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Ballet contágio : tecnologias da arte e da imagem

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Ballet contágio : tecnologias da arte e da imagem

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Título Ballet contágio : tecnologias da arte e da imagem
Autor Moehlecke, Vilene
Orientador Fonseca, Tania Mara Galli
Co-orientador Biazus, Maria Cristina Villanova
Data 2011
Nível Doutorado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Centro de Estudos Interdisciplinares em Novas Tecnologias da Educação. Programa de Pós-Graduação em Informática na Educação.
Assunto Dança
Imagem
Metodologia
Subjetividade
[en] Clinic
[en] Contagion ballet
[en] Contemporary dance
[en] Image
[en] Subjectivity
Resumo Nesse trabalho, problematizamos as experimentações vividas com um Grupo de Dança Contemporânea, denominado de Ballet Contágio, configurado a partir de usuários de um CAPS – Centro de Atenção Psicossocial. Nesse sentido, traçamos uma nova vizinhança, em que a arte e também a imagem se tornam aliadas para a composição de um dispositivo tecnoestético. Em tal trama, a fotografia nos permite a passagem da imagem dançada no espaço como uma experiência estética e libertadora. Em um ballet envolvente, dentro e fora se misturam e promovem brechas na imagem dançante, no instante em que promovem uma nova textura entre um corpo que dança e a coexistência de novas formas e afecções. Desse modo, uma bailarina-psi investe em uma aposta compartilhada com uma coletividade, com o intuito de se deixar atravessar pelo desejo de estetizar o existir. Assim, no meio de um contorno e em seu contra-contorno, disparamos novas chances para a subjetivação e para a clínica, as quais operam com séries heterogêneas e dispostas a construir outras coreografias. Para compor a escrita da tese, dançamos em meio a uma gramática revolvida, permeada por conceitos e micro-acontecimentos. Cortamos o texto aos meios, para compormos pequenos fragmentos, que se transformam em girações, córeos, contágios ou vidas saltitantes. Em cada um deles, produzimos um re-começo, ou uma origem segunda, por meio de um verbante, isto é, uma espécie de verbo dançante, que tenta conectar palavra e estética. Em nosso método, buscamos as coreografias do entre, ao cartografarmos os encontros que nos fazem transformar antigas noções e produzir novos sentidos. Alteramos os modos de trabalhar com a loucura e com a pesquisa, ao propormos um olhar atravessado pela estética e pela tecnologia imagética. Portanto, lançamos a história de uma grudança e suas implicações à mais alta potência do vir a ser. Mapeamos as linhas de fuga e acompanhamos as expressões de um corpo coletivo que dança e se reinventa de um modo singular. De pacientes a bailarinos, saboreamos os efeitos dessa entrega, suportamos as dores e os silêncios, ao mesmo tempo em que fazemos girar as antigas lamentações e ressentimentos. Convidamos, pois, não só o CAPS e o SUS a dançar, mas também a imagem fotográfica, bem como a clínica e suas piruetas insólitas. Sustentamos, em tal experiência, a invenção de novas tecnologias, seja no cuidado em saúde ou nas linguagens expressivas, a fim de promover a disparação de uma clínica que insiste em desinstitucionalizar fazeres e em amar a própria destruição.
Abstract In this paper, we discuss the trials with an experienced group of Contemporary Dance, Ballet called Contagion, configured from users of a Psychosocial Attention Center - CAPS. In this sense, we draw a new neighborhood, where the art and also the image become allied to the composition of a technical aesthetic device. In this plot, the picture allows us to cross the image danced in space as an aesthetic and liberating experience. In an involving ballet, inside and outside gaps mingle and promote the dancing image in the instant that promote a new texture between a dancing body and the coexistence of new forms and conditions. Thus, a ballerina-psi invests in a shared commitment to a community in order to let the desire to cross the aestheticize existing. Thus, in the midst of a contour and its counter-contour, we shoot new opportunities for subjectivity and for the clinic, which operate with heterogeneous series and willing to build other choreographies. To compose the writing of the thesis, we danced in the midst of an upturned grammar, permeated by concepts and micro-events. We cut out the text in the middle, to compose small fragments that become gyrations, coreos, disease or leaping lives. In each one of them, we produce a re-start, or a second home through a verbante, ie a kind of dancing verb, which tries to connect word and aesthetics. In our method, we seek the choreography in between, to chart the encounters that make us turn old notions and produce new meanings. We have changed ways of working with madness and with research, by proposing a crossed eye for aesthetics and technology imagery. Therefore, we launched the story of a groupdancing and its implications to the highest power of becoming. We have mapped the gettaways and followed the terms of a collective body that dances and reinvents itself in a unique way. From dancers to patients, we have tasted the effects of such surrender, we have tolerated pain and silence at the same time, we have turned the old resentments and regrets. We invite, therefore, not only the CAPS and SUS to dance, but also the photographic image as well as the clinic and its unusual twists. We maintain, in such an experiment, inventing new technologies, whether in health care or the expressive languages, in order to promote the shooting of a clinic that deinstitutionalize doings and insists on loving their own destruction.
Tipo Tese
URI http://hdl.handle.net/10183/39667
Arquivos Descrição Formato
000826404.pdf (2.582Mb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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