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Análise das práticas prejudiciais ou ineficazes e das utilizadas de modo inadequado no trabalho de parto

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Análise das práticas prejudiciais ou ineficazes e das utilizadas de modo inadequado no trabalho de parto

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Título Análise das práticas prejudiciais ou ineficazes e das utilizadas de modo inadequado no trabalho de parto
Autor Silva, Thais Carvalho da
Orientador Gouveia, Helga Geremias
Data 2012
Nível Graduação
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escola de Enfermagem. Curso de Enfermagem.
Assunto Enfermagem obstétrica
Saúde da mulher
Trabalho de parto
[en] Labor
[en] Midwifery
[en] Obstetrical deliver
[en] Women's health
Resumo O parto e o nascimento são considerados, historicamente, eventos naturais, porém, ao longo da história, observamos um grande avanço no que diz respeito às tecnologias utilizadas na área obstétrica. Objetivou-se conhecer os procedimentos aos quais as mulheres foram submetidas durante o trabalho de parto em um hospital escola de Porto Alegre (RS). Estudo quantitativo de corte transversal, realizado com 385 puérperas que tiveram partos no Centro Obstétrico, recém-nascidos com idade gestacional igual ou maior a 37 semanas (pelo Capurro); foram excluídas as que não entraram em trabalho de parto e aquelas com indicação de cesariana eletiva, óbito fetal e mal formação fetal. Foram consideradas as variáveis tricotomia, enema e, número de toques vaginais e o oferecimento de dieta. Os questionários foram aplicados após as primeiras 12 horas pós-parto. Foi utilizada a análise descritiva das variáveis pesquisadas, mediante o uso de medidas de tendência central e de variabilidade. O presente estudo é um recorte do projeto de pesquisa denominado “Práticas de atendimento implementadas durante o processo de parturição”, submetido e aprovado pela Comissão de Pesquisa da Escola de Enfermagem da UFRGS e pelo o Comitê de Ética em Pesquisa do HCPA. Os resultados apontaram que 78,2% das entrevistadas tinham mais que 20 anos, Ensino Médio Completo (30,4%), eram do lar (41,9%) e tinham companheiro (90,1%). Em relação à história obstétrica 81,5% realizou seis ou mais consultas pré-natal com acompanhamento gestacional com médico (70,3%) pelo SUS (84,3%), primigestas (46,6%) e entre as que tiveram partos anteriores, destacou-se o normal (40,6%). A avaliação das práticas realizadas durante o trabalho de parto verificou-se que a tricotomia foi realizada em 60,8% dos casos antes da internação. O enema não foi realizado em 98,9% dos casos. A média de toque vaginal relatado pelas mulheres foi de 4,76 e a média dos registrados foi de 4,65, estes foram considerados suficientes para 77,4% das entrevistadas. O principal motivo da realização do exame de toque descrito pelas entrevistadas foi verificar a dilatação (81,3%). Concluimos que embora a classificação de práticas no parto nornal (Organização Mundial da Saúde) existam desde o ano de 1996, observa-se que ações humanizadas e centradas na assistência individualizada à mulher ainda não estão totalmente inseridas na prática profissional. O enfermeiro por desempenhar um papel fundamental dentro da equipe multiprofissional torna-se um agente facilitador na implementação dessas recomendações de humanização do parto e nascimento, dispensando, assim, as práticas intervencionistas e desnecessárias de medicalização do parto e nascimento.
Abstract The labor and birth are considered, historically, natural events, but throughout history, we see a breakthrough with regard to the technologies used in obstetrics. This study aimed to identify the procedures to which women were subjected during labor in a teaching hospital in Porto Alegre (RS). A side-view quantitative study, conducted with 385 mothers who delivered their babies at the Obstetric Center of that institution, newborns with a gestational age greater than or equal to 37 weeks (at Capurro); were excluded who did not enter into labor and those with indication for elective caesarean, refused to participate in the study, fetal death and fetal malformation. The variables considered were trichotomy, enema and number of vaginal-touch and offering diet. The interviews were conducted daily, after the first 12 hours postpartum. It was used a descriptive analysis of the variables studied, by employing measures of central tendency and variability, with presentation through charts and tables. The present study is an excerpt of the research project entitled "Practices implemented during the service delivery process", submitted and approved by the Research Commission of the School of Nursing at UFRGS and the Ethics in Research Committee of the HCPA. The results showed that 78.2% of respondents had more than 20 years, High School Full (30.4%) were housewives (41.9%) and had a partner (90.1%). Regarding obstetric 81.5% made six or more prenatal visits with gestational monitoring with physician (70.3%) SUS (84.3%), primiparous (46.6%) and among those who had births previous highlight was normal (40.6%). The evaluation of the practices performed during labor it was found that hair removal was performed in 60.8% of cases before admission. The enema was not performed in 98.9% of cases. Regarding the food, it was found that water, juice, jelly and tea were offered more, fasting was prescribed in 35.8% of pregnant women. The average of vaginal touch reported by women was 4.76 and the average recorded was 4.65, this was considered sufficient in 77.4% of cases. The main reason for the execution of the touch exam described by the interviewees was checking the dilation (81.3%). We conclude that although the OMS recommendations exist since the year 1996, it is observed that these actions focused on humanized and individualized assistance to women are not yet fully embedded in professional practice. The nurse, by playing a key role within the multiprofessional team, becomes a facilitator agent for the implementation of these recommendations for humanized childbirth, eliminating, thus, the interventionist and unnecessary practices of medicalization of the childbirth.
Tipo Trabalho de conclusão de graduação
URI http://hdl.handle.net/10183/69762
Arquivos Descrição Formato
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