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Tendências da incidência e da mortalidade por tuberculose relacionadas a fatores socioeconômicos nos estados brasileiros

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Tendências da incidência e da mortalidade por tuberculose relacionadas a fatores socioeconômicos nos estados brasileiros

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Título Tendências da incidência e da mortalidade por tuberculose relacionadas a fatores socioeconômicos nos estados brasileiros
Autor Fiuza, Adelita Eneide
Orientador Rosset, Idiane
Data 2011
Nível Graduação
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escola de Enfermagem. Curso de Enfermagem.
Assunto Mortalidade
Tuberculose
Resumo OBJETIVOS: Investigar as tendências da incidência e da mortalidade por tuberculose (TB) nos estados brasileiros, relacionando-as à situação socioeconômica dos respectivos estados no período de 2001 a 2010. MÉTODOS: Trata-se de um estudo ecológico descritivo, utilizando-se dados secundários referentes à situação atual demográfica e socioeconômica, à incidência e mortalidade por TB, entre 2001 e 2010, e ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), entre 2001 e 2007, para o Brasil e Unidades da Federação. Os dados foram coletados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação, no Sistema de Informações sobre Mortalidade e nos sites do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e Banco Central do Brasil. Foram utilizados os programas Excel e SPSS for Windows, 17.0, para tabulação e análise dos dados. RESULTADOS: O estado de Santa Catarina e o Distrito Federal (DF) apresentaram a maior expectativa média de vida (75,8 anos), seguidos do Rio Grande do Sul (75,5 anos). O DF também apresentou a maior média de anos de estudo (9,6) e de PIB per capita (R$ 45.977,59), seguido de São Paulo (8,5 e R$ 24.456,86 respectivamente). No outro extremo, o estado de Alagoas apresentou menores médias de expectativa de vida e anos de estudo, e o Piauí apresentou o menor PIB per capita. Os estados com maior variação na redução da incidência de TB entre os anos de 2001 e 2010 foram Rondônia (51%) e Acre (49,94%). Contudo, o Amazonas apresentou a maior incidência da doença em 2001 (101,9) e o Rio de Janeiro em 2010 (68,1). Já o Distrito Federal apresentou o menor coeficiente de incidência para o período avaliado. Em relação à mortalidade por TB Paraíba apresentou a maior variação no aumento do coeficiente (53,3%) e Roraima, na redução deste (76,3), seguido do Acre (69,2%). O estado do Rio de Janeiro apresentou os coeficientes de mortalidade mais elevados (7 em 2001, e 5,6 em 2010), entre os estados do país, enquanto que o DF e Tocantins apresentaram os menores coeficientes de mortalidade. O Distrito Federal se destacou com o melhor IDH do país (0,858 em 2000, e 0,900 em 2007) e Alagoas com o pior IDH para o período de 2000 (0,648) a 2007 (0,722). Observou-se tendência de redução da incidência e mortalidade por TB, e elevação do IDH no Brasil, para o período observado. Verificou-se uma força de correlação fraca entre os coeficientes de incidência e de mortalidade por TB e o IDH para os anos de 2001, 2004 e 2007. CONCLUSÕES: Observou-se uma redução tanto nos coeficientes de incidência, quanto de mortalidade por TB na maioria dos estados brasileiros, embora com algumas oscilações no período e 2001 a 2010. Houve aumento do IDH em todos os estados entre 2001 e 2007. Considerando-se a importante disparidade nas variáveis observadas entre os estados brasileiros, torna-se fundamental o redimensionamento de políticas públicas voltadas ao controle da TB e da promoção da saúde de acordo com necessidades locais ou regionais.
Tipo Trabalho de conclusão de graduação
URI http://hdl.handle.net/10183/37515
Arquivos Descrição Formato
000822237.pdf (1.209Mb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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