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Avaliação de biomarcadores de risco cardiovascular em pacientes com transtorno de humor bipolar

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Avaliação de biomarcadores de risco cardiovascular em pacientes com transtorno de humor bipolar

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Título Avaliação de biomarcadores de risco cardiovascular em pacientes com transtorno de humor bipolar
Autor Chiarani, Fabria
Orientador Kapczinski, Flávio Pereira
Co-orientador Wyse, Angela Terezinha de Souza
Data 2012
Nível Doutorado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Ciências Básicas da Saúde. Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas: Bioquímica.
Assunto Biomarcadores
Doenças cardiovasculares
Transtorno bipolar
Resumo A prevalência do transtorno de humor bipolar (THB) na populção mundial é em média 4%. Essa doença psiquiátrica está associada a elevadas taxas de mortalidade, principalmente devido a doenças cardiovasculares (DCVs). Pacientes com THB apresentam risco duas vezes maior de desenvolver doenças cardiovasculares em relação à população geral. Componentes importantes das DCVs incluem disfunção endotelial, ativação plaquetária, ativação imunológica e inflamação. Para este estudo foram avaliados biomarcadores associados com risco de doença cardiovascular em pacientes bipolares. Os níveis séricos de homocisteína, folato, vitamina B12, ferritina, creatina kinase e proteína C-reativa foram medidos em pacientes com THB em dois momentos: durante um episódio maníaco e após a remissão dos sintomas. A expressão do mRNA de MMP-2 e MMP-9, em sangue total, também foi analisada. Todos os parâmetros foram comparados com controles saudáveis. Pacientes e controles estavam aparentemente livres de doenças cardiovasculares. A expressão da MMP-2 mostrou uma relação negativa em relação ao IMC nos pacientes com THB nos estados maníaco e eutímico, enquanto que essa relação foi positiva nos indivíduos controles. Os níveis de ferritina se mostraram reduzidos apenas durante os episódios de mania. Não foram verificadas diferenças estatisticamente significantes nos demais biomarcadores estudados quando comparados os pacientes com THB e os controles. Exceto para a ferritina, todos os resultados obtidos durante o episódio de mania persistiram após a recuperação sintomática nos pacientes com THB. Nossa análise não valida a utilidade desses biomarcadores para diferenciar diferentes estados de humor quanto ao risco de DCV. É provável que a utilidade desses biomarcadores na caracterização de maior risco em indivíduos com doença cardiocascular estabelecida se justifique mais do que o seu uso como indicadores de risco de futuros eventos cardiovasculares. A possível relação da homocisteína com risco de doença cardiovascular no THB não foi obsevada após correção para o IMC. A diferença no padrão de expressão da MMP-2 no THB precisa ser investigada bem como, outros indicadores de remodelamento tecidual e inflamação. Os resultados mostram a importância da inclusão do IMC como uma covariável em estudos para investigar o risco cardiovascular no THB. Um adequado acompanhamento no que diz respeito ao desenvolvimento de comorbidades médicas em pacientes bipolares deve ser implantado.
Abstract The prevalence of BD is thought to be around 4% of the population. This psychiatric disorder is associated with increased mortality due to medical causes, most notably cardiovascular disease (CVD). Two-fold increased risk of cardiovascular disease has been found among adults with bipolar disorder versus general population. Important components of CVD include endothelial dysfunction, platelet and immune activation and inflammation. We evaluated biomarkers associated with increased risk of cardiovascular disease in bipolar patients. The serum levels of homocysteine, determinants of homocysteine metabolism such as folate and vitamin B12, ferritin, creatine kinase and C-reactive protein were measured in bipolar patients in two separate instances: during acute mania and after remission of manic symptoms. The mRNA expression of MMP-2 and MMP-9 in total blood was also evaluated. All parameters were compared with healthy controls. Patients and controls were free of clinically apparent cardiovascular disease. The mRNA levels for MMP2 were negatively associated with BMI in the BD and positively associated with BMI in controls. Ferritin levels were reduced only during mania. No statistically significant differences were found in the other markers comparing bipolar patients and controls. Except ferritin, the results persist across symptomatic recovery within the same bipolar patient. The biomarkers selected can not differentiate mood states as the cardiovascular risk. May be these biomarkers may be most usefull to characterize risk in individuals with an established CVD than using biomarkers as sole risk predictors of future CHD events. Our findings show the importance of assessing the BMI as a covariate in studies to investigate the cardiovascular risk in bipolar disorder. It is crutial to highlights the necessity of appropriate monitoring concerning development of medical comorbidities in bipolar patients.
Tipo Tese
URI http://hdl.handle.net/10183/55088
Arquivos Descrição Formato
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