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Por todas as partes : um modo compartilhado de viver nas redes, a partir do campo da arte, pela distribuição audiovisual (não) mediada por especialistas

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Por todas as partes : um modo compartilhado de viver nas redes, a partir do campo da arte, pela distribuição audiovisual (não) mediada por especialistas

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Título Por todas as partes : um modo compartilhado de viver nas redes, a partir do campo da arte, pela distribuição audiovisual (não) mediada por especialistas
Autor Noronha, Fábio Jabur de
Orientador Rey, Sandra Terezinha
Data 2013
Nível Doutorado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Artes. Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais.
Assunto Arte : Tecnologia
Arte : Video
Campo da arte
Enxerto
Internet
Redes telemáticas : Arte
[en] Apparatus
[en] Artistic field
[en] Graft
[en] Video
Resumo Esta pesquisa pode ser considerada como um objeto complexo, construído por liames institucionais, simultaneamente adequada e inadequada aos modelos de pesquisa já difusos em Poéticas Visuais: uma variante, portanto, dentre aquelas suportadas pelos diferentes modos de existir das universidades. Procurei abrigar alguns desses liames no próprio corpo da tese, de maneira particular, como matéria de uma prática artística, com o intuito de torcer esta pesquisa e explicitar certas particularidades contextuais que podem, muitas vezes, transitar não-ditas, porque institucionalmente instaladas – tácitas. Em sete capítulos discuto meus trabalhos realizados em paralelo à tese e dela aproximados, os contextos de produção e distribuição de alguns de meus vídeos, peças gráficas e sonoras construídas a partir do final dos anos 1990, a intensificação do uso da Internet na minha poética como uma espécie de aparelho. Nestes capítulos apresento: minha posição a partir do campo da arte, mediada por aparelhos computacionalmente orientados; meu envolvimento com o vídeo e a autonomia de distribuição atualmente possível via Internet; um uso possível das ferramentas de busca tipo Google como uma espécie de lente ativada por inputs de texto; um assunto constante nas etapas de construção da minha produção audiovisual: as articulações entre noções de processo e automação; o vídeo L Á B I O S e a ação teste News: input/output COLAPSO L Á B I O S \ my lips look like an ass? que aconteceu no elevador do prédio do Instituto de Artes da UFRGS; o vídeo Désir: ou o buraco é feito com faca; algumas semelhanças mantidas após o acréscimo do prefixo pós- nos modernismos, mediante o exemplo-clichê da morte anunciada do modernismo, narrado por Charles Jencks, tornado espetacular pelo cineasta Godfrey Reggio no filme Koyaanisqatsi: a demolição por dinamite do conjunto residencial Pruitt-Igoe; a peça gráfica Suppose the following hypothesis is advanced (SFHA); e alguns aspectos da negatividade no meu trabalho em referência à proposição de Gilles Deleuze et si moi je nie, retirada do contexto da filosofia e aproximada ao meu processo de trabalho como um modelo circunstancial de operação. Entre os capítulos, introduzi o que chamei de enxertos: proposições partidas de uma prática artística inicialmente motivada pelos ambientes formados em sala de aula e por alguns conteúdos disciplinares do programa de pós-graduação, que incorporam certos aspectos institucionais e atestam um outro modelo de pesquisa acadêmica que relata – enquanto se faz – formas de parceria procuradas na academia. São trabalhos que acontecem dentro da tese enquanto tal. Os capítulos e os enxertos não se opõem: como em uma colagem, eles convivem, evidenciando métodos construtivos distintos, pertencentes a minha prática artística, já sistematizados pelas vanguardas do início do século XX para a efetivação de gestos como a apropriação, colagem, montagem; incorporam também outras tradições, como a dos anos 1960 e 1970, por exemplo, conhecidas por acolher/rejeitar aspectos das práticas artísticas de vanguarda. Os enxertos, então, interferem na narrativa da tese e dos capítulos, pois se interpõem entre eles; são construídos pela articulação de textos e imagens, por operações recorrentes em minha produção audiovisual: cortes, sobreposições, deslocamentos, desconexões, justaposições. A existência de tal interferência confirma a permeabilidade e a especificidade da pesquisa em Poéticas Visuais ao entrecruzamento de modelos metodológicos distintos.
Abstract This research can be considered as a complex object built by institutional bonds, at the same time adequate and inadequate to research models already disseminated in Visual Poetics. It is therefore a variant among those sustained by the various forms of existence of universities. I have tried to give shelter to some of those bonds inside the body of this very thesis, particularly as a matter of an artistic practice, in an attempt of twisting this research until bringing up certain contextual particularities that can often remain unspoken of because they are tacitly installed by the institutions. In seven chapters I discuss the work I have done alongside the thesis itself and that is close to it, the contexts of production and distribution of some of my videos, some graphic elements and sound pieces created from the late 1990s onwards, and the intensified usage of the Internet in my poetics as a kind of apparatus. In those chapters I try to show where I stand from the artistic field, mediated through computationally oriented devices; my involvement with video distribution and the autonomy of distribution currently possible through the Internet; a possible use of search engines like Google as a kind of text-inputs activated lenses; one subject listed among the steps of my audiovisual production building: the connecting joints between conceptions of process and automation; the video L Á B I O S and the testing action News: input/output COLAPSO L Á B I O S \ my lips look like an ass? that took place in the elevator at the building of the Art Institute of UFRGS; the video Désir: ou o buraco é feito com faca; some similarities retained after the addition of the prefix post- to modernisms, through the clichée-example of the announced death of modernism narrated by Charles Jencks and made spectacular by filmmaker Godfrey Reggio in the film Koyaanisqatsi: demolition through dynamite of the Pruitt-Igoe housing development; a graphic piece Suppose the following hypothesis is advanced (SFHA); and some aspects of negativity in my work in reference to Gilles Deleuze´s proposition et si moi je nie, removed from the context of philosophy and brought close to my work process as a model of circumstantial operation. Among the chapters, I introduced what I called grafts: propositions that stem from an artistic practice formed initially by the environments created in classrooms and from some subjects of the disciplinary post-graduate program, which incorporate certain institutional aspects and certify another research model for academic research, reporting – while doing – forms of partnership sought in the academy. These are works that take place within the thesis as such. The chapters and the grafts are not opposed to each other: as in a collage, they live together, bringing up different construction methods that belong to my artistic practice, as systematized by the vanguards of the early twentieth century for the effectuation of gestures as appropriation, collage, montage; also incorporating other traditions, such as those from the 1960´s and 1970´s, for instance, that are known for hosting / rejecting aspects of avant-garde art practices. The grafts then interfere with the narrative of both the thesis and the chapters as they stand between them. They are constructed by the articulation of texts and images and by recurring operations in my audiovisual production: cuts, overlays, displacement, disconnection, juxtapositions. The existence of such interference confirms both the permeability and the specificity of the research in Visual Poetics to intermingling of different methodological models.
Tipo Tese
URI http://hdl.handle.net/10183/72687
Arquivos Descrição Formato
000884912.pdf (24.92Mb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir
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