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A implementação das práticas de indução do trabalho de parto em um hospital universitário

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A implementação das práticas de indução do trabalho de parto em um hospital universitário

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Título A implementação das práticas de indução do trabalho de parto em um hospital universitário
Autor Peixoto, Klediane D'Ávila
Orientador Gouveia, Helga Geremias
Data 2013
Nível Graduação
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escola de Enfermagem. Curso de Enfermagem.
Assunto Misoprostol
Ocitocina
Trabalho de parto
Resumo Introdução: As práticas de indução do Trabalho de Parto (TP) são aceitáveis e recomendáveis quando há indicação para tal. Entre as diversas práticas implementadas no TP, podemos destacar as induções com ocitocina e com misoprostol. Ocitocina é, mundialmente, o fármaco mais utilizado para indução do TP. Já misoprostol, usualmente empregado para pré-indução ou maturação cervical, tem seu uso expandido para a indução do TP após resultados de ensaios clínicos. Objetivo: Identificar as práticas de indução do TP implementadas em um Hospital Universitário de Porto Alegre - RS. Métodos: Estudo quantitativo transversal realizado no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). Critérios de inclusão: internação na sala de pré-parto, indução do TP com misoprostol e ocitocina, parto no centro obstétrico, recém-nascido em idade gestacional > 37 semanas; e critérios de exclusão: gestação múltipla, cesárea eletiva, mal formação fetal e óbito fetal. Entrevistou-se 385 puérperas, a partir de 12h de pós-parto, utilizando-se questionário semi-estruturado, no período de agosto a novembro de 2012. As variáveis estudadas foram idade, escolaridade, situação conjugal, paridade, classificação de risco gestacional, consultas de pré-natal, indicações de indução, práticas de indução, informação e motivos quanto às práticas de indução e tipos de parto após indução. Realizou-se análise descritiva. Todas as participantes assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Este estudo é uma subanálise da pesquisa “Práticas de atendimento implementadas durante o processo de parturição”, aprovado pela Comissão de Pesquisa da Escola de Enfermagem da UFRGS e pelo Comitê de Ética em Pesquisa do HCPA. Resultados: A maioria amostral tinha idade entre 15 e 35 anos (85,2%), pelo menos cinco anos de escolaridade (95,1%), companheiro (90,1%), era nulípara (56,8%), foi gestante de risco habitual (72,8%) e realizou no mínimo seis consultas de pré-natal (86,4%). Entre as indicações de indução, a IG > 40 semanas foi a mais frequente (49,4%). Em relação às práticas de indução, verificou-se que a ocitocina de forma isolada foi o fármaco mais utilizado, numa prevalência de 65,4%. Acerca da informação, 77,1% das mulheres foram informadas quanto às práticas de indução. E sobre os motivos, a resposta de maior frequência para aquelas mulheres induzidas com misoprostol foi induzir o TP (85,7% - uso isolado e associado) e para aquelas induzidas com ocitocina foi aumentar a contração (82,3% - uso isolado e 76,5% - associação). Os tipos de parto após indução mostraram que naquelas mulheres induzidas somente com ocitocina ocorreu o maior quantitativo de partos vaginais (81,1%). Conclusão: É imprescindível, para a implementação das práticas de indução, a realização de uma avaliação criteriosa do estado clínico da gestante e do feto e o estabelecimento da indicação, do método e dos potenciais riscos, apoiando-se nas evidências científicas e de acordo com o grau de recomendação de cada prática, evitando-se intervenções desnecessárias e possibilitando assim uma agradável experiência de TP.
Tipo Trabalho de conclusão de graduação
URI http://hdl.handle.net/10183/78446
Arquivos Descrição Formato
000899283.pdf (714.3Kb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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