary considerably. Inconclusive results concerning with the growth of children and adolescents and vegetarian diet characteristics also bring concerns about the energy intake, protein, vitamins B12 and D, calcium, iron, zinc and omega 3 fatty acid adequation, especially in the more restrictive behaviors. On the other hand, vegetarian diets generally provide low intake of saturated fatty acids and cholesterol and high in fiber and phytochemicals which are beneficial to health. Objective: To assess dietary intake and nutritional status of vegetarian children and adolescents. Methods: 1. Literature review in the PubMed and Scielo databases 2. Cross-sectional study, sample of vegetarian children and adolescents and evaluation of anthropometric variables (weight for age, weight for height, BMI for age, height for age), dietary intake using a three-day food record and biochemical markets (vitamin B12, blood count, calcium, iron and serum ferritin). Results: 15 studies were included in the review. These indicated that vegetarianism may provide alternative feeding habits with benefits in health. Although the variability detected in the dietary practices, the inter-studies inconsistencies and the lack of prospective studies, limit more accurate conclusions about the evaluated variables. In the cross-sectional study were evaluated 7 children and 5 adolescents with a mean age of 8.0 ± 3.4 years, 6 females, the group included 11 ovolactovegetarianos and only one vegan. The average time of vegetarianism was 6.1 ± 3.8 years. The group reported average weight and height at birth of 3.3 ± 0.4 kg and 48.9 ± 1.3 cm respectively. 1 / 10 had above normal serum calcium, 1 / 10 had a deficit of serum iron and 1 / 10 excess, 2 / 10 shortfall ferritin, 1 / 10 and over 1 / 10 B12 deficit, the latter vegan, also with hematocrit values below the normal range. All other blood parameters were normal. There was no evidence of anemia in this group. The analysis of food intake data from all patients were collected and none was using any kind of supplementation. Conclusions: Beneficial effects of vegetarian diet reported in the literature such as higher intake of fiber, magnesium, potassium, vitamin C, folate, lower levels of saturated fatty acids, cholesterol and sodium were found in the studied population with regard to fiber in some cases, magnesium, sodium, vitamin C and cholesterol. Possible deficits in a vegetarian diet, justifying constant attention include low caloric density of diets, protein, omega 3 fatty acids, vitamin B12, calcium, zinc, iron, vitamin D and excess of dietary fiber. In the studied children and adolescents, the monitoring is justified especially in relation to vitamin D, and in some cases with vitamin B12, calcium and fiber. Concerns about appropriate growth and development remit to contrary expectations, the potential paradigm shift, with vigilance of overweight cases. Limitations of the study consist in the small number of children and adolescents, as well as the variability of age representation in the groups.
Tipo Trabalho de conclusão de graduação
URI http://hdl.handle.net/10183/37206
Arquivos Descrição Formato
000820488.pdf (1.423Mb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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