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As coisas não querem mais ser vistas por pessoas razoáveis : uma experiência etnográfica em um hospital psiquiátrico

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As coisas não querem mais ser vistas por pessoas razoáveis : uma experiência etnográfica em um hospital psiquiátrico

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Título As coisas não querem mais ser vistas por pessoas razoáveis : uma experiência etnográfica em um hospital psiquiátrico
Autor Poglia, Mário Eugênio Saretta
Orientador Alves, Caleb Faria
Co-orientador Fonseca, Tania Mara Galli
Data 2012
Nível Graduação
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Curso de Ciências Sociais: Bacharelado.
Assunto Antropologia simetrica
Diferença
Doença mental
Loucura
Natureza
[en] Difference
[en] Madness
[en] Mental illness
[en] Nature
[en] Symmetric anthropology
Resumo Uma etnografia em um hospital psiquiátrico tem efeitos colaterais. Ação esperada: minorá-lo. Tornar a tolerância fora do prazo de validade e estabelecer uma verdade da relação. Princípio ativo: simetrização com as pessoas pesquisadas ainda que elas sejam diagnosticadas como loucas, doentes mentais e/ou portadores de algum distúrbio psíquico, pois entende-se que o pertencimento a uma tradição racional não dá um acesso privilegiado ao real. O que expressões da loucura teriam a dizer sobre convicções da pretensa Razão? Considerando-se que a etnografia está na experiência de ser afetado, essa pesquisa busca destacar a força de existência e a potência de agir dos participantes dos ateliês da Oficina de Criatividade do Hospital Psiquiátrico São Pedro em relação ao modo que são condicionados enquanto desautorizados oficialmente pelo Estado como tutores de si mesmos. Entende-se que a disciplina que por sua natureza lida com a diferença não pode deslegitimar seus objetos (e também seus sujeitos, simultaneamente) de estudo por sua suposta diferença de natureza. Desse modo, problematiza-se a concepção de acesso à natureza humana que está presente nas maiorias morais sobre os temas da loucura e da doença mental para tornar possível emergir a potencialidade do Outro em sua diferença.
Abstract Making ethnography in a psychiatric hospital has side effects. Expected reaction: make it minor. Expiring tolerance and set a truth of relation. Active principal: anthropology symmetric with the people studied even if they are diagnosed like crazy, insane and/or carrier of any psychiatric disturb, because it is understood that belonging to a rational tradition does not offer us the privileged access to reality. What expression coming from madness could tell about convictions coming from so-called Reason? Considering that ethnography is inside the experience of being affected, this research aims to highlight the existence strength and the action power of the participants of Oficina de Criatividade do Hospital Psiquiátrico São Pedro workshop in relation to the way they are officially unauthorized by the State as self tutors. We understand that the discipline which, in its nature, works with the difference cannot delegitimize its objects (and also its subjects simultaneously) of study because of their so-called nature difference. Thus we questioning the conception the to access to the human nature present in the moral majorities about madness and mental illness to make possible to emergence the Other’s potentiality in his/her difference.
Tipo Trabalho de conclusão de graduação
URI http://hdl.handle.net/10183/62023
Arquivos Descrição Formato
000868145.pdf (4.473Mb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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