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"Se eu tirar o trabalho, sobra um cantinho que a gente foi deixando ali" : clínica de psicodinâmica do trabalho na atividade de docentes no ensino superior privado

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"Se eu tirar o trabalho, sobra um cantinho que a gente foi deixando ali" : clínica de psicodinâmica do trabalho na atividade de docentes no ensino superior privado

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Título "Se eu tirar o trabalho, sobra um cantinho que a gente foi deixando ali" : clínica de psicodinâmica do trabalho na atividade de docentes no ensino superior privado
Autor Perez, Karine Vanessa
Orientador Merlo, Alvaro Roberto Crespo
Data 2012
Nível Mestrado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Psicologia. Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social e Institucional.
Assunto Ensino superior
Prazer
Saúde mental
Sofrimento
Trabalho : Aspectos sociais
Trabalho docente
[en] Clinic of psychodynamics of work
[en] Mental health
[en] Pleasure-suffering
[en] Private higher education institutions
[en] Social psychology
[en] Teaching work
[fr] Clinique de la psychodynamique du travail
[fr] Établissements privés d'enseignement supérieur
[fr] Plaisir-souffrance
[fr] Santé mentale
[fr] Travail d'enseignement
Resumo Esta pesquisa propõe-se a investigar temáticas referentes à saúde mental e o trabalho de docentes universitários, especificamente relacionadas às vivências de prazer e sofrimento no trabalho de professores universitários em Instituições de Ensino Superior (IES) privadas. No atual contexto brasileiro, percebe-se uma considerável expansão de Instituições de Ensino Superior e, consequentemente, uma sobrecarga de trabalho o que repercute na saúde física e mental dos profissionais que atuam neste âmbito. Teoricamente esta pesquisa está sedimentada em pressupostos que inter-relacionam a saúde mental e o trabalho docente em IES privadas. Fundamenta-se teórica e metodologicamente na Clínica da Psicodinâmica do Trabalho. Utilizou-se o método qualitativo, com a realização de entrevistas individuais semi-estruturadas com dezoito professores universitários de IES privadas. A análise dos resultados foi desenvolvida a partir dos pressupostos da Psicodinâmica do Trabalho, evidenciando uma extensiva jornada de atividades que, com frequência, invade a vida fora do trabalho, revelando a sobrecarga de atividades que lhes é solicitada cotidianamente, o que, como consequência, compromete a saúde física e psíquica dos professores. Para evitar o sofrimento e adoecimento psíquico os docentes entrevistados fazem uso de estratégias que promovam a saúde, dentre elas foram evidenciadas as estratégias defensivas que favorecem a manutenção da organização do trabalho, sendo estas consideradas alienadoras, e as estratégias que estimulam a continuidade do trabalho docente. Dessa forma foi possível identificar as maiores solicitações de mudança neste contexto, sendo elas: conquista de um espaço para discutir as questões do trabalho; a obrigatoriedade da distribuição na jornada de trabalho compatível com o tempo de preparação de aulas e atividades acadêmicas; menor carga horária direcionada ao trabalho em sala de aula, para permitir o desenvolvimento de atividades ligadas a extensão e, especialmente, à pesquisa e à qualificação. Sendo assim, percebe-se que o trabalho pode ser reconhecido por seu potencial emancipador, constituinte da subjetividade e da identidade, mas por outro lado, quando ele resume a vida dos trabalhadores, não havendo experimentações fora, o trabalho torna-se alienante e causador de sofrimento. Entretanto, o trabalho, neste estudo não é entendido apenas como o lugar da produção de sofrimento saúde/adoecimentos, mas sim, e principalmente, o espaço do viver e do conviver, em que a subjetividade é convocada constantemente a se (re) configurar. Para que haja transformação neste contexto é necessário transcender o espaço físico das IES e levar esta discussão sobre o sofrimento no trabalho docente para outras esferas, com o intuito de tornar este problema público, e assim, construir estratégias que implementem de forma eficaz políticas que viabilizem a saúde dos professores universitários.
Abstract This research proposes to investigate topics related to mental health and the work of university professors, more specifically related to the experiences of pleasure and pain in the work of university professors in private higher education institutions (HEI). In the current context, there is a considerable expansion of higher education institutions and consequently an work overload which affects the physical and mental health of people who work in this field. Theoretically this research is rooted in assumptions that interact to mental health and the teaching work in private HEI. It is based on theoretical and methodological in the Clinic of Psychodynamics of Work. The qualitative method was used, with the realization of individual semi-structured interviews with eighteen university professors of private HEI. The analysis of the results was developed from the assumptions of the psychodynamics of work, showing an extensive workday, which often, invades the life outside of work, showing the overload of the required daily activities, which results in impaired physical and mental health of teachers. To avoid suffering and psychic illness, the interviewed teachers make use of strategies that promote health, among them were evidenced the defensive strategies that favor the maintenance of work organization, which were more alienated, and strategies that encourage the continuity of teaching. This way it was possible to identify which were the largest change requests in this context, as follows: conquest of space to discuss the issues of work; distribution of workday compatible with the time of preparation of classes and academic activities; lower classroom workload directed to work in the classroom, to allow the development ofactivities related to extension and particularly research and qualification. Thus it is seen that the work can be recognized by its potential emancipator, constituent of subjectivity and identity, but on the other hand when he summarizes the life of the workers, there is no experimentation outside it, the work becomes alienating and causing suffering. However, work in this study is not only understood as the place of production of suffering health/diseases, but more importantly, the living space and socialization, where subjectivity is constantly referred to (re) configure. For any processing in this context it is necessary to transcend the physical space of the HEI and lead this discussion on suffering in the teaching work to other spheres, with the aim of making this public problem and thus build strategies that implement effectively policies that make possible the health of university professors.
Résumé Cette recherche vise à étudier les questions relatives à la santé mentale et le travail des professeurs, plus spécifiquement liés à l'expérience du plaisir et la souffrance au travail des professeurs dans les établissements d'enseignement supérieur (EES) privés. Dans le contexte actuel, on peut voir une expansion considérable des établissements d'enseignement supérieur et, par conséquent, une surcharge de travail qui reflète la santé physique et mentale des professionnels qui travaillent dans ce domaine. Théoriquement, cette recherche est fondée sur des hypothèses que parlent de la santé mentale et le travail dans les établissements d'enseignement supérieur privé d'enseignement. Elle est basé théorique et méthodologiquement dans la clinique de la psychodynamique du travail. La méthode qualitative a été utilisée, avec la réalisation d'entrevues individuelles semi-dirigées avec dix-huit professeurs des établissements d'enseignement supérieur privé. L'analyse des résultats a été mis au point avec des hypothèses de la psychodynamique du travail, mettant en évidence des très large journée de travail qui, souvent, envahit la vie à l'extérieur du travail, mettant en évidence leur frais généraux activités demandé, qui, en conséquence, compromet la santé physique et psychologique des enseignants. Pour éviter des souffrances et des maladies psychiques, les enseignants interrogés font usage des stratégies de promotion de la santé, parmi lesquels ont été mis en évidence les stratégies défensives qui favorisent le maintien de l'Organisation du travail et les stratégies qui stimulent la continuité du travail d'enseignement. De cette façon, il a été possible d'identifier ce qui a été le plus gros changement demander: conquête d'un espace pour discuter de questions relatives au travail; la distribution obligatoire de la journée de travail pour être compatible avec le temps de préparation de classes et d'activités scolaires; moins d'heures à travailler dans la salle de classe, afin de permettre le développement d'activités et notamment l'extension de la recherche et la qualification. On peut donc voir que le travail peut être reconnu par leur potentiel constitutive de l'émancipation, de la subjectivité et de l'identité, mais d'autre part lorsqu'il résume la vie des travailleurs, mais s'il n'y aucune expérimentation au-delà du travail, il devient aliénant et causant des souffrances. Cependant travail dans cette étude n'est pas seulement comprise comme le lieu de production de souffrance santé/maladies, mais surtout, l'espace de vie et de socialisation, où la subjectivité est appelée constament de se (re) configurer. Pour un changement dans ce contexte, il est nécessaire d'aller au delà de l'espace physique des IES et d'amener cette discussion sur la souffrance dans le travail de l'enseignement dans d'autres sphères, afin de faire une question d'intérêt public et ainsi construire des stratégies efficaces des politiques pour le bénefice de la santé des professeurs d'université.
Tipo Dissertação
URI http://hdl.handle.net/10183/70043
Arquivos Descrição Formato
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