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O permanente & o efêmero : o conceito de patrimônio nas perspectivas do ocidente e do oriente

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O permanente & o efêmero : o conceito de patrimônio nas perspectivas do ocidente e do oriente

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Título O permanente & o efêmero : o conceito de patrimônio nas perspectivas do ocidente e do oriente
Autor Brito, Luciana Oliveira de
Orientador Oliveira, Lizete Dias de
Data 2011
Nível Graduação
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação. Curso de Museologia: Bacharelado.
Assunto Arte budista
Cartas patrimoniais
Patrimônio
[en] Buddhist art
[en] Heritage
[en] Heritage charters
[en] Impermanence
Resumo O trabalho demonstra que o conceito de patrimônio é culturalmente construído e historicamente determinado, alterando-se conforme as mudanças dos contextos onde está inserido. Apresenta a trajetória do conceito de patrimônio através do estudo das Cartas Patrimoniais da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e do ICOMOS (Conselho Internacional de Monumentos e Sítios), documentos de referência para a definição de políticas de preservação e elaboração de leis de proteção do patrimônio. Estabelece uma comparação entre as concepções de patrimônio segundo as visões ocidental e oriental: uma que prioriza principalmente a preservação dos bens materiais e outra que busca preservar o “saber fazer”, respectivamente. Traça um paralelo entre o conceito de “trabalho de luto” das práticas de preservação e o conceito budista de impermanência ou transitoriedade de todos os fenômenos. Apresenta o conceito de arte ocidental para uma melhor compreensão da chamada “arte budista”, uma prática de devoção que é ressignificada quando apropriada pelos museus de arte do Ocidente. Verifica as diferenças entre as concepções de patrimônio e de preservação de acordo com as visões ocidental e oriental, a partir do estudo da arte budista presente nos acervos dos museus de arte ocidentais. Estuda como algumas instituições museológicas se apropriam de objetos das tradições religiosas budistas dentro de um conceito ocidental de arte, submetendo-os a práticas de preservação baseadas na permanência material e na autenticidade. Conclui que as estratégias ocidentais precisam ser repensadas na medida em que, priorizando a materialidade e a autenticidade, nos apegamos a algo que por natureza é impermanente. Assim, recursos de todos os tipos são investidos para manter algo que não pode escapar a irreversibilidade do tempo.
Abstract The article demonstrates that the concept of heritage is culturally constructed and historically determined. changing according to changes in contexts where it is inserted. It presents the trajectory of the concept of heritage through the study of Charters adopted by the UNESCO (United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization) and ICOMOS (International Council on Monuments and Sites), reference documents for policy development preservation and development of heritage protection laws. It establishes a comparison between the concepts of heritage according to Western and Eastern views: one that focuses mainly the preservation of material and one that seeks to preserve the "savoir faire", respectively. It draws a parallel between the concept of "work of mourning" of conservation practices and the Buddhist concept of impermanence or transience of all phenomena. It introduces the concept of Western art to a better understanding of the so-called "Buddhist art," a practice of devotion that is re-signified when it is appropriated by art museums in the West. It checks the differences between the conceptions of heritage and preservation according to East and West, from the present study of Buddhist art in the collections of art museums. It studies how some institutions take ownership of objects of Buddhist religious traditions within a Western concept of art, submitting them to conservation practices based on material permanence and authenticity. It concludes that Western strategies need to be rethought in so far as prioritizing the materiality and authenticity, we cling to something that is impermanent by nature. Thus, all kinds of resources are invested to maintain something that can’t escape to the irreversibility of time.
Tipo Trabalho de conclusão de graduação
URI http://hdl.handle.net/10183/40080
Arquivos Descrição Formato
000827136.pdf (2.390Mb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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