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Preditores de absenteísmo na enfermagem de um hospital universitário : estudo de coorte

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Preditores de absenteísmo na enfermagem de um hospital universitário : estudo de coorte

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Título Preditores de absenteísmo na enfermagem de um hospital universitário : estudo de coorte
Outro título Predictores de absentismo en la enfermería de un hospital universitario: estudio de cohorte
Outro título Absenteeism predictors in a university hospital's nursing staff: a cohort study
Autor Souza, Luccas Melo de
Orientador Lautert, Liana
Data 2012
Nível Doutorado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escola de Enfermagem. Programa de Pós-Graduação em Enfermagem.
Assunto Absenteísmo : Saúde do trabalhador
Enfermagem : Recursos humanos : Absenteísmo
Pessoal de saúde : Saúde mental
Transtornos mentais
[en] Absenteeism
[en] Mental disorders
[en] Occupational health
[en] Working conditions
[es] Absentismo
[es] Condiciones de trabajo
[es] Enfermería
[es] Nursing
[es] Salud laboral
[es] Trastornos mentales
Resumo O estudo sustenta a tese que as características individuais e laborais e a suspeição de distúrbios psiquiátricos menores influenciam no absenteísmo ao trabalho. Trata-se de um estudo de coorte prospectivo, com abordagem quantitativa, cujo objetivo geral foi analisar as características individuais, o estresse laboral e os distúrbios psiquiátricos menores como preditores de absenteísmo em trabalhadores de enfermagem de um hospital universitário, em um intervalo de dois anos. Foram entrevistados 254 trabalhadores de enfermagem (amostra por conveniência e não probabilística) no início e no final de dois anos: a primeira entrevista ocorreu entre novembro de 2008 e maio de 2009 e a segunda entre janeiro e maio de 2011. O desfecho foi o absenteísmo ao trabalho no período de dois anos. Para a coleta de dados foram utilizados o Índice de Capacidade para o Trabalho, o Self-Report Questionaire, a Job Stress Scale e um instrumento para caracterização da amostra. O absenteísmo foi coletado por meio da base de dados eletrônica do hospital. Os dados foram analisados por estatística descritiva e analítica, considerando estatisticamente significativos aqueles com valor de p bicaudal menor a 0,05 ou com intervalo de confiança de 95%. Para o cálculo do Risco Relativo (RR), os trabalhadores foram divididos entre aqueles com ou sem absenteísmo, assim como aqueles com absenteísmo elevado (pertencentes ao quartil 75%) versus os outros. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. No período de dois anos, 83,9% dos trabalhadores apresentaram pelo menos um dia de falta ao trabalho e a mediana da taxa de absenteísmo foi de 1,7%, sendo que metade da amostra faltou até 60,8 horas e 25% faltaram acima de 139,6 horas nesse período. Evidenciou-se maior taxa de absenteísmo nos trabalhadores de enfermagem com menor escolaridade, com filho(s); sem tempo para lazer; com doenças osteomusculares com Diagnóstico Médico (DM); com suspeição de distúrbios psiquiátricos menores (DPM); com cargo de técnico/auxiliar de enfermagem; que possuíam outro emprego; insatisfeitos com o local de trabalho e com baixo Apoio Social no trabalho. O RR para absenteísmo em dois anos foi maior nos trabalhadores: sem tempo para lazer (RR=1,15 e IC95%=1,0-1,2); com doença com DM (RR=1,19, IC95%=1,0-1,3); com doença osteomuscular com DM (RR=1,11 e IC95%=1,0-1,2); com suspeição de DPM (RR=1,21 e IC95%=1,1-1,2); de Unidades de Alta Complexidade (RR=1,10 e IC95%=1,0-1,2) e insatisfeitos com o local de trabalho (RR=1,20 e IC95%=1,1- 1,2). No que tange ao RR para absenteísmo elevado em dois anos, foi maior nos trabalhadores de enfermagem com menor escolaridade (RR=1,64 e IC95%=1-2,6); sem tempo para lazer (RR=2,48, IC95%=1,5-3,8); com suspeição de DPM (RR=2,11 e IC95%=1,2-3,4); com cargo de técnico/auxiliar de enfermagem (RR=2,67 e IC95%=1,2-5,8); com outro emprego (RR=2,27 e IC95%=1,3-3,8); insatisfeitos com o local de trabalho (RR=2,29 e IC95%=1,2- 4,2) e com baixo Apoio Social no trabalho (RR=1,56 e IC95%=1,0-2,6). Na análise multivariada, verificou-se que a taxa de absenteísmo em dois anos foi significativamente influenciada pelas variáveis: tempo para lazer, número de doenças com DM, suspeição de DPM e turno de trabalho. Os resultados contribuem para reflexões a ações em saúde do trabalhador e para os gestores hospitalares, pois indicam as variáveis que influenciam o absenteísmo no trabalho de enfermagem e fornecem subsídios para a proposição de estratégias de prevenção e promoção da saúde e da qualidade de vida dos trabalhadores.
