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Relação entre dor lombar, comprimