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Fatores de risco para a fragilidade em idosos hospitalizados : contribuições para o diagnóstico de enfermagem "Risco para a Síndrome da Fragilidade no Idoso"

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Fatores de risco para a fragilidade em idosos hospitalizados : contribuições para o diagnóstico de enfermagem "Risco para a Síndrome da Fragilidade no Idoso"

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Título Fatores de risco para a fragilidade em idosos hospitalizados : contribuições para o diagnóstico de enfermagem "Risco para a Síndrome da Fragilidade no Idoso"
Autor Antunes, Michele
Orientador Crossetti, Maria da Graça Oliveira
Data 2012
Nível Graduação
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escola de Enfermagem. Curso de Enfermagem.
Assunto Diagnóstico de enfermagem
Enfermagem geriátrica
Idoso fragilizado
Resumo INTRODUÇÃO: No Brasil, os dados do censo demográfico revelam o crescimento da população idosa sendo que os indivíduos com idade de 60 anos ou mais, são hoje, 10,8% da população. Sendo assim, constata-se o aumento da prevalência das enfermidades crônicas não transmissíveis e dos riscos para complicações especificas do idoso, as quais podem potencializar a ocorrência de incapacidade em idoso e propiciar o surgimento das chamadas síndromes geriátricas, destacando-se a Fragilidade. A SFI pode ser definida como a presença de cinco fenótipos: perda de peso não intencional, auto-relato de fadiga, diminuição da força de preensão, redução das atividades físicas e diminuição na velocidade da marcha. OBJETIVO GERAL: Analisar os fatores de risco para a Síndrome da Fragilidade em idosos hospitalizados visando subsidiar a elaboração do DE “Risco para SFI”. Objetivos específicos: a) Caracterizar os perfis sócio-demográficos, morbidades preexistentes e de morbidades motivos de internação de idosos hospitalizados; b) Identificar os fatores contribuintes considerados de risco para a Síndrome da Fragilidade apresentados pelos idosos hospitalizados a partir dos perfis sóciodemográficos, de morbidades preexistentes e de morbidades motivos de internação com os níveis de fragilidade identificados por meio da aplicação da Escala de Fragilidade de Edmonton (EFE); c) Verificar a associação entre os níveis de fragilidade e os dados do perfil sócio demográfico, morbidades preexistentes e de morbidades motivos de internação de idosos hospitalizados. METODOLOGIA: abordagem quantitativa do tipo transversal descritiva. Coleta de dados: amostra de 395 idosos, identificados por conveniência, a partir dos prontuários nas unidades campo. Período: novembro de 2010 a novembro de 2011. Critérios de inclusão: idosos internados nas unidades campo do estudo com idade igual ou superior a 60 anos; com capacidade para deambular e manter diálogo adequado aos questionamentos durante a aplicação do questionário. Critérios de exclusão: pacientes em pós-operatório de cirurgia de prótese de quadril. Aspectos éticos: projeto principal entitulado “Fragilidade em idosos: evidências para o desenvolvimento dos diagnósticos de enfermagem “risco para Fragilidade no idoso” e “síndrome da Fragilidade no idoso” aprovado pela COMPESQ/EENF nº 005/2010 e CEP/HCPA nº100172. RESULTADOS: Evidencia-se que 62% (245) idosos da amostra estavam internados em unidades de internação cirúrgica e 38% (150) em clínica. Quanto aos níveis de SFI: 28,9% (114) dos sujeitos não apresentavam a SFI, 26,3% (104) estão aparentemente vulneráveis a SFI, 20,8% (82) tem fragilidade leve, 13,4% (53) apresentam fragilidade moderada e 10,6% (42) apresentam a síndrome em nível severo. Os dados do perfil sócio-demográfico, das morbidades preexistentes e morbidades motivos de internação com a presença da SFI, verificou-se associação estatisticamente significativa entre as variáveis: sexo feminino e o nível de Fragilidade moderada (p=0,031); “Fragilidade severa” e cor não branca (p=0,008); residir sem companheiro e os níveis de “Fragilidade moderada” e “Fragilidade severa” (p=0,014); “Fragilidade moderada” e o nível de escolaridade nenhum ano de estudo (p=0,001); “Fragilidade severa” tinham renda mensal de 1 a 2 salários mínimos, com p=0,034; “Fragilidade severa” com a presença de morbidades (p=0,009). Quanto às morbidades preexistentes associadas aos níveis de SFI, quais sejam: “Fragilidade moderada” e “Fragilidade severa” e as doenças do aparelho respiratório (p=0,003), “Aparentemente vulnerável à SFI” e doenças infecciosas e parasitárias (p=0,040) e “Fragilidade leve” com as doenças do sangue (p=0,052). Além disso, as morbidades que foram motivos de internação associadas aos níveis da SFI foram: “Vulnerável a SFI” e doenças do aparelho respiratório (p=0,001), “Ausência da SFI” e doenças do aparelho geniturinário (p=0,035) e “Fragilidade leve” e as doenças do sangue (p=0,035). CONCLUSÕES: Conclui-se que os fatores de risco para a SFI são: sexo feminino, cor não branca, residir sem companheiro, não ter religião, baixo nível de escolaridade, baixa renda (de 1 a 2 salários mínimos), presença de morbidades (doenças do aparelho respiratório, do sangue e algumas doenças infecciosas e parasitárias) e morbidades motivos de internação (doenças do aparelho respiratório, do sangue e geniturinário), o que configura o diagnóstico de enfermagem “Risco para SFI”.
Tipo Trabalho de conclusão de graduação
URI http://hdl.handle.net/10183/55298
Arquivos Descrição Formato
000857136.pdf (1.186Mb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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