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Minha casa, minha vida : observações etnográficas em um terreiro de batuque em Porto Alegre

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Minha casa, minha vida : observações etnográficas em um terreiro de batuque em Porto Alegre

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Título Minha casa, minha vida : observações etnográficas em um terreiro de batuque em Porto Alegre
Autor Silva, José Francisco de Souza Santos da
Orientador Oro, Ari Pedro
Data 2012
Nível Graduação
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Curso de Ciências Sociais: Bacharelado.
Assunto Antropologia da religião
Batuque
Família-de-santo
Porto Alegre (RS)
Terreiro
Resumo O presente trabalho tem com objetivo analisar, através do exercício etnográfico, um terreiro de batuque em Porto Alegre. As observações de campo no terreiro escolhido deram subsidio para a construção dessa análise antropológica, construída e embasada, sobretudo, dando prioridade ao olhar das pessoas que pertencem a essa religião afro-gaúcha. Com a assistência de alguns informantes, essenciais para a entrada no terreiro, houve a oportunidade de refletir e conhecer um pouco da lógica funcional do terreiro. Os indivíduos que pertencem à família-de-santo do terreiro e como eles se comportam individual e coletivamente também foram alvo de observações de campo. Durante este momento, nos rituais e momentos de sociabilidade, as individualidades se abrandavam diante de um bem maior, o coletivo, o religioso. Ao mesmo tempo, esses momentos rituais e sacramentais eram, paradoxalmente, os que ressaltavam a ordem subjetiva e individual de cada membro da família-de-santo observada. O trabalho de campo, enquanto exercício etnográfico foi essencial para as reflexões acerca das construções que envolvem a forma de ser do batuqueiro e também a sua relação com os seus irmãos de santo, seu babalorixá, seu terreiro e a sua comunidade. O trabalho apresentado teve também como proposta a experiência de se estar em campo, observando o outro e também observando a si mesmo. Nessa experiência, o pesquisador ganha duplamente. As maneiras que ele vai se relacionar com o outro, sendo este díspar na sua forma de pensar, sentir, interagir, viver e ver o mundo proporciona uma alteração na forma do pesquisador ver, sentir, viver e refletir tanto o seu próprio universo, quanto o universo que ele imerge atenção e estudo. No âmbito da religião, tal exercício torna-se um tanto mais abstruso. No caso do batuque, religião essencialmente afro-gaúcha, na sua teoria e concepção, essa religião tenta manter e dar as devidas atenções aos valores civilizatórios afro-brasileiros e africanos. É nesse momento que a experiência de campo nos é de grande valia. Ao iniciarmos uma análise de campo percebemos em que medidas tais valores estão imbricados nessa prática religiosa. Com a experiência etnográfica, porém, vemos e aprendemos a considerar novas perspectivas e interpretações diante dos fatos e situações que nos são apresentadas. Dessa maneira, o trabalho tem a intenção de mostrar tais reflexões e experimentações no âmbito do trabalho de campo. Além disso, o trabalho apresenta uma escrita etnográfica que dialoga com as impressões pessoais tiradas no campo e a visão de mundo apresentadas pelos próprios membros da família-de-santo.
Tipo Trabalho de conclusão de graduação
URI http://hdl.handle.net/10183/72740
Arquivos Descrição Formato
000883302.pdf (654.6Kb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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