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Violência institucional durante a parturição

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Violência institucional durante a parturição

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Título Violência institucional durante a parturição
Autor Borba, Camila
Orientador Armellini, Claudia Junqueira
Data 2012
Nível Graduação
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escola de Enfermagem. Curso de Enfermagem.
Assunto Parto humanizado
Trabalho de parto
Violência
[en] Birth
[en] Humanized birth
[en] Labor
[en] Violence
Resumo A violência no processo de parturição está relacionada a diversos fatores vinculados à atenção no pré-natal e nascimento, principalmente ao modelo intervencionista e biomédico, que desrespeita o protagonismo e as decisões femininas durante a parturição. Objetivou-se caracterizar a violência institucional praticada contra mulheres durante a parturição, utilizando-se a Revisão Integrativa proposta pelo método de Cooper. A amostra foi composta por dez artigos indexados na base de dados LILACS, no período de 2002 a 2011. A caracterização da violência foi embasada em seus tipos, na identificação dos profissionais envolvidos e nos locais de ocorrência. Constatou-se que a violência institucional manifesta-se nos variados momentos do processo de parturição, principalmente no pré-parto. O profissional médico é descrito, em muitos artigos, como um dos promotores de violência; contudo, há uma tendência de generalização da violência institucional como prática dos profissionais de saúde. Identificou-se a negligência como o tipo de violência mais frequente, sendo que a ausência de informação, o tratamento grosseiro, a objetificação e a promoção de desconforto durante os procedimentos permearam quase a totalidade dos artigos. Esses resultados corroboram a importância do aprofundamento do tema e de mais estudos na área. Entende-se que a identificação da violência institucional é essencial para modificação do cenário atual, observando-se três caminhos para ruptura desse ciclo: apropriação de conhecimentos pelas gestantes desde o pré-natal, incorporação de mudanças na formação acadêmica, bem como, fortalecimento das políticas de saúde a favor dos direitos da mulher.
Abstract Violence in labor is related to several factors related to prenatal care and birth, especially the interventionist and biomedical model, which disregards the role and the decisions women during childbirth. This study aimed to characterize the institutional violence committed against women during childbirth, using the method proposed by Integrative Review of Cooper. The sample is comprised by ten articles indexed in the LILACS database between 2002-2011. The characterization of violence is based on its types, on the identification of the involved professionals, and on the places where it happened. The institutional violence is supposed to manifest in various moments during labor and delivery, especially in the pre-labor. The medical professional is described, in many articles, as one of the violence promoters; however, there is a tendency for generalizing the institutional violence as something practiced by health professionals. Negligence was identified as one of the most frequent kinds of violence, and lack of information, rude treatment, objectification, and discomfort promotion during procedures were mentioned in practically all the articles. Such results corroborate the importance of a profound study of this and related themes. The identification of the institutional violence is regarded as essential for a change in the current scenario, with three ways for breaking this cycle: appropriation of knowledge by pregnant women from pre-labor, incorporation of change in the academic qualification, and the strengthening of health policies in favor of women’s rights.
Tipo Trabalho de conclusão de graduação
URI http://hdl.handle.net/10183/55284
Arquivos Descrição Formato
000856962.pdf (943.9Kb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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