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Captura incidental de megafauna na pesca artesanal no Litoral Norte do Rio Grande do Sul

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Captura incidental de megafauna na pesca artesanal no Litoral Norte do Rio Grande do Sul

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Título Captura incidental de megafauna na pesca artesanal no Litoral Norte do Rio Grande do Sul
Autor Nunes, Luciana Fortuna
Orientador Silvano, Renato Azevedo Matias
Co-orientador Trigo, Cariane Campos
Data 2012
Nível Graduação
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Biociências. Curso de Ciências Biológicas: Ênfase em Biologia Marinha e Costeira: Bacharelado.
Assunto Etnoecologia
Pesca : Captura incidental
Pesca artesanal
Rio Grande do Sul, Litoral norte
[es] Conservación
[es] Etnobiología
[es] Ordenación de la pesca
Resumo No Brasil a pesca é uma atividade rentável muito significativa. O Rio Grande do Sul se destaca por ser uma das regiões de maior potencial pesqueiro do território nacional. Assim, estudos que acompanhem os impactos ambientais deste setor tornam-se necessários. Existem diversas pesquisas que relatam uma grande mortalidade de espécies não alvo na pesca. O litoral do RS é considerado uma área de grande importância biológica para muitos grupos da fauna marinha. Contudo, existem poucas análises sobre a captura incidental, tanto na pesca industrial, quanto artesanal para o Estado. O objetivo deste trabalho foi verificar a existência de captura incidental na pesca com rede de cabo e se esta representa algum perigo para as espécies. O presente estudo foi realizado nos municípios de Cidreira, Tramandaí e Imbé, localizados no litoral norte do RS, através de entrevistas realizadas com pescadores artesanais que exercem a atividade com rede de cabo. Foram efetuadas entrevistas estruturadas através de um questionário dividido em 4 blocos de perguntas: (1) informações sócio-econômicas; (2) características da pesca; (3) espécies-alvo e esforço (número de horas e número de vezes de colocação da rede por dia); (4) captura incidental. As perguntas abertas foram agrupadas para facilitar a realização das análises. Os possíveis animais que interagem com a pesca foram identificados ao máximo nível específico com o auxílio de imagens fotográficas. Para a análise estatística dos dados foi utilizado o programa BioEstat® versão 5.0 e os testes Shapiro-Wilk e Spearman. Foram entrevistados 15 pescadores e a partir dos resultados obtidos verificou-se que muitos dos entrevistados não praticam a arte de pesca sempre da mesma forma, variando o tipo de equipamento, a espécie-alvo, a periodicidade de revisão das redes e o local de pesca. Foram relatadas capturas incidentais da tartaruga-verde, Chelonia mydas, da toninha, Pontoporia blainvillei, do pinguim-de-magalhães, Spheniscus magellanicus, do biguá, Phalacrocorax brasilianus e do lobo-marinho, identificado apenas como Arctocephalus sp. A captura do boto, Tursiops truncatus, e das demais espécies de tartarugas não foi relatada. De um total de 645 capturas citadas, 31% corresponderam a tartarugas marinhas, 0,46% a toninhas, 0,46% ao lobo-marinho, 57% a pinguins e 11% a outras aves, sendo que nessa última categoria, a única espécie citada foi o biguá. O número de capturas registrado corresponde ao total de todo o período de atividade dos pescadores e por isso, a representatividade das capturas por acidente não foi significativa, indicando não existir um maior risco às espécies envolvidas. Entretanto, a ampliação do acompanhamento dessa atividade deve ser realizada para que esta interação das espécies com a arte de pesca seja mais bem elucidada. A participação nas despescas e a análise sazonal das capturas incidentais, bem como, a obtenção de outros dados como, por exemplo, a influência da malha e do tipo de rede nestas capturas poderá auxiliar na determinação da relação entre a captura da espécie-alvo e as capturas incidentais. A pesca artesanal com rede de cabo é representativa na renda das famílias, visto que a maioria dos pescadores não tem outra profissão para seu sustento. Assim, esta atividade deve ser respeitada como uma tradição local essencial para subsistência, tornando-se importante a criação de uma legislação específica para sua regulamentação.
Resumen En Brasil, la pesca es una actividad rentable muy significativa. El Rio Grande do Sul, se destaca como una región de gran potencial pesquero del país. Así, los estudios que monitorean los impactos ambientales de este sector son necesarios. Hay varios estudios que reportan una alta mortalidad de especies en la pesca. El litoral del RS es un área de gran importancia biológica para muchos grupos de la fauna marina. Sin embargo, hay pocos análisis de la captura incidental en las pesquerías industrial y artesanal para el estado. El objetivo de este estudio fue verificar la existencia de la captura incidental en la pesca con red de cable y representa un peligro para la especie. Este estudio se llevó a cabo en las ciudades de Cidreira, Tramandaí e Imbé, costa norte del RS, a través de entrevistas con los pescadores de la pesquería con red de cable. Se realizaron entrevistas estructuradas a través de un cuestionario dividido en cuatro bloques de preguntas: (1) informaciones socio-económicas; (2) características de la pesca; (3) especies blanco y el esfuerzo (número de horas y el número de veces para colocar la red por día); (4) la captura incidental. Las preguntas abiertas fueron agrupadas para facilitar el análisis. Posibles animales que interactúan con la pesquería fueron identificados al máximo nivel específico con la ayuda de imágenes. Para el análisis estadístico se utilizó BioEstat ® versión 5.0 y las pruebas de Shapiro-Wilk y de Spearman. Entrevistamos a 15 pescadores y de los resultados obtenidos se encontró que muchos de los encuestados no practican el arte de la pesca siempre de la misma manera, hay variación del tipo de equipo, especies blanco, la periodicidad de la revisión de las redes y el sitio de la pesca. Fueron registradas capturas accidentales de tortugas verdes, Chelonia mydas, de la marsopa, Pontoporia blainvillei, del pingüino de Magallanes, Spheniscus magellanicus, del biguá, Phalacrocorax brasilianus y del lobo marino, identificado sólo como Arctocephalus sp. La captura de delfines, Tursiops truncatus, y otras especies de tortugas no fue registrada. De un total de 645 capturas, 31% correspondió a las tortugas marinas, 0,46% a las marsopas y al lobo marino, 57% a los pingüinos y 11% a otras aves, y en esta última categoría, sólo la especie citada fue el biguá. Sin embargo, este número es el total de las capturas durante todo el período de la actividad pesquera. Por lo tanto, la representatividad de la captura por accidente no fue significativa, indicando que no hay un mayor riesgo para las especies involucradas. Sin embargo, la expansión del acompañamiento de esta actividad debe ser realizada para que se entienda mejor la interacción de las especies con la pesquería. La participación en las despescas y los análisis estacionales de la captura, así como, la obtención de otros datos como, por ejemplo, la influencia de la red y del tipo de malla podrán ayudar a determinar la relación entre la captura de las especies blanco y las capturas accidentales. La pesquería artesanal de la red de cable es representativa en el ingreso de las familias, ya que la mayoría de los pescadores no tienen otra profesión para ganarse la vida. Por lo tanto, esta actividad debe ser respetada como una tradición local esencial para la supervivencia, por lo que es importante crear una legislación específica para su regulación.
Tipo Trabalho de conclusão de graduação
URI http://hdl.handle.net/10183/76611
Arquivos Descrição Formato
000870355.pdf (1.190Mb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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