Repositório Digital

A- A A+

Hart Crane's "Voyages" : analysis and translation

.

Hart Crane's "Voyages" : analysis and translation

Mostrar registro completo

Estatísticas

Título Hart Crane's "Voyages" : analysis and translation
Autor Migliavacca, Adriano Moraes
Orientador Garcia, Rosalia Angelita Neumann
Pereira, Lawrence Flores
Data 2013
Nível Mestrado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Letras. Programa de Pós-Graduação em Letras.
Assunto Crane, Hart, 1899-1932
Língua inglesa
Literatura norte-americana
Poesia moderna
Tradução poética
[en] Hart crane
[en] Modern poetry
[en] Poetry translation
Resumo O cenário da poesia moderna de língua inglesa congrega uma série de autores ingleses e norte-americanos que criaram obras com estilos, formas, problemáticas e visões de mundo altamente diversificados. Uma ampla gama de recursos linguísticos e estéticos foi desenvolvida, incluindo o uso da colagem, a sintaxe fragmentada, o verso livre e a linguagem coloquial algumas vezes intercalada com a solene. Dentre tais autores modernos, o poeta norte-americano Hart Crane se destaca por sua obra poética de alta originalidade e complexidade e suas perspectivas estéticas bastante individualizadas. Em sua obra, Crane articulou recursos e referências literárias e filosóficas variadas. Sua poesia se caracteriza por uma versificação que contempla do pentâmetro iâmbico branco elisabetano ao verso livre moderno; uma sintaxe que se distancia da língua falada com inversões e rupturas; um vocabulário eclético que une arcaísmos a neologismos; uma retórica rica em figuras de linguagem; e um ideário simbólico e temático compreendendo as ideias e imagens místicas e metafísicas do simbolismo francês e a exploração de sentimentos individuais do romantismo inglês. Além desses referenciais, Crane foi particularmente inspirado e instigado pelo poeta norte-americano moderno T. S. Eliot, cuja erudição e domínio de técnicas como a colagem e o verso livre Crane tinha como modelo, mas de cujas perspectivas estéticas classicistas e tradicionalistas e visões da modernidade pessimistas Crane discordava e tentou refutar. Assim, Crane concebeu sua obra poética em grande parte como uma resposta à de Eliot, buscando antepor ao seu pessimismo uma visão mais otimista, postulando uma espiritualidade própria à experiência moderna, que, segundo Crane, deveria ser explorada e registrada pelo poeta. Para tal, Crane desenvolveu uma teoria estética pessoal que enfatizava a subjetividade e as experiências do próprio poeta assim como a tradição literária, englobando, entre outros, elementos da filosofia transcendentalista norte-americana. Esse empreendimento resultou em uma obra breve, porém rica, cuja complexidade foi muitas vezes reprovada como excessiva ou confusa, mas cuja influência e interesse vêm aumentando nos anos após sua morte. Este estudo oferece uma apresentação das principais características da obra poética e das perspectivas estéticas de Hart Crane, centrando-se na análise formal e temática e em uma tradução para o português da sequência de poemas intercalados conhecida como “Voyages”, presente no primeiro livro de Crane, White Buildings, e geralmente considerada uma de suas principais obras. Alguns dos mais significativos poemas de Crane são estudados à luz de suas próprias teorias estéticas e das avaliações de críticos com perspectivas variadas, como Allen Tate, Yvor Winters, R. W. B. Lewis, Margareth Uroff, Thomas Yingling e Lee Edelman, entre outros. Buscam-se uma compreensão de sua obra e a apresentação em língua portuguesa de um de seus principais trabalhos líricos com o objetivo de familiarizar o leitor e o estudioso brasileiro com as obras e ideias de um poeta de língua inglesa cuja importância vem sendo atestada ao longo dos anos.
Abstract The scenery of modern English language poetry congregates a number of English and North-American authors that created works with highly diversified styles, forms, problematic and worldviews. A wide range of linguistic and aesthetic resources was developed, including the use of collage, fragmented syntax, free verse, and the intercalation of colloquial and formal language. Among these modern authors, the North-American poet Hart Crane stands out due to his highly original and complex poetic works and his strongly individualized aesthetic perspectives. In his work, Crane articulated various philosophic and literary references and resources. His poetry is characterized by a versification that comprises both the Elizabethan blank iambic pentameter and the modern free verse; a syntax distanced from the spoken language with inversions and breakages; an eclectic vocabulary conjoining archaisms and neologisms; a rich and ornate rhetoric including complex figures of speech; and themes and symbols associated to mystical and metaphysical images and ideas from French Symbolism and the English Romantic exploration of subjective feelings. In addition to these references, Crane was particularly inspired by the North-American modern poet T. S. Eliot, whose erudition and mastery of techniques such as the collage and the free verse Crane had as a model, but with whose classicist and traditionalist aesthetic perspectives and pessimist views of modernity Crane disagreed and attempted to counter. Thus, Crane’s poetic work was largely conceived as a response to that of Eliot, aiming at opposing to his pessimism a more optimistic view, postulating a form of spirituality that is proper to the modern experience, which should be explored and registered by the poet, in Crane’s view. For such, Crane developed an aesthetic theory that emphasized the poet’s own subjectivity and personal experiences, encompassing elements of, among others, the American Transcendentalist school of thought. This endeavor resulted in a brief, but very rich poetic oeuvre, whose complexity has been often reproached as excessive or confusing, but whose influence and interest have been increasing in the years following his death. This study provides a presentation of the main characteristics of Hart Crane’s poetic work and aesthetic theories, focusing on the formal and thematic analysis and the translation into the Portuguese language of the poetic sequence known as “Voyages,” included in Crane’s first book and generally considered one of his main works. Some of Crane’s poems are here studied according to his own aesthetic perspectives as well as the evaluations of varied perspectives, such as those of Allen Tate, Yvor Winters, R. W. B. Lewis, Margareth Uroff, Thomas Yingling and Lee Edelman, among others. An understanding of Crane’s work and the presentation in Portuguese language of one of his most celebrated lyrical works are aimed at in order to familiarize the Brazilian reader and student with the works and the ideas of an English language poet whose importance has been attested throughout the years.
Tipo Dissertação
URI http://hdl.handle.net/10183/76225
Arquivos Descrição Formato
000885622.pdf (1.188Mb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

Este item está licenciado na Creative Commons License

Este item aparece na(s) seguinte(s) coleção(ões)


Mostrar registro completo

Percorrer



  • O autor é titular dos direitos autorais dos documentos disponíveis neste repositório e é vedada, nos termos da lei, a comercialização de qualquer espécie sem sua autorização prévia.
    Projeto gráfico elaborado pelo Caixola - Clube de Criação Fabico/UFRGS Powered by DSpace software, Version 1.8.1.