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A enunciação no contexto de ensino de língua estrangeira e a subjetividade na produção escrita em língua materna e em língua estrangeira

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A enunciação no contexto de ensino de língua estrangeira e a subjetividade na produção escrita em língua materna e em língua estrangeira

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Título A enunciação no contexto de ensino de língua estrangeira e a subjetividade na produção escrita em língua materna e em língua estrangeira
Autor Santos, Maísa Lopes dos
Orientador Silva, Carmem Luci da Costa
Data 2013
Nível Graduação
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Letras. Curso de Letras: Português e Espanhol: Licenciatura.
Assunto Ensino-aprendizagem
Ensino de língua estrangeira (espanhol)
Enunciação
Escrita
Língua espanhola
[es] Enseñanza-aprendizaje
[es] Enunciación
[es] Español
[es] Lengua extranjera
[es] Subjetividad
Resumo O presente trabalho tem como objetivo analisar como um aluno que vivencia o processo de ensino-aprendizagem de língua espanhola fundamenta sua subjetividade ao escrever na língua materna e na língua estrangeira. Temos como base a visão enunciativa proposta por Émile Benveniste (2005; 2006) para estudar as marcas deixadas pelo locutor-aluno ao escrever seus discursos para constituir a relação com o seu alocutário. Nesse sentido, aborda-se a subjetividade como constituída e constitutiva da (inter)subjetividade, ambas instanciadas no discurso, resultado da apropriação da língua pelo locutor, que busca se marcar como eu para se relacionar com um tu para tratar d´ele (referência). Para tanto, a questão que este estudo procura responder é a seguinte: se o fundamento da subjetividade está no exercício da língua (BENVENISTE, 2005, p. 287), como o locutor-aluno fundamenta sua subjetividade na conversão do português (sua língua materna) e do espanhol (a língua estrangeira de que está se apropriando) em suas produções escritas? Busca-se a resposta para essa questão por meio da escrita de quatro capítulos. No primeiro, realiza-se um breve percurso sobre a história do ensino de língua estrangeira no Brasil, dando ênfase para o ensino do espanhol como língua estrangeira. No segundo, apresenta-se a concepção enunciativa de linguagem de Émile Benveniste, tratada nos textos Da Subjetividade da Linguagem, O Aparelho Formal da Enunciação e Estrutura da Língua e Estrutura da Sociedade, fundamentais para a formulação dos conceitos-chave deste trabalho. Para tratar da enunciação escrita, o estudo traz a perspectiva de Endruweit (2006; 2010) que aborda produções textuais no contexto de sala de aula. O terceiro capítulo trata da metodologia adotada para analisar os textos dos alunos a partir de uma concepção enunciativa. Nele é explicado onde e como os textos foram coletados, escolhidos e como são analisados. O corpus analisado neste trabalho advém de relatos pessoais produzidos por alunos do curso EJA integrado ao curso técnico em Administração durante as aulas da disciplina de espanhol de uma escola pública federal. Com esse material, busca-se, no quarto capítulo, mostrar as pistas deixadas pelos sujeitos ao escrever, que inscrevem a sua singularidade e subjetividade no uso da língua, seja materna, seja estrangeira.
Resumen El presente trabajo tiene como objetivo hacer un análisis de como un alumno que vivencia el proceso de enseñanza-aprendizaje de lengua española basa su subjetividad al escribir en la lengua materna y en la lengua extranjera. Tenemos como base la concepción enunciativa propuesta por Émile Benveniste (2005; 2006) para estudiar las marcas dejadas por el locutoralumno al escribir sus discursos, con el objetivo de constituir la relación con el alocutário. En ese sentido, se aborda la subjetividad como constituida y constitutiva de la (inter)subjetividad, ambas instanciadas en el discurso, resultado de la apropiación de la lengua por el locutor, que busca marcarse como un yo para relacionarse con un tú y tratar de él (referencia). Para eso, la cuestión que este estudio procura responder es la siguiente: si el fundamento de la subjetividad está en el ejercicio de la lengua (BENVENISTE, 2005, p. 287), ¿cómo el locutor-alumno fundamenta su subjetividad al cambiar el portugués (su lengua materna) y el español (la lengua extranjera que está se apropiando) en producciones escritas? Se busca la respuesta por medio de la escrita de cuatro capítulos. En el primero, se realiza una breve jornada sobre la historia de la enseñanza de lenguas extranjeras en Brasil, dando énfasis para la enseñanza del español como lengua extranjera. En el segundo, se presenta la concepción enunciativa del lenguaje de Émile Benveniste, así como sus textos Da Subjetividade da Linguagem, O Aparelho Formal da Enunciação e Estrutura da Língua e Estrutura da Sociedade, básicos para la formulación de los conceptos-llave de este trabajo. A fines de tratar de la enunciación escrita, el estudio trae la perspectiva de Endruweit (2006; 2010), que aborda producciones textuales en el contexto de clases. El tercero capítulo dispone de la metodología adoptada para analizar los textos de los alumnos desde una concepción enunciativa. En ello se explica los sitios de colecta de los textos y como ellos fueron elegidos y analizados. El corpus estudiado en este trabajo viene de relatos personales producidos por alumnos del curso EJA (educación de jóvenes y adultos) integrado al curso técnico en Administración durante las clases de la asignatura de español de una escuela pública federal. Con ese material, en el cuarto capítulo se busca mostrar los rastros dejados por los sujetos al escribir, que inscriben su singularidad y subjetividad en el uso de la lengua, sea materna o extranjera.
Tipo Trabalho de conclusão de graduação
URI http://hdl.handle.net/10183/79043
Arquivos Descrição Formato
000900714.pdf (2.611Mb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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