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Produção para autoconsumo na agricultura familiar em Santo Ângelo, RS

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Produção para autoconsumo na agricultura familiar em Santo Ângelo, RS

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Título Produção para autoconsumo na agricultura familiar em Santo Ângelo, RS
Autor Minetto, Marita Claudete
Orientador Coelho-de-Souza, Gabriela
Co-orientador Wedig, Josiane Carine
Data 2011
Nível Graduação
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Ciências Econômicas. Curso de Tecnólogo em Planejamento e Gestão para o Desenvolvimento Rural a Distância.
Assunto Agricultura de subsistencia
Agricultura familiar
Desenvolvimento rural
Produção agrícola
Santo Ângelo (RS)
[en] Family farm
[en] Income from family farming
[en] Reciprocity
[en] Self
Resumo A produção de alimentos para autoconsumo historicamente se transforma em renda para a agricultura familiar e, associada à produção voltada para o mercado, vem garantir a segurança alimentar e conserva os laços de reciprocidade na sociedade em que é praticada. Em função das transformações no meio rural associadas à modernização da agricultura, os agricultores familiares passaram a praticar a monocultura, atividade que acarreta na diminuição da produção para o autoconsumo. Neste trabalho procurou-se analisar a segurança alimentar de agricultores familiares, a partir da caracterização da produção para autoconsumo, aquisição de alimentos em mercados de Santo Ângelo, e práticas de reciprocidade. O Distrito União foi o local de estudo uma vez que nesta localidade rural a maioria das propriedades possui características de agricultura familiar e trazem em seus hábitos e costumes as heranças dos descendentes europeus. A metodologia constou de pesquisa quantitativa e qualitativa com uso de técnicas de entrevistas semi-estruturadas, observação participante e pesquisa em mercados. Para identificar os alimentos consumidos nas propriedades da agricultura familiar foram realizadas entrevistas semi-estruturadas, onde apresentou-se 54 itens alimentares, divididos em grupos identificados como cereais e farináceos; frutas, legumes, verduras e tubérculos; carnes e ovos; gorduras e açúcares; processados e outros, e solicitou-se que as famílias indicassem o seu consumo. Também foram observadas as atividades realizadas pelas famílias para suprir as necessidades alimentares de seus membros. A partir da identificação dos produtos consumidos nas propriedades, fez-se um levantamento dos valores monetários referentes a produção de alimentos para autoconsumo e dos alimentos adquiridos nos mercados locais. Para tanto, foram realizadas pesquisas de preços em três mercados de Santo Ângelo e utilizou-se a média de cada item para atribuir valor monetário aos produtos. As relações de reciprocidade foram caracterizadas através da observação participante no cotidiano e nos eventos da comunidade. Todas as observações foram anotadas em um diário de campo com a finalidade de registrar os relatos e acontecimentos referentes às práticas de produção e a utilização de alimentos pelas famílias em eventos comunitários, na troca de sementes, mudas para cultivos e nos mutirões. Os resultados demonstram que as propriedades consomem cerca de 70 itens, dentre eles, em torno de 71% (50 itens) são obtidos pela produção de autoconsumo e 29% (20 itens) pela aquisição em mercados. A renda total mensal destinada à alimentação é equivalente a 2,2 salários mínimos, deste total cerca de 1,8 salários mínimos é oriundo da produção para autoconsumo sendo considerada uma renda que está oculta dentro das propriedades da agricultura familiar e deve ser valorizada como forma de manter a segurança alimentar e nutricional e ainda fixar as pessoas no meio rural. No Distrito União, o ato de cultivar o próprio alimento é um legado dos antepassados e se traduz em segurança alimentar uma vez que as famílias rurais de agricultores familiares mantêm a alimentação de seus membros através da produção para autoconsumo e ainda produzem excedentes que são partilhados e redistribuídos entre as pessoas de suas relações, no âmbito familiar e entre a comunidade em eventos comunitários. Este trabalho de pesquisa confirma que a produção para autoconsumo é prática corrente no meio rural, gera renda, valoriza a profissão de agricultor e proporciona que as relações sociais e recíprocas se mantenham integradas dentro das comunidades, fortalecendo as estruturas existentes.
Abstract The production of food for self historically becomes income for family of farmers and associated to production for the market, will ensure the food security and preserve the bonds of reciprocity in society where it is put in practice. In light of changes in rural areas associated to the modernization of agriculture, farmers started to practice monoculture, which results in decreased activity of the production to consumption. In this study it was tried to analyze the food security of farmers, from the characterization of production for own consumption, purchase of food in markets in Santo Angelo, and practices of reciprocity. The District Union was the place where the study was done, in this location since the majority of rural properties has characteristics of a family farm and brings in their habits and customs of the legacies of European descent. The methodology was consisted of qualitative and quantitative research techniques with the use of semi-structured interviews, participant observation and research in the markets. To identify the food consumed in family farming properties were conducted semi-structured, which presented 54 food items divided into groups identified as grains and starches, fruit, vegetables and tubers, meat and eggs, different kinds of fat and sugar; processed and others, and it was asked the families indicate their own consumption. It was also observed activities undertaken by households to find out the food needs of its members. From the identification of the consumed products in the properties, it was a survey of monetary values related to the food production to own consumption and the food purchased at local markets. To find out the prices, searches were conducted in three markets Santo Angelo and used the average of each item to assign monetary value to products. The reciprocal relations were characterized by participant observation in daily life and in community events. All observations were recorded in a diary in order to record the stories and events relating to production practices and utilization of food by bouseholds in community events, exchange of seeds, seedlings for crops and task forces. The results show that the properties consume about 70 items, among them, around 71% (50items) are obtained by the self production and 29% (20items) through acquisition in markets. The total monthly income for feeding is equivalent to 2.2 minimum salaries, this total about 1.8 times the minimum salary comes from the production for self consumption is considered an income that is hidden within the family farms and properties must be valued as a way to maintain food security and nutrition and still keep people in rural areas. In Distrito União, the act of growing their own food is a legacy of ancestors and tit becomes food security since the farmers of rural households keep feeding their members through production for self consumption and still produce surpluses that are shared and redistributed among people of their relationships within families and among families at community events. This research confirms that the production is for own practice in rural areas, generates income, adds value to the farming profession and provides social relations and reciprocal remain integrated within their communities, strengthening structures that already exist among them.
Tipo Trabalho de conclusão de graduação
URI http://hdl.handle.net/10183/38184
Arquivos Descrição Formato
000819941.pdf (1.711Mb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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