Repositório Digital

A- A A+

Efeito da suplementação de óleo de linhaça na redução de proteína c-reativa em pacientes em hemodiálise crônica

.

Efeito da suplementação de óleo de linhaça na redução de proteína c-reativa em pacientes em hemodiálise crônica

Mostrar registro completo

Estatísticas

Título Efeito da suplementação de óleo de linhaça na redução de proteína c-reativa em pacientes em hemodiálise crônica
Autor Lemos, Joana Raquel Nunes
Orientador Manfro, Roberto Ceratti
Data 2010
Nível Mestrado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Medicina. Programa de Pós-Graduação em Medicina: Ciências Médicas.
Assunto Diálise renal
Inflamação
Óleo de semente do linho
Proteina C-reativa
Resumo INTRODUÇÃO: Uma elevada proporção dos pacientes em hemodiálise crônica (HD) apresentam estado inflamatório representado pela elevação da proteína C-reativa (PCR) a qual é um marcador prognóstico de aumento de mortalidade. Os ácidos graxos w3 possuem atividade anti-inflamatória que ocorre pela inibição de eicosanóides inflamatórios. O óleo de linhaça é o único óleo vegetal composto em 60% pelo precursor α-linolênico. Neste estudo avaliamos a ação do óleo de linhaça no estado inflamatório de pacientes em HD. METODOLOGIA: Ensaio clínico randomizado, duplo-cego e multicêntrico realizado no estado do Rio Grande do Sul. Participaram 114 indivíduos alocados em 2 grupos: placebo, óleo mineral (OM) e óleo de linhaça (OL), sendo incluídos os maiores de 18 anos, em HD há mais de 90 dias, que não apreentassem infecção ou inflamação, doença auto-imune, cateteres endovenosos, infecção por HIV, doença maligna conhecida, e transplante renal prévio. O grupo OL recebeu 2 cápsulas de 1g de óleo de linhaça com α-tocoferol (3,5mg) por 120 dias. O grupo OM recebeu cápsulas de placebo. Foram coletados dados bioquímicos de proteína C reativa e perfil lipídico no início, em 60 e 120 dias de suplementação. Foram aplicados os testes estatísticos ANOVA, t-Student, chi-quadrado e Wilcoxon Mann Whitney (SPSS). O valor de p<0,05 foi considerado estatisticamente significativos e a correlação foi calculada através do teste de Pearson ou Sperman. RESULTADOS: Os grupos foram homogêneos para idade, sexo, etnia, tempo em HD e IMC. Inflamação foi definida por PCR ≥5,1mg/dL e prevaleceu em 60% dos pacientes na primeira análise. Homens obtiveram maior mediana de PCR (11,8mg/dL x 8,6mg/dL nas mulheres; p=0,03). Houve correlação entre PCR e IMC (Rs=0,22; p=0,022) e HDL-c (Rs = -0,23; p= 0,032). A variação de PCR do OL foi maior que a do OM no tempo (pinteração <0,001), mas sem diferença entre grupos. Analisando a transição dos pacientes de inflamados à não inflamados, no grupo OL 33,3% mudaram de categoria entre a primeira e a última análise, contra 16,9% no grupo OM (p=0,04). Colesterol e frações não apresentaram mudança significativa. No grupo OL, 88,8% (n=48) referiram melhora da função intestinal comparados com 25% (n=15) do grupo OM (p<0,001). CONCLUSÃO: A inflamação nos pacientes em HD parece estar correlacionada ao IMC e a diminuição de HDL-c. A função intestinal do pacientes foi melhor no grupo OL. O óleo de linhaça possibilitou redução do número de pacientes inflamados. Estudos mais prolongados e com maior número de pacientes devem ser feitos para comprovar estes achados.
Tipo Dissertação
URI http://hdl.handle.net/10183/60791
Arquivos Descrição Formato
000752306.pdf (847.9Kb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

Este item está licenciado na Creative Commons License

Este item aparece na(s) seguinte(s) coleção(ões)


Mostrar registro completo

Percorrer



  • O autor é titular dos direitos autorais dos documentos disponíveis neste repositório e é vedada, nos termos da lei, a comercialização de qualquer espécie sem sua autorização prévia.
    Projeto gráfico elaborado pelo Caixola - Clube de Criação Fabico/UFRGS Powered by DSpace software, Version 1.8.1.