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Efeitos adversos da exposição ao formaldeído em cabeleireiros

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Efeitos adversos da exposição ao formaldeído em cabeleireiros

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Título Efeitos adversos da exposição ao formaldeído em cabeleireiros
Outro título Adverse effects of the exposure of hairdressers to formaldehyde
Autor Lorenzini, Silvia
Orientador Knorst, Marli Maria
Data 2012
Nível Doutorado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Medicina. Programa de Pós-Graduação em Ciências Pneumológicas.
Assunto Doenças profissionais
Exposição ocupacional
Formaldeído
[en] Adverse health effects
[en] Formaldehyde
[en] Hairdressers
[en] Occupational exposure
Resumo INTRODUÇÃO: Cabeleireiros estão expostos a um grande número de produtos químicos no ambiente de trabalho. Um destes produtos é o formaldeído, que causa irritação das vias respiratórias, sensibilidade imunológica imediata, mutagênese e carcinogênese. OBJETIVOS: Avaliar a exposição de cabeleireiros ao formaldeído e estudar os efeitos agudos e prolongados da exposição sobre os sintomas e a função pulmonar. MÉTODOS: Estudamos prospectivamente 41 cabeleireiros antes, após a exposição imediata ao formaldeído durante procedimento de alisamento capilar e após 6 meses. Foram coletados dados sobre sintomas e realizada espirometria no ambiente de trabalho. As concentrações de formaldeído no ar e de ácido fórmico na urina foram determinadas. RESULTADOS: A média da idade foi de 39 ± 11 anos, 70,7% eram mulheres e 70,7% eram não tabagistas. Cada procedimento durou de 30 a 90 minutos, 81% foram realizados com equipamentos de proteção. A concentração de formaldeído no ambiente de trabalho variou de 0,1 ppm a 5,0 ppm (md=0,4 ppm). A concentração de ácido fórmico na urina aumentou após a exposição (1,31 ± 0,91 mg/L versus 1,96 ± 0,90 mg/L; p<0,001). Observou-se uma associação entre a concentração de formaldeído no ambiente de trabalho e os níveis de ácido fórmico na urina após a exposição (rs=0,33; p=0,03). Sintomas pré-exposição estiveram presentes em 29% e após exposição ao formaldeído em 71% dos cabeleireiros. Lacrimejamento, irritação ocular e nasal, coriza, irritação na garganta, tosse seca, espirros simples, dispneia e cefaleia aumentaram imediatamente após a exposição (p<0,05). Não houve alteração dos valores da espirometria após a exposição (p>0,05). No período de seguimento, os cabeleireiros utilizaram produtos contendo formaldeído 48 vezes (3-192), com tempo de exposição de 45 horas (4,5-225). Após 6 meses da primeira avaliação, houve um aumento adicional na frequência e intensidade da maioria dos sintomas. Mais da metade da amostra referiu apresentar lesões de mucosa nasal. Houve associação entre o tempo de exposição ao formaldeído no seguimento e o aumento da intensidade da irritação nasal (rs=0,309; p=0,050). Não houve mudança nos parâmetros da espirometria no seguimento (p>0,05). CONCLUSÕES: A exposição aguda e crônica ao formaldeído causou efeitos adversos à saúde dos cabeleireiros, porém sem impacto sobre a função pulmonar. A exclusão do formaldeído do ambiente de trabalho pode melhorar a saúde desses trabalhadores.
Abstract BACKGROUND: Hairdressers are exposed to a large number of chemicals in the workplace. One of these products is formaldehyde, which causes respiratory irritation, immediate immunological sensitivity, mutagenesis and carcinogenesis. OBJECTIVES: To evaluate the exposure of hairdressers to formaldehyde and to study the short and long term exposure on symptoms and lung function. METHODS: We studied 41 hairdressers before, immediately after exposure to formaldehyde in the procedure of hair straightening and after 6 months. Data on symptoms were collected and spirometry was performed in the workplace. Concentrations of formaldehyde in the workplace and formic acid in the urine were determined. RESULTS: The mean age was 39 ± 11 years, 70.7% were women and 70.7% were nonsmokers. The procedures lasted between 30 and 90 minutes, 81% were performed with protective equipment. The formaldehyde concentration in the working environment ranged from 0.1 ppm to 5.0 ppm (md=0.4 ppm). The concentration of formic acid in the urine increased after exposure (1.31 ± 0.91 mg/L versus 1.96 ± 0.90 mg/L, p<0.001). There was an association between the formaldehyde concentration in workplace and the levels of formic acid in urine after exposure (rs=0.33, p=0.03). Symptoms were present in 29% of the hairdressers before and in 71% and after exposure to formaldehyde. Lacrimation, nasal and eye irritation, runny nose, sore throat, dry cough, sneezing, dyspnea and headache increased after exposure (p<0.05). There was no change in spirometric values after exposure (p>0.05). During followup the hairdressers used products containing formaldehyde 48 times (3-192) with an estimated exposure time of 45 hours (4.5-225). After 6 months of the first assessment there was a further increase in frequency and intensity of most symptoms. More than half of the sample reported lesions of the nasal mucosa. An association between length of exposure to formaldehyde in the follow-up and increased intensity of nasal irritation was observed (rs=0.309, p=0.050). There was no change in spirometry after 6 months (p>0.05). CONCLUSIONS: Short and long term occupational exposure of hairdressers to formaldehyde was associated with adverse health effects, with no impact on lung function. The exclusion of the substance of the work environment can improve worker health.
Tipo Tese
URI http://hdl.handle.net/10183/60769
Arquivos Descrição Formato
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