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Repercussões do diagnóstico de tuberculose na vida de mulheres na perspectiva de gênero

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Repercussões do diagnóstico de tuberculose na vida de mulheres na perspectiva de gênero

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Título Repercussões do diagnóstico de tuberculose na vida de mulheres na perspectiva de gênero
Autor Silva, Tatiana Schnorr
Orientador Oliveira, Dora Lúcia Leidens Corrêa de
Data 2012
Nível Graduação
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escola de Enfermagem. Curso de Enfermagem.
Assunto Gênero
Saúde da mulher
Tuberculose
Resumo A tuberculose é uma doença transmissível que está diretamente ligada com o desenvolvimento histórico social. As crenças e o estigma atrasam o diagnóstico e perpetuam a sua disseminação. Mesmo com a ascensão da incidência de tuberculose na população feminina ainda há uma expressiva falta de pesquisas qualitativas que abordem as questões biopsicossociais, principalmente quando associadas com a perspectiva de gênero. Assim, o objetivo do estudo é analisar, na perspectiva de gênero, as repercussões do diagnóstico e tratamento da tuberculose na vida de mulheres, considerando o contexto familiar e social. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, do tipo exploratório-descritiva. A análise de conteúdo foi realizada segundo a proposta de Bardin (2010) com auxilio do programa NVIVO 7.0 para a organização e categorização dos dados. Foram entrevistadas 12 mulheres que estão em tratamento para tuberculose no serviço de saúde da Comissão de Controle de DST/AIDS/Hepatites virais e Tuberculose da Prefeitura municipal de São Leopoldo. Num primeiro momento, as entrevistadas referem que não há diferenças entre vivências masculinas e femininas da doença, mas as distinções entre as repercussões que a tuberculose gera em suas rotinas acabam aparecendo nos seus depoimentos. A maior parte das repercussões está associada com o relacionamento familiar, o serviço de casa e o afastamento do trabalho. As entrevistadas apontam que as características femininas facilitam o tratamento, ao contrário das características masculinas. Segundo elas, o modo de ser masculino dificulta o tratamento, em especial em função da necessidade de, ao aderir ao tratamento, abdicar de algumas atividades cotidianas, o que não é comum no comportamento dos homens. Por fim, é possível constatar que o tratamento da tuberculose impõe mudanças na vida das mulheres sem, contudo, interferir ou romper com os tradicionais papeis de gênero (ser mãe, dona de casa, cuidadora e participante do sustento da família). Isto acaba acarretando sobrecarga de responsabilidades que podem afastá-la do tratamento e ou serem prejudiciais à sua saúde, considerando outros possíveis problemas para além da tuberculose.
Tipo Trabalho de conclusão de graduação
URI http://hdl.handle.net/10183/55158
Arquivos Descrição Formato
000857296.pdf (1.177Mb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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