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S100B como marcador de lesão neural : estudos em pacientes com Síndrome de Down, com defeitos do tubo neural e de secreção pelo tecido adiposo

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S100B como marcador de lesão neural : estudos em pacientes com Síndrome de Down, com defeitos do tubo neural e de secreção pelo tecido adiposo

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Título S100B como marcador de lesão neural : estudos em pacientes com Síndrome de Down, com defeitos do tubo neural e de secreção pelo tecido adiposo
Autor Netto, Cristina Brinckmann Oliveira
Orientador Giugliani, Roberto
Co-orientador Goncalves, Carlos Alberto Saraiva
Data 2004
Nível Doutorado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Ciências Básicas da Saúde. Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas: Bioquímica.
Assunto Bioquímica
Resumo As proteínas S100 são uma família de proteínas ligantes de Ca2+ com ampla distribuição ao longo dos tecidos de vertebrados. O gene da proteína S100B está localizado no cromossomo 21, e ela é expressa principalmente em astrócitos, estando envolvida em uma série de patologias, tanto do sistema nervoso central como em tecidos periféricos. Nesta tese estudamos o papel da proteína S100B na síndrome de Down, patologia genética que se origina da trissomia do cromossomo 21, bem como seu potencial como marcador de dano do sistema nervoso, em pacientes com defeito do tubo neural. Adicionalmente, procuramos demonstrar a presença de fontes extracerebrais de S100B. Observamos um aumento da proteína S100B em líquido amniótico de gestações com fetos com síndrome de Down (1,24 μg/L; controles 0,69 μg/L), e mostramos que este aumento está associado com a idade gestacional. Também relatamos um aumento da atividade da enzima superóxido dismutase (SOD) nas gestações de fetos com síndrome de Down (16,16 U/mg/prot; controles 10,78 U/mg/prot) ; este efeito não foi correlacionado com a idade gestacional. Sugerimos que a S100B e a SOD podem ser utilizadas como parâmetros adicionais na triagem pré-natal para síndrome de Down. Em relação aos níveis da S100B em soro de pacientes com síndrome de Down (1,35 μg/L), confirmamos um aumento desta proteína em relação aos indivíduos controle (0,38 μg/L). Este efeito, entretanto não é dependente da idade, como nos indivíduos normais. Determinamos, pela primeira vez, o perfil ontogenético desta proteína no soro destes pacientes. Este achado pode ser associado com as lesões neurodegenerativas presentes nos pacientes com síndrome de Down. O estudo da S100B como marcador de dano em pacientes com defeito do tubo neural (DTN; 0,860 μg/L) não revelou diferenças em relação aos indivíduos normais (0,580 μg/L). Ainda, pacientes com DTN não apresentaram variação dos níveis da proteína dependente da idade, como acontece nos indivíduos controle. Por fim, estudamos o tecido adiposo como provável fonte extracerebral de S100B, correlacionando os níveis séricos com aqueles encontrados em LCR de ratos submetidos a jejum, e sugerimos que a S100B tenha um papel no transporte de ácidos graxos.
Tipo Tese
URI http://hdl.handle.net/10183/85362
Arquivos Descrição Formato
000464258.pdf (751.6Kb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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