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Biologia populacional de papilionídeos (Lepidoptera, Papilionidae ocorrentes no Morro Santana e no Jardim Botânico

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Biologia populacional de papilionídeos (Lepidoptera, Papilionidae ocorrentes no Morro Santana e no Jardim Botânico

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Título Biologia populacional de papilionídeos (Lepidoptera, Papilionidae ocorrentes no Morro Santana e no Jardim Botânico
Autor Scalco, Vanessa Willems
Orientador Mega, Nicolas Oliveira
Data 2012
Nível Especialização
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Biociências. Curso de Especialização em Diversidade e Conservação de Fauna.
Assunto Biologia populacional
Jardim Botânico de Porto Alegre (Porto Alegre, RS)
Lepidoptera
Lepidopteros papillonideos : Habitat
Papilionidae
Santana, Morro (RS)
Resumo O monitoramento de populações naturais é um importante método para entender os fenômenos ecológicos ligados às interações entre as espécies e o ambiente, podendo servir como uma ferramenta para ações conservacionistas. Visando contribuir ao entendimento da dinâmica populacional de diferentes borboletas da família Papilionidae, este estudo levantou informações referentes às populações em duas diferentes áreas do município de Porto Alegre, RS, Brasil. O Jardim Botânico (JB) entre as coordenadas 30°03'W, 51°10'S, é um ambiente jardinado que representa diferentes formações vegetais ocorrentes no estado do RS; e o Morro Santana (MS) entre as coordenadas 30°07'S, 51°07'W, é um morro de origem granítica coberto por remanescentes de Mata Atlântica. A técnica de Captura-Marcação-Recaptura foi utilizada em ambas as áreas entre outubro de 2011 e fevereiro de 2012. Foram realizadas três saídas a campo mensais por área de estudo (24 horas/mês). As borboletas foram capturadas com rede entomológica, marcadas, e as seguintes informações foram registradas: sexo, tamanho das asas e idade baseado no desgaste das asas. Os parâmetros populacionais foram estimados através do método de Lincoln- Petersen com modificação de Bailey’s. Foram registradas 12 espécies ao total (JB=10; MS=11). No JB, a maior riqueza foi registrada em Dezembro (S=6), enquanto que no MS foi em Outubro (S=10). No JB foi encontrado uma espécie exclusiva (Euryades corethrus) e no MS foram encontrados duas espécies exclusivas (Pterourus scamander, Mimoides lysithous). Com exceção de E. corethrus no JB, as espécies especialistas foram mais abundantes no MS. A espécie mais abundante no MS foi Battus polystictus polystictus (50%) com o número de capturas por dia variando entre 0 a 29 borboletas, enquanto que no JB, Battus polydamas polydamas foi a mais abundante (54%) entre 4 a 23 borboletas capturadas. No geral, o número estimado de capturas por dia diferiu entre as duas populações, mas ambas populações não se encontraram estáveis ao longo dos meses. Battus polydamas polydamas mostrou a tendência de crescimento no final do verão, enquanto B. polystictus polystictus mostrou isso durante a primavera. Em relação ao tempo de residência, isto variou entre 1-51 para B. polydamas polydamas (média=5.11 dias) e 1-34 dias para B. polystictus polystictus (média=1.38 dias). Quanto à estrutura etária, a população de B. polydamas polydamas mostrou uma alta proporção de indivíduos intermediários no início do verão. O mesmo ocorreu com B. polystictus polystictus no final da primavera. Battus polystictus polystictus parece colonizar primeiro no MS enquanto que B. polydamas polydamas faz isto mais tarde no JB. A proporção sexual foi baseado em machos para ambas as espécies (B. polydamas polydamas 2.5M : 1F; B. polystictus polystictus 3.3M : 1F). O tamanho das asas das fêmeas de B. polydamas polydamas foi maior do que os machos (F: 49.34mm, dp=0.82, n=49; M: 46.28 mm, dp=0.24, n=32) bem como em B. polystictus polystictus (F: 49.87 mm, dp=8.80,n=32; M: 46.9 mm, dp=0.26, n=113). Os resultados sugerem uma associação entre a composição da guilda de borboletas, estrutura das populações de Papilionidae e a fisionomia dos locais estudados. No JB, as condições parecem favorecer as espécies com alta plasticidade ecológica (Ex: B. polydamas polydamas, Heraclides astyalus). Já no MS, as condições do ambiente florestal parecem favorecer as espécies com baixa plasticidade ecológica (Ex: B. polystictus polystictus, Parides agavus). A dinâmica das populações para ambas as espécies parecem ser diferentes em cada área de estudo, sugerindo que os fatores ecológicos influenciam diretamente na demografia de cada espécie.
Tipo Trabalho de conclusão de especialização
URI http://hdl.handle.net/10183/72374
Arquivos Descrição Formato
000858230.pdf (1.389Mb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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