Resumen El estudio defiende la tesis de que las características individuales y laborales y la sospecha de disturbios psiquiátricos menores influyen en el absentismo laboral. Se trata de un estudio de cohorte prospectivo, con análisis cuantitativo, cuyo objetivo general fue examinar las características individuales, el estrés laboral y los disturbios psiquiátricos menores como predictores de absentismo en trabajadores de enfermería de un hospital universitario, en un periodo de dos años. Se entrevistaron 254 trabajadores de enfermería (muestra por conveniencia y no probabilística) en el inicio y al final de dos años: la primera entrevista se realizó entre noviembre de 2008 y mayo de 2009, y la segunda entre enero y mayo de 2011. El desenlace fue el absentismo laboral en el periodo de dos años. Para colectar los datos se utilizaron el Índice de Capacidad Laboral, el Self Report Questionaire, la Job Stress Scale y un instrumento para la caracterización de la muestra. El absentismo fue colectado a través de la base de datos electrónica del hospital. Los datos fueron analizados por estadística descriptiva y analítica, considerando estadísticamente significativos los de valor p de dos colas menor a 0,05 o con intervalo de confianza de 95%. Para el cálculo del Riesgo Relativo (RR) se dividieron los trabajadores entre los clasificados como con o sin absentismo, y también los que mostraban absentismo elevado (pertenecientes al cuartil 75%) versus los otros. El proyecto fue aprobado por el Comité de Ética en Investigación del Hospital de Clínicas de Porto Alegre. En el periodo de dos años, el 83,9% de los trabajadores presentaron por lo menos un día de falta en el trabajo y el promedio de porcentaje de absentismo fue de 1,7%, siendo que la mitad de la muestra faltó hasta 60,8 horas y el 25% faltó más de 139,6 horas en ese periodo. Se evidenció un mayor porcentaje de absentismo laboral en los enfermeros con menor escolaridad, con hijo(s); sin tiempo para ocio; con enfermedades osteomusculares con Diagnóstico Médico (DM); con sospecha de Disturbios Psíquicos Menores (DPM); con cargo de técnico/auxiliar de enfermería; con otra ocupación; insatisfechos con el local de trabajo y con bajo Apoyo social en el trabajo. El RR para absentismo en dos años fue más alto en los trabajadores: sin tiempo de ocio (RR=1,15 y IC95%=1,0-1,2); con enfermedad con DM (RR=1,19, IC95%=1,0-1,3); con enfermedad osteomuscular con DM (RR=1,11 y IC95%=1,0-1,2); con sospecha de DPM (RR=1,21 y IC95%=1,1-1,2); de Unidades de Alta Complejidad (RR=1,10 y IC95%=1,0-1,2) e insatisfechos con el local de trabajo (RR=1,20 y IC95%=1,1-1,2). En lo que respecta al RR para absentismo elevado en dos años, fue más alto en los trabajadores de enfermería con menor escolaridad (RR=1,64 y IC95%=1-2,6); sin tiempo para ocio (RR=2,48, IC95%=1,5- 3,8); con sospecha de DPM (RR=2,11 y IC95%=1,2-3,4); con cargo de técnico/auxiliar de enfermería (RR=2,67 y IC95%=1,2-5,8); con otro empleo (RR=2,27 y IC95%=1,3-3,8); insatisfechos con el local de trabajo (RR=2,29 y IC95%=1,2-4,2) y con bajo Apoyo Social en el trabajo (RR=1,56 e IC95%=1,0-2,6). En el análisis multivariado se verificó que el porcentaje de absentismo en dos años fue significativamente influenciado por las variables: tiempo para ocio, número de enfermedades con DM, sospecha de DPM y turno de trabajo. Los resultados contribuyen a los reflexiones y acciones la salud del trabajador y para los gestores hospitalarios, pues indican las variables que influyen en el absentismo laboral de enfermería y proveen subsidios para proponer estrategias de prevención y promoción de la salud y de la calidad de vida de los trabajadores.
