Repositório Digital

A- A A+

“Quem traz na pele essa marca...” : trajetórias escolares de professores(as) negros(as)

.

“Quem traz na pele essa marca...” : trajetórias escolares de professores(as) negros(as)

Mostrar registro completo

Estatísticas

Título “Quem traz na pele essa marca...” : trajetórias escolares de professores(as) negros(as)
Autor Prudêncio, Kátia Teresinha Centeno
Orientador Bergamaschi, Maria Aparecida
Data 2012
Nível Graduação
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Educação. Curso de Pedagogia: Licenciatura.
Assunto Discriminação racial
História de vida
Identidade
Negro
Professor
Resumo O presente trabalho se atém às trajetórias escolares de cinco professores negros que atuam na Educação Infantil, Ensino Fundamental, Médio e Superior, destacando nessas histórias as marcas identitárias étnico raciais e os caminhos que os levaram à docência. A investigação articula algumas questões da vida escolar dos professores, principalmente diante de possíveis discriminações, bem como da presença/ausência de colegas e professores negros nas diferentes etapas de escolarização e no exercício da docência. O caminho metodológico partiu de entrevistas dialogadas, com questões relevantes às trajetórias escolares de cada um dos entrevistados, cujos depoimentos foram registrados, transcritos e, posteriormente analisados. O embasamento teórico que favoreceu a reflexão, contou com autores que trabalham com relações étnico raciais, diversidade e educação, como MUNANGA (2003; 2004; 2005; 2006; 2008), HICKMANN (2002), GOMES (1993/94; 2003; 2009; 2011), LEAL PARÉ (2007), entre outros. No estudo realizado, destaca-se a importância da família na construção da identidade, como um instrumento relevante para a valorização e a autoestima da criança negra. Foi recorrente nas falas dos entrevistados a pouca representatividade e, em alguns casos, a ausência de professores e colegas negros, desde o Ensino Fundamental até o Ensino Superior. No que se refere às questões de trabalho, o estudo mostra que o critério racial ainda prevalece no momento da contratação. Aparece também, de forma relevante nas trajetórias escolares analisadas, a necessidade de ser um aluno e um profissional exemplar, para manter a autoestima e o reconhecimento. A princípio, constata-se que o racismo ainda é ingrediente forte nas relações interpessoais, aparecendo em todas as trajetórias consideradas nessa pesquisa. O estudo realizado mostra que a sociedade ainda está marcada por uma cultura racista e que a educação antirracista pode contribuir para mudar esta realidade. Neste sentido, é importante que a escola valorize a história e a cultura da população negra e não aceite racismos e discriminações, apoiando ações pedagógicas que afirmem a diversidade e promovam um relacionamento étnico racial positivo.
Tipo Trabalho de conclusão de graduação
URI http://hdl.handle.net/10183/67841
Arquivos Descrição Formato
000873928.pdf (748.6Kb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

Este item está licenciado na Creative Commons License

Este item aparece na(s) seguinte(s) coleção(ões)


Mostrar registro completo

Percorrer



  • O autor é titular dos direitos autorais dos documentos disponíveis neste repositório e é vedada, nos termos da lei, a comercialização de qualquer espécie sem sua autorização prévia.
    Projeto gráfico elaborado pelo Caixola - Clube de Criação Fabico/UFRGS Powered by DSpace software, Version 1.8.1.