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A utilização da tecnologia da informação e comunicação nas instituições escolaresporalunoscomnecessidades especiais

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A utilização da tecnologia da informação e comunicação nas instituições escolaresporalunoscomnecessidades especiais

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Título A utilização da tecnologia da informação e comunicação nas instituições escolaresporalunoscomnecessidades especiais
Autor Martins, Marcos Schilling
Orientador Brabo, Gabriela Maria Barbosa
Data 2010
Nível Graduação
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Educação. Curso de Pedagogia: Ensino a Distância: Licenciatura.
Assunto Computador na educação
Dificuldades de aprendizagem
Inclusão digital
Inclusão escolar
Resumo O presente trabalho relata a experiência ocorrida durante o período de estágio supervisionado relativo ao curso de Licenciatura em Pedagogia modalidade à distância, desenvolvido no primeiro semestre do ano de 2010. O espaço da pesquisa foi o Laboratório de Informática da Escola Municipal de Educação Especial Cebolinha, na cidade de Gravataí, e teve como objetivo analisar as condições de acesso dos alunos com dificuldades de aprendizagem (deficiência intelectual), às tecnologias presentes na escola, em particular o computador. Os sujeitos desse estudo foram os alunos das diversas turmas que frequentam o laboratório de informática. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, cujo método foi a pesquisa-ação, fundamentada principalmente nos referenciais teóricos de Jean Piaget e Lev Semenovich Vygotsky. Além destes teóricos, pesquisaram-se leis e políticas voltadas para o ensino de alunos com dificuldades de aprendizagem, bem como estudiosos e entusiastas do movimento inclusivo. A pesquisa baseou-se no projeto de aprendizagem desenvolvido durante o estágio, cuja preocupação maior foi desenvolver ações pedagógicas que favorecessem a inclusão escolar de alunos com dificuldades de aprendizagem. Através do laboratório de informática, procurou-se fazer com que os alunos tivessem, pelo menos, o início de uma alfabetização digital, e uma interdisciplinaridade a partir do conhecimento básico do computador, partindo posteriormente para o letramento dos mesmos contando, para isso, com a parceria das professoras de turma. Observou-se, através da convivência e de estudos realizados, que esses alunos possuem dificuldade em interpretar e interagir com objetos que tragam grande número de informações em um mesmo contexto, como é o caso do teclado do computador, por exemplo. Assim sendo, após vasta consulta na Internet, encontrou-se o material chamado de Colméia de Teclado, que possibilita a diminuição do número de informações no teclado, simplificando sua compreensão por parte dos alunos. Devido ao alto valor de aquisição desse material, desenvolveu-se artesanalmente uma máscara de teclado confeccionada com papel cartaz, que apresentou bons resultados em seu manuseio. Em sua maioria, os alunos compreenderam bem a função do referido objeto conseguindo, a partir dele, digitar seus nomes. Alguns, inclusive, chegaram a digitar frases, respeitando suas limitações. Além desse recurso tecnológico, as atividades desenvolvidas foram baseadas no lúdico, visto que os alunos demonstram uma maior concentração e interesse. Para tanto, buscou-se em diversos sites na Internet jogos que pudessem trabalhar as suas funções mentais e conteúdos pedagógicos (cores, tamanhos, letras, números etc.), proporcionando momentos de aprendizagem de forma mais consistente. Complementou-se o material virtual utilizando-se material concreto, como foi o caso do Alfabeto Móvel. Como forma de integrar todas as ações em prol do processo de aprendizagem desses alunos criou-se um sistema de envio de e-mails para os professores, técnicos, gestores e pais. Dentre vários assuntos, foram enviados endereços de sites com vídeos nos quais alunos com dificuldades de aprendizagem aparecem concluindo cursos na área da educação, com o intuito de que essas pessoas ressignificassem suas concepções acerca das dificuldades, bem como motivá-los a dar continuidade ao trabalho desenvolvido no laboratório em suas casas e salas de aula. Por fim, conclui-se que para que haja inclusão de fato, a escola deve demonstrar com atitudes o desejo de ver seus alunos com dificuldades de aprendizagem incluídos em seu contexto, na teoria e na prática, através do investimento e desenvolvimento de projetos como o que foi realizado nesta pesquisa.
Tipo Trabalho de conclusão de graduação
URI http://hdl.handle.net/10183/39565
Arquivos Descrição Formato
000823664.pdf (549.3Kb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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