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Hipoperfusão oculta em pacientes em pós-operatório de cirurgia de grande porte

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Hipoperfusão oculta em pacientes em pós-operatório de cirurgia de grande porte

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Título Hipoperfusão oculta em pacientes em pós-operatório de cirurgia de grande porte
Autor Meregalli, André Felipe
Orientador Friedman, Gilberto
Data 2005
Nível Mestrado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Medicina. Programa de Pós-Graduação em Medicina: Ciências Médicas.
Assunto Choque
Cuidados pós-operatórios
Fluxo sanguíneo regional
Oxigenação
Perfusão
Resumo Contexto: Nosso objetivo foi examinar se níveis seriados sangüíneos de lactato poderiam ser utilizados como preditores de desfecho. Métodos: Estudamos prospectivamente 44 pacientes cirúrgicos de alto risco, estáveis hemodinamicamente. Valores sangüíneos de lactato, pressão arterial média, freqüência cardíaca e débito urinário foram obtidos na admissão dos pacientes, 12, 24 e 48 horas após. Resultados: Os não-sobreviventes (n=7) tiveram níveis de lactato similares (3,1+2,3 mmol/l contra 2,2 +1,0 mmol/l, P= não significativo [NS]), mas tiveram níveis mais elevados após 12 horas (2,9 +1,7 mmol/l contra 1,6 + 0,9 mmol/l, P= 0,0012); após 24 horas (2,1 + 0,6 mmol/l contra 1,5 + 0,7 mmol/l, P= NS) e após 48 horas (2,7 + 1,8 mmol/l contra 1,9 + 1,4 mmol/l, P=NS) quando comparado com sobreviventes. A concentração arterial de bicarbonato aumentou significativamente nos sobreviventes e foi mais elevada do que nos não-sobreviventes após 24 horas (22,9 + 5,2 mEq/l contra 16,7 + 3,9 mEq/l, P=0,01) e após 48 horas (23,1+4,1 mEq/l contra 17,6±7,1 mEq/l, P= NS). A relação PaO2/FiO2 foi mais elevada inicialmente nos não-sobreviventes (334+121 mmHg contra 241+133 mmHg, P=0,03) e permaneceu elevada por 48 horas. Não houve diferenças significativas para pressão arterial média, freqüência cardíaca e oxigenação do sangue arterial entre sobreviventes e não-sobreviventes. As internações em UTI (40+42 horas contra 142+143 horas, P< 0,001) e hospitalar (12+11dias contra 24+17 dias, P=0,022) foram mais prolongadas para os não-sobreviventes do que para os sobreviventes. O Escore Fisiológico Agudo Simplificado II (Simplified Acute Physiology Score(SAPS) II) foi mais elevado entre os não-sobreviventes do que entre os sobreviventes (34+9 contra 25+14, P= NS). O débito urinário foi pouco menor entre os não-sobreviventes (P=NS). As áreas sob as curvas receiver operator characteristics foram maiores para o SAPS II e o lactato para predizer morte. Conclusão: Níveis elevados de lactato estão associados a uma maior taxa de mortalidade e de complicações pós-operatórias em pacientes cirúrgicos de alto risco, estáveis hemodinamicamente.
Tipo Dissertação
URI http://hdl.handle.net/10183/7803
Arquivos Descrição Formato
000557221.pdf (194.0Kb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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