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Perfil clínico, crescimento somático e aptidão física relacionada à saúde de crianças e adolescentes vivendo com HIV/AIDS

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Perfil clínico, crescimento somático e aptidão física relacionada à saúde de crianças e adolescentes vivendo com HIV/AIDS

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Estatísticas

Título Perfil clínico, crescimento somático e aptidão física relacionada à saúde de crianças e adolescentes vivendo com HIV/AIDS
Autor Santos, Fabiana Ferreira dos
Orientador Petersen, Ricardo Demetrio de Souza
Co-orientador Lazzarotto, Alexandre Ramos
Data 2011
Nível Mestrado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escola de Educação Física. Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano.
Assunto Adolescente
AIDS
Aptidão física
Criança
Resumo O aumento da incidência da AIDS no sexo feminino é o proporcional ao aumento de casos de transmissão vertical do vírus HIV. Assim, o uso de terapia antirretroviral (TARV) é indicado desde a gestação, durante a infância, adolescência e idade adulta, caracterizando a AIDS como doença crônica.. No entanto, seu uso contínuo pode desencadear efeitos adversos sendo importante monitorar sua evolução, bem como de outros fatores associados à cronicidade da doença. Em decorrência da carência de estudos contemplando a temática, este estudo teve por objetivo identificar as características de crianças e adolescentes vivendo com HIV/AIDS quanto ao perfil clínico, crescimento somático (CS) e aptidão física relacionada à saúde (APFS). A pesquisa caracterizou-se como um estudo descritivo, transversal, apresentando 63 participantes, na faixa etária entre 07 e 17 anos de ambos os sexos, usuários de TARV atendidos no ambulatório de HIV/AIDS em Pediatria do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). Os dados foram coletados no período de 3 meses, 2 vezes por semana, após as consultas ambulatoriais. O perfil clínico foi obtido através da análise dos prontuários dos participantes destacando sexo, idade, forma de transmissão, TCD4+, TCD8+, CV, período diagnóstico, TARV e seu tempo de uso e ocorrência de infecções oportunistas (IOs). O (CS) foi avaliado pelas medidas de massa corporal total em kg (balança digital com escalas de 100g), estatura (fita métrica com escala em cm) e índice de massa corporal (IMC) em kg/m², as quais também compuseram os parâmetros da aptidão física juntamente com as medidas de dobras cutâneas, subescapular e tricipital (DCS, DCT) (plicômetro Sanny), circunferência de cintura (CC) (fita métrica), flexibilidade (teste de sentar e alcançar) e força- resistência abdominal (nº abdominais em 1 minuto). A análise estatística descritiva foi realizada através de medidas de tendência central (média) e medidas de dispersão e as associações entre as variáveis quantitativas, os coeficientes de correlação de Pearson ou Spearman foram aplicados. Para a associação entre as variáveis qualitativas, o teste qui-quadrado de Pearson (desvio-padrão; p≤ 0,05; IC 95%) no programa estatístico SPSS (Statistic Packet of Social Science) para o Windows versão 18.0. Os resultados: a amostra foi composta por 26 meninos (41,3%) e 37 meninas (58,7%). O perfil clínico dos participantes apresentou valores dentro dos critérios de normalidade. Quanto à adesão à TARV, 44 (16 meninos e 28 meninas) dos 63 indivíduos avaliados tiveram boa adesão aos fármacos. O crescimento somático (CS) caracterizou-se de forma semelhante ao da curva de referência da WHO (2007), apesar de apresentar uma não- linearidade. As oscilações do IMC foram evidentes em ambos os sexos. A circunferência de cintura (CC) foi mais elevada entre os participantes usuários de inibidores de protease (IPs) (p= 0, 045). A dobra cutânea tricipital apresentou percentis 5 e 15 predominantes na maioria das faixas etárias em ambos os sexos. A flexibilidade (FLEX) também apresentou valores abaixo do padrão, mas sem significância estatística. A força- resistência muscular abdominal (RMA) dos participantes está significativamente abaixo dos níveis desejáveis 76,2% da amostra (p= 0, 026), apresentando similaridade em percentual em ambos os sexos. Conclui-se que a amostra apresentou bom padrão clínico, crescimento somático próximo aos padrões de normalidade. As oscilações do IMC, redução de gordura periférica e aumento da CC evidenciam a ocorrência de lipodistrofia nos avaliados. Os níveis de APFS merecem atenção, principalmente a força-resistência muscular abdominal, a qual apresentou valores abaixo do ponto de corte predominante em ambos os sexos. Os resultados sugerem investigações mais aprofundadas com estudos experimentais e longitudinais com programa de intervenção com exercícios físicos.
Tipo Dissertação
URI http://hdl.handle.net/10183/39198
Arquivos Descrição Formato
000824489.pdf (688.0Kb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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