Abstract This study defends that individual and work-related features, and the suspicion of minor psychiatric disorders influence absenteeism from work. This is a prospective cohort study with a quantitative approach. Its general objective was to analyze individual features, work stress and minor psychiatric disorders as predictors of absenteeism in nursing workers from a university hospital in a two-year interval. 254 nurses were interviewed (non-probability, convenience sample) in the beginning and the end of two years: the first set of interviews took place from November, 2008, to May, 2009, and the second from January to May, 2011. The outcome was absenteeism from work in the two-year period. To collect the data the instruments used were the Work Ability Index, the Self-Report Questionnaire, the Job Stress Scale and an instrument to characterize the sample. Absenteeism was collected through the hospital's electronic database. The data were analyzed through descriptive and analytical statistics, considering as statistically significant those with a bicaudal p of less than 0.05 or with a confidence interval (CI) of 95%. To calculate the Relative Risk (RR), workers were divided between those with or without absenteeism, as well as between those with high absenteeism (those belonging to the 75% quartile) and the others. The project was approved by the Research Ethics Committee of Hospital de Clínicas de Porto Alegre. In the two-year interval, 83.9% of workers were absent from work for at least one day and the median rate of absenteeism was 1.7%. Half the sample was absent from work for up to 60.8 hours and 25% was absent for more than 139.6 hours in this interval. A higher rate of absenteeism was observed in less educated nursing workers, with child or children; with no leisure time; with musculoskeletal diseases with Medical Diagnosis (MD); with suspicion of Minor Psychiatric Disorders (MPD); working as nursing technician or nursing assistant; who had another job; who were unsatisfied with the workplace and had low Social Support at work. RR for absenteeism in two years was higher in workers: with no leisure time (RR=1.15 and CI95%=1.0-1.2); with diseases with MD (RR=1.19 and CI95%=1.0-1.3); with musculoskeletal diseases with MD (RR=1.11 and CI95%=1.0-1.2); with suspicion of MPD (RR=1.21 and CI95%=1.1-1.2); working in High Complexity Units (RR=1.10 and CI95%=1.0-1.2) and unsatisfied with the workplace (RR=1.20 and CI95%=1.1). RR for high absenteeism in two years was higher in less educated nursing workers (RR=1.64 and CI95%=1-2.6); with no leisure time (RR=2.48 and CI95%=1.5-3.8); with suspicion of MPD (RR=2.11 and CI95%=1.2-3.4); working as nursing technician or nursing assistant (RR=2.67 and CI95%=1.2-5.8); with another job (RR=2.27 and CI95%=1.3-3.8); unsatisfied with the workplace (RR=2.29 and CI95%=1.2-4.2) and with low Social Support at work (RR=1.56 and CI95%=1.0-2.6). The multivariate analysis showed that the rate of absenteeism in two years was significantly influenced by the variables: leisure time, number of diseases with MD, suspicion of MPD and work shift. Results contribute to thoughts and actions towards the worker's health and also help health managers, for they indicate the variables that influence absenteeism in the nursing work and aid the proposal of strategies for prevention and the promotion of health, and for the workers' quality of life.
Tipo Tese
URI http://hdl.handle.net/10183/49123
Arquivos Descrição Formato
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