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Leucoplasia bucal : epidemiologia, aspectos clínicos, microscópicos e conduta

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Leucoplasia bucal : epidemiologia, aspectos clínicos, microscópicos e conduta

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Título Leucoplasia bucal : epidemiologia, aspectos clínicos, microscópicos e conduta
Autor Lombardo, Eduardo Madruga
Orientador Carrard, Vinícius Coelho
Data 2010
Nível Graduação
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Odontologia. Curso de Odontologia.
Assunto Leucoplasia bucal
Patologia bucal
Resumo O objetivo do presente estudo foi realizar uma revisão de literatura a respeito de Leucoplasia Bucal, enfocando em epidemiologia, características clínicas e microscópicas, bem como no tratamento, no prognóstico e na importância do acompanhamento clínico longitudinal. A leucoplasia é definida como uma mancha ou placa branca, não removível por raspagem e que não pode ser classificada clinica ou patologicamente como qualquer outra doença. Pode ocorrer em qualquer região da mucosa e possui risco de malignização. Sua etiologia está fortemente relacionada com consumo de tabaco. Não há consenso a respeito do papel do álcool, entretanto seu efeito sinérgico com o tabaco é bem documentado. Clinicamente a lesão pode-se ser classificada como homogênea, quando tem superfície e coloração uniforme ou não homogênea, quando tem superfície rugosa ou verrucosa ou quando apresenta áreas avermelhadas. Microscopicamente, a lesão pode apresentar diversos distúrbios de maturação de forma isolada ou conjunta como hiperplasia, hiperceratose, acantose, displasia ou carcinoma in situ. O diagnóstico da leucoplasia é clínico e de exclusão. Uma vez realizado o diagnóstico clínico, é mandatório que se realize biópsia e exame histopatológico. Após a definição do distúrbio de maturação epitelial presente, recomenda-se suspensão dos fatores de risco associada ao acompanhamento clínico e excisão cirúrgica da lesão, quando possível. Alguns métodos auxiliares de diagnóstico estão disponíveis, mas nenhum destes métodos substitui a realização de biópsia e exame histopatológico. O tratamento pode ser não-cirúrgico ou cirúrgico. Os tratamentos não-cirúrgicos incluem o uso de retinóides, beta-caroteno, bleomicina ou terapia fotodinâmica. O tratamento cirúrgico compreende criocirurgia, laser de dióxido de carbono e excisão convencional. Nenhum tratamento disponível é capaz de prevenir recorrência de lesão, tampouco prevenir ou predizer transformação maligna. Os fatores de risco para transformação maligna como: gênero feminino, persistência da lesão por um longo período de tempo, presença da lesão em não fumantes, localização em língua ou soalho de boca, lesão maior que 2 cm2, aspecto clínico não homogêneo, presença concomitante de Candida Albicans. Diante do risco de malignização potencial dessas lesões e da impossibilidade de determinação dos casos que irão progredir para uma lesão maligna, recomenda-se o controle clínico periódico de todos os pacientes.
Tipo Trabalho de conclusão de graduação
URI http://hdl.handle.net/10183/49749
Arquivos Descrição Formato
000829146.pdf (272.9Kb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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