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Narrativas da escuta : imagens de uma estética do sensível para a cuidado em saúde

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Narrativas da escuta : imagens de uma estética do sensível para a cuidado em saúde

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Título Narrativas da escuta : imagens de uma estética do sensível para a cuidado em saúde
Autor Porciuncula, Lizia Pacheco
Orientador Tittoni, Jaqueline
Data 2013
Nível Mestrado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Psicologia. Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social e Institucional.
Assunto Escuta
Estética
Fotografia
Intervenção
Saúde da família
Sistema Único de Saúde
[en] Health care
[en] Intervention research
[en] Narratives of listening
[en] Photography intervention
[en] Public-private
Resumo O presente estudo compreende uma pesquisa-intervenção realizada junto com trabalhadores de uma equipe de estratégia de saúde da família, no âmbito da atenção básica, na região sul de Porto Alegre/RS. O campo de pesquisa se inscreve no Sistema Único de Saúde (SUS), circunscrito pelas relações entre os setores público e privado. Iniciamos o campo de pesquisa com a pergunta sobre como a escuta poderia se colocar como uma experiência ético-estética e finalizamos experienciando junto com os trabalhadores as narrativas possíveis de uma escuta, que se dá no plano do coletivo e do comum. De objeto a escuta se fez método. São importantes operadores conceituais deste estudo: a ética do cuidado de si, narrativas da escuta e a estética do sensível. A ética do cuidado de si é problematizada na perspectiva ético-estética foucaultiana. O termo “narrativas da escuta” foi cunhado como efeito da própria experiência da pesquisa e serve para dar a ver a transformação do problema de pesquisa ao longo do processo. Da mesma forma, a estética do sensível se oferece como um desenho conceitual, ainda em construção, proveniente da experiência da pesquisa com imagens, na perspectiva da intervenção fotográfica. Esta é uma pesquisa de visibilidades, pois o escutar tem a ver com o enunciar. Parece que o perguntar foi a condição de possibilidade para um exercício ético num campo de escolhas possíveis sobre os modos de trabalhar e de se relacionar com o outro. O lugar da pergunta pode ser deslocado e recolocado como potência na medida em que acessa ao outro, mas também a si próprio, enquanto objeto de si e de transformação. A potência da escuta diz da relação com o outro e consigo mesmo que fomenta muito mais a produção de si pela alteridade, sendo que o exercício de estranhamento se faz necessário ao cuidado em saúde. Consideramos que o tornar público diz da capacidade do compartilhamento da experiência, da garantia da heterogeneidade e da possibilidade de diferir.
Abstract This study is an intervention research conducted with employees of a team of family health strategy within primary care, in the southern region of Porto Alegre/RS. The research field falls within the Unified Health System (SUS), circumscribed by the relationships between the public and private sectors. We began the research field with the question of how listening could stand as an ethical-aesthetic experience and finished experiencing with the workers the possible narratives of listening, which occurs at the level of the collective and common. From object, the listening became method. Are important conceptual operators of this study: the ethics of self-care, narratives of the listening and aesthetics of the sensitive. The ethics of self-care is problematized in ethical-aesthetic Foucault perspective. The term "narratives of listening" was coined as an effect of the research experience itself and serves to show the processing of the search problem throughout the process. Likewise, the aesthetics of the sensitive offers itself as a conceptual design, still under construction, from the research experience with images, from the perspective of photographic intervention. This is a research of visibilities because the hearing has to do with the spelling. It seems that the questioning was the condition of possibility for an ethical exercise in a field of possible choices about the ways of working and relating with others. The questioning can be moved and relocated as a power as long as accesses another, but also to himself, as an object of itself and of transformation. The power of listening tells of relationship with others and with himself that encourages much more the production of himself by otherness, where the exercise of strangeness is necessary to health care. We consider that the becoming public is about the ability of sharing the experience, ensuring the heterogeneity and the possibility of deferring.
Tipo Dissertação
URI http://hdl.handle.net/10183/87574
Arquivos Descrição Formato
000908833.pdf (5.934Mb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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