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Avaliação do ritmo social em humanos : adequação da ferramenta de pesquisa e aplicação clínica

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Avaliação do ritmo social em humanos : adequação da ferramenta de pesquisa e aplicação clínica

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Título Avaliação do ritmo social em humanos : adequação da ferramenta de pesquisa e aplicação clínica
Autor Schimitt, Regina Lopes
Orientador Hidalgo, Maria Paz Loayza
Data 2013
Nível Doutorado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Medicina. Programa de Pós-Graduação em Medicina: Ciências Médicas.
Assunto Fenômenos cronobiológicos
Ritmo circadiano
[en] Chronobiology
[en] Minor psychiatric symptoms
[en] Social rhythm
[en] Social rhythm metric
[en] Social zeitgeber
Resumo Introdução: Interações sociais podem afetar diretamente ritmos biológicos, independente de seu papel na organização do zeitgeber fótico. A força do zeitgeber social refere-se ao padrão rítmico das interações sociais e pode ser quantificada através da escala de ritmo social. Objetivos: Principais: 1. Adequar o instrumento de avaliação do ritmo social ao contexto de pesquisa. 2. Estudar o ritmo social em humanos. Secundários: 1. Estabecer uma versão abreviada da Escala de Ritmo Social com vistas à aplicação em pesquisa. 2. Estabelecer uma versão da Escala de Ritmo Social de 17 itens para o português angolano, para estudos transculturais. 3. Investigar a correlação entre ritmo social, fase do sono e sintomas psiquiátricos menores em trabalhadores saudáveis. Métodos: Na primeira parte do trabalho a Escala de Ritmo Social (ERS-17) foi submetida a um processo de adequação a dois contextos de pesquisa diferentes. Na segunda parte, a escala foi utilizada em um estudo clínico para avaliar a correlação entre sintomatologia psiquiátrica menor e a variável ritmo social em uma amostra saudável. Tomando como padrão-ouro a ERS-17, foram comparados escores de regularidade e quantidade de atividades de 167 sujeitos saudáveis, 25 portadores de epilepsia mioclônica juvenil e 16 portadores de transtorno depressivo, para o estabelecimento da Versão Breve. No estudo transcultural, a versão brasileira da Escala de Ritmo Social foi submetida à avaliação de 10 estudantes universitários angolanos, que analisaram o grau de clareza de cada uma das 15 sentenças do instrumento por meio da Escala Analógico-Visual de 10 cm e propuseram modificações na escala. Foi realizada revisão dos resultados para a elaboração da versão final, bem como prova de leitura e relatório final. No estudo clínico, transversal, foram avaliados 143 trabalhadores saudáveis do HCPA. Sintomas psiquiátricos menores foram avaliados pelo Self-Repport Questionnaire (SRQ-20), e ritmo social foi avaliado pela ERS-17. Exposição à luz e variáveis do sono foram avaliadas pelo Munich Choronotype Questionnaire (MCTQ). Resultados: Foi estabelecida uma versão breve de 6 itens com boa concordância com relação ao padrão-ouro k=0,51; p<0,001 e significativa correlação entre ambas: (r=0,87; p<0,001). No estudo transcultural foi estabelecida uma versão angolana que manteve uma equivalência de itens com relação à versão em português brasileiro e grau satisfatório de clareza e equivalência semântica. No estudo clínico, Quantidade de atividades correlacionou com escolaridade e tempo médio do sono e, inversamente, com (Ponto Médio do Sono) MSF e SRQ-20. Regularidade correlacionou com idade, SRQ-20 e número de dias trabalhados. SRQ-20 correlacionou inversamente com regularidade e quantidade de atividades. Conclusões: No estabelecimento da versão breve, concluiu-se que a simplificação da escala diminui a porcentagem de itens não preenchidos, o custo em material impresso e facilita a padronização. O estudo transcultural demonstrou que apesar de ser o Português o idioma oficial nos dois países, há diferenças culturais significativas que podem influenciar os resultados caso sejam ignoradas. O estudo clínico demonstrou que variáveis de ritmo social tiveram correlação inversa com sintomas psiquiátricos menores, que foram mais explicados por baixos níveis de atividade do que por baixos níveis de regularidade.
Abstract Background: Social rhythms can directly affect biological rhythms, independent of its role in organizing the photic zeitgeber. The strength of the social zeitgeber refers to the rhythmic pattern of social interactions and can be measured by Social Rhythm Metric. Objectives: Main Objectives: 1. To match the assessment tool of social rhythm to the research context. 2. To Study the social rhythm in humans. Secondary Objectives: 1. Establish an abbreviated version of the Social Rhythm Metric-17 for use in research. 2. Establish a version of the SRM-17 for the Angolan Portuguese, for cross-cultural studies. 3. To investigate the correlation between social rhythm, sleep phase and minor psychiatric symptoms in healthy workers. Methods: In the first part of this work, the Social Rhythm Metric (SRM-17) was submitted to a process of adaptation to two different research contexts. In the second part, the scale was used in a clinical study to evaluate the correlation between minor psychiatric symptomatology and the variable social rhythm in a healthy sample. Taking as gold standard SRM-17, were compared scores of regularity and amount of activities of 167 healthy subjects, 25 patients with juvenile myoclonic epilepsy and 16 patients with major depressive disorder, for establishing the Brief Version. In the cross-cultural study, the Brazilian version of the of SRM-17 was submitted to evaluation of 10 college students Angolans, who analyzed the clarity of each of the 15 sentences of the instrument through the Visual Analog Scale-10 cm and proposed modifications. Review of the results was performed for the final version, as well as proof reading and final report. In the clinical study, cross-sectional, were evaluated 143 healthy workers from HCPA. Minor psychiatric symptoms were assessed by the Self-Repport Questionnaire (SRQ-20) and social rhythm was assessed by SRM-17. Light exposure and Sleep variables wereassessed by MCTQ. Results: Was established brief version of 6 items with good agreement with respect to the gold standard (k = 0.51, p <0.001) and significant correlation between the two: (r = 0.87, p <0.001). In the transcultural study was established an angolan version that kept an equivalence of items with respect to Brazilian Portuguese version of SRM-17 and satisfactory degree of clarity and semantic equivalence. In the clinical study, number of activities correlated with schooling and average sleep time and inversely, with Midpoint of sleep (MSF) and SRQ score. Regularity correlated with age, SRQ score and number of days worked. SRQ score correlated inversely with regularity and amount of activities. Conclusions: When establishing of the short version, it was concluded that the simplification of the scale decreases the percentage of unanswered questions, the print cost, and facilitates the standardization. The transcultural study showed that, in spite of the common language in both countries, there are significant cultural differences which can inffluence the results when ignored. The clinical study showed that social rhythm variables were inversely correlated with minor psychiatric symptoms, which were explained more by lower activity levels than low levels of regularity.
Tipo Tese
URI http://hdl.handle.net/10183/70424
Arquivos Descrição Formato
000876339.pdf (940.8Kb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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