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Educação potencial : autocomédia do intelecto

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Educação potencial : autocomédia do intelecto

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Título Educação potencial : autocomédia do intelecto
Autor Adó, Máximo Daniel Lamela
Orientador Corazza, Sandra Mara
Data 2013
Nível Doutorado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Educação. Programa de Pós-Graduação em Educação.
Assunto Comédia
Filosofia
Intelecto
Literatura
Valéry, Paul 1871-1945.
[fr] Autocomédie
[fr] Intellect
[fr] Littérature
[fr] Philosophie
[fr] Valéry
Resumo Este textotese postula dimensionar um meio prático e relativamente autônomo da Educação Potencial como um fazer. Tanto essa autonomia como a sua potência não estão relacionadas a uma essência, mas à intensidade imanente e material de sua prática; a qual, por sua vez, está relacionada a uma composição de síntese relacional com a divergência. Para tanto recorre à noção de Comédia Intelectual de Paul Valéry, corrompendo o uso do primeiro termo para o de autocomédia, que se anuncia como poder de autoprodução imanente. É a ideia de uma autocomédia intelectual que se produz, enquanto extração da raiz quadrada de si mesma, faz de si um hipotético portal para o campo da invenção e funciona como incerto espaço para a Educação Potencial. Ao modo do OULIPO, com Georges Perec, este textotese instaura uma antropologia do endótico, na qual a energia projeta-se no puro espaço da ficção de realidade inventada, articulando-se para conceber um espaço da Educação. Do ponto de vista spinoziano, a Educação Potencial define-se pelo que pode o seu fazer, como uma maneira de existir, que escolhe o ritmo de um riso ético, negado da ordem moral de mundo. Do ponto de vista oulipiano, sua potência está na prática, que se vale de regras inventadas ou reinventadas, como esforços de criação para explorar potencialidades das linguagens. Tudo isso escrito com Jorge Luis Borges e o seu livro Ficções. De maneira a, no âmbito de reciprocidades relacionais, produzir a Educação como um tempo-espaço potencial de criação e aumento de paradoxos.
Résumé Ce texthèse vise à établir un moyen pratique et relativement autonome de l’Éducation Potentielle comme un mode d’action. L’autonomie ainsi que la puissance ne sont pas liées à une essence mais à l’intensité immanente et matérielle de sa pratique, ellemême rattachée à une composition de synthèse relationnelle avec la divergence. Dans ce sens, il est fait appel à la notion de comédie intellectuelle de Paul Valéry mais en substituant le premier terme par celui d’‘autocomédie’, qui s’annonce comme un pouvoir d’autoproduction immanente. Il s’agit d’une autocomédie intellectuelle qui se produit en tant qu’extraction de la racine carrée de soi-même, qui ouvre un portail hypothétique pour le champ de l’investigation et fonctionne comme un espace incertain pour l’Éducation Potentielle. À la manière du OULIPO avec Georges Perec, ce texthèse instaure une anthropologie de l’endotique où l’énergie se projette dans l’espace pur de la fiction de réalité inventée en lien avec la manière de concevoir un espace de l’éducation. Spinoza définit l’éducation potentielle à travers la potentialité de son action, comme une façon d’exister qui choisit le rythme d’un rire éthique nié de l’ordre moral du monde. Du point de vue oulipien, sa puissance est dans la pratique qui se vaut de règles inventées ou réinventées, des efforts de création pour exploiter les potentialités des langages. Tout cela est écrit avec Jorge Luis Borges et son ouvrage Fictions. Dans le cadre des réciprocités relationnelles, l’objectif est de produire l’Éducation Potentielle comme un espace-temps potentiel de création et d’augmentation des paradoxes.
Tipo Tese
URI http://hdl.handle.net/10183/69921
Arquivos Descrição Formato
000875343.pdf (6.924Mb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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