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Das árvores às panelas no fogo : como nos tornamos humanos

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Das árvores às panelas no fogo : como nos tornamos humanos

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Título Das árvores às panelas no fogo : como nos tornamos humanos
Autor Diefenthaeler, Inés Beatriz Firpo
Orientador Luft, Vivian Cristine
Data 2013
Nível Graduação
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Medicina. Curso de Nutrição.
Assunto Alimentos
Cultura
Evolucao biologica
Hominidae
[en] Bipedalism
[en] Commensalism
[en] Comparative biology
[en] Domain of fire
[en] Encephalization
[en] Food and culture
[en] Hominids
[en] Human evolution
Resumo A forma de se alimentar do ser humano permitiu, dentre outros aspectos, a sobrevivência da espécie nas diversas regiões do planeta. Sob o ponto de vista evolutivo, na literatura ainda são esparsas as informações da influência da dieta no processo que nos tornou humanos, nos diferenciando dos demais primatas. Nesse sentido, o presente estudo tem por objetivo entender e reconhecer o papel da evolução da dieta no processo de hominização, com o intuito de identificar o ponto de viragem que os tornou humanos, recortada a partir da literatura brasileira e internacional sobre o assunto. A busca foi realizada nas bases de dados do PubMed, ScienceDirect, SciELO, Google Acadêmico, em revistas especializadas e livros, publicados em inglês, espanhol ou português. Verifica-se uma linha em comum entre hipóteses descritas: basicamente, somos o resultado da seleção natural, atuando para maximizar a qualidade dietética e a eficiência na obtenção de alimentos. Mudanças na oferta de alimentos parecem ter influenciado fortemente nossos ancestrais hominídeos. O principal elemento que diferencia o ser humano dos demais animais em relação à alimentação consiste no fato que somente o homem é capaz de controlar e usar o fogo para cozinhar. Ainda não se sabe qual o momento exato da virada, faltam evidências fósseis. Sabe-se, no entanto, que a fogueira não apenas transformou o alimento, deixando-o mais calórico e nutritivo, mas também nos tornou mais sociáveis, aprendendo a compartilhar e a nos comunicar. Não é possível designar a um único mecanismo evolutivo, dentre as características tipicamente humanas (bipedalismo, cérebro volumoso, tamanho dos dentes, cocção dos alimentos), a responsabilidade exclusiva da hominização. Tudo indica que esses processos atuaram em conjunto e, paulatinamente, foram nos afastando do nosso antecessor. Durante a evolução humana, a melhoria da qualidade da dieta (caracterizada por uma maior flexibilidade e variedade de nutrientes, oportunizada com a cocção dos alimentos), o trabalho de criação com a ajuda de aloparentes, os processos cognitivos, a socialização, a redução dos custos de locomoção, todos operaram simultaneamente, permitindo o crescimento extraordinário do cérebro e a origem da linguagem articulada, marca registrada da nossa linhagem. A quantidade extra de combustível exigida pelo cérebro (tecido custoso) foi originada de diversas fontes, como a ingestão de carnes e peixes, o melhor aproveitamento dos alimentos pelo cozimento, o andar ereto, dentre outras características adaptativas. Muitas perguntas ainda continuam à espera de respostas. A Biologia e a Antropologia caminham juntas no esforço de preencher as lacunas que permanecem na história da hominização e sua relação com a Nutrição. No entanto, os dados levantados apontam a mudança na alimentação como uma das grandes protagonistas da história, uma força propulsora que possibilitou a encefalização, o nascimento da cultura, a socialização.
Abstract The dietary shift allowed early human beings, among other things, to survive in different regions of the planet. From an evolutionary point of view, the literature still has sparse information of the influence of diet on the process that made us human beings, differentiating us from other primates. Hence, this study aims to understand and to recognize the role of diet evolution in the hominization process, in order to identify the turning point that made us human beings, reviewing national and international literature on this subject. The search was performed using online libraries such as PubMed, ScienceDirect, SciELO, Google Scholar, in addition to specialized magazines and books, published in English, Spanish or Portuguese. There is a common thread among the hypothesis described: basically, we are the result of natural selection acting to maximize dietary quality and efficiency in foraging food. Changes in food supply appear to have strongly influenced our hominid ancestors. The main element that distinguishes humans from other animals is the fact that only the former is able to control and use fire for cooking. It is unclear when the turning point happened, fossil evidence is still lacking. It is known, however, that the fire not only increases food efficiency making it more caloric and nutritious, but also made us more sociable, learning to share and communicate. It is impossible to assign to a single evolutionary process, among the typically human characteristics (bipedalism, large brains, teeth size, cooking), the sole responsibility of hominization. These processes acted together, and gradually moved us away from our predecessor. During human evolution, improved diet quality (characterized by greater flexibility and variety of nutrients, nurtured by cooking fire), alloparental provisioning of young, cognitive processes, socialization, reducing costs of locomotion, all operated simultaneously, allowing the extraordinary growth of the brain and the origin of articulate language, a trademark of our lineage. The extra amount of fuel required by the brain (expensive tissue) originated from various sources, such as the intake of meat and fish, the best utilization of food by cooking, walking upright, among other adaptive traits. Many questions are still waiting for answers. Biology and Anthropology walk together in an effort to fill the gaps that still remain in the timeline of human evolution and its relationship with Nutrition. However, the data collected indicates dietary shift as one of the great protagonists of the story, a driving force that enabled encephalization, the birth of culture, and socialization.
Tipo Trabalho de conclusão de graduação
URI http://hdl.handle.net/10183/87206
Arquivos Descrição Formato
000910474.pdf (1.539Mb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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