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Análise da deformação dos sienitos sintectônicos do Complexo Várzea do Capivarita.

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Análise da deformação dos sienitos sintectônicos do Complexo Várzea do Capivarita.

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Título Análise da deformação dos sienitos sintectônicos do Complexo Várzea do Capivarita.
Autor De Toni, Giuseppe Betino
Orientador Bitencourt, Maria de Fatima Aparecida Saraiva
Data 2012
Nível Graduação
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Geociências. Curso de Geologia.
Assunto Analise da deformacao
Complexo Várzea do Capivarita
Sienitos sintectônicos
[en] Microstructural
[en] Strain analysis
[en] Syntectonic magmatism
[en] Syntectonic syenitie
Resumo O presente trabalho tem como objetivo principal caracterizar a progressão da deformação sobre as estruturas ígneas dos Granitóides Arroio das Palmas (GAP – 642 ± 10 Ma). Os GAP compreendem rochas porfiríticas e de granulação fina, de composição sienítica e subordinadamente tonalítica. Representam a parte intrusiva do Complexo Várzea do Capivarita (CVC – 648 ± 18 Ma) na região de Encruzilhada do Sul, RS. A variação textural dos GAP é acentuada pelo registro de uma deformação heterogênea no estado sólido sob condições de alta temperatura, responsável pela geração de uma foliação milonítica paralela à sua foliação primária. Em rochas macroscopicamente indeformadas observam-se feições localizadas de deformação intracristalina, como subgrãos tipo tabuleiro de xadrez em quartzo e recristalização marginal e subgrãos em K-feldspatos. Relações de corte entre subgrãos de K-feldspato e lamelas de pertita indicam que a deformação já afetava estas rochas antes da temperatura magmática atingir a curva solvus. Em zonas de alta deformação observa-se no termo porfirítico um processo de mirmequitização penetrativa, cujo produto é recristalizado em mantos e caudas de recristalização assimétricas destrais. Mais localizadamente são observadas faixas miloníticas de composição tonalítica. Um modelo conceitual para a gênese desta associação é apresentado, no qual a variedade tonalítica seria restrita a zonas de alta deformação sobre as rochas sieníticas, excluindo a existência de um magma tonalítico. Dados de análise quantitativa da deformação indicam que as rochas sofreram deformação plana imposta por uma elipse de razão axial mínima de 2,6. Resultados do método Rf/Ф indicam que os marcadores não possuíam no estágio indeformado uma orientação preferencial diferente da que apresentam no estágio deformado. A integração de dados obtidos de formas independentes, como (i) o paralelismo das foliações primária e milonítica dos GAP, concordantes com o bandamento das suas encaixantes; (ii) as temperaturas estimadas para as microestruturas observadas, compatíveis com as da fácies anfibolito superior a granulito; (iii) relações de corte em que microestruturas magmáticas truncam microestruturas deformacionais; (iv) bem como a ausência de padrões de orientação pretéritos aos identificados pela quantificação de tramas, são algumas das evidências que apontam para a hipótese das rochas estudadas serem sintectônicas à deformação e ao metamorfismo de alto grau de suas encaixantes.
Abstract This paper aims at characterizing the progression of deformation over the Arroio das Palmas Granitoids (GAP – 642 ± 10 Ma) primary igneous structures. These are porphyritic and fine-grained syenitic-tonalitic rocks which represent the intrusive part of the Varzea do Capivarita Complex (CVC – 648 ± 18 Ma) in the region of Encruzilhada do Sul, RS. Their textural variation is further enhanced by heterogeneous solid-state deformation under high temperature conditions which resulted in the generation of a mylonitic foliation parallel to the primary fabrics. In macroscopically undeformed rocks, intracrystalline deformation features are locally found, such as chessboard-pattern subgrains in quartz, marginal recrystallization and large subgrains in feldspars. Perthite lamellae locally crosscut host K-feldspar subgrain boundaries, which indicates deformation at temperatures above the solvus. Intensive myrmekitization is found in porphyritic varieties of high-strain zones, and the products are recrystallized within mantles and tails of dextral asymetry, eventually leading to the formation of tonalites. A genetic model is developed to account for this association, in which the tonalitic varieties would be restricted to highly-deformed zones of the former syenitic rocks, and therefore would exclude the existence of a tonalitic magma. Quantitative strain analysis data indicate that these rocks have undergone plane strain with a strain ellipse of Rs at least 2.6. Rf/Ф results indicate that markers did not have a preferred orientation in the undeformed state other than the one they show after deformation. The syntectonic character of the studied rocks is given by several independent lines of evidence, such as (i) parallelism between GAP primary and mylonitic foliation, as well as with the host gneissic banding; (ii) estimated temperatures for the microstructures, which are compatible with upper amphibolite to granulite facies conditions; (iii) the fact that magmatic structures cut across deformational microstructures; (iv) the lack of previews, discordant preferred orientation of marker in the undeformed state.
Tipo Trabalho de conclusão de graduação
URI http://hdl.handle.net/10183/66097
Arquivos Descrição Formato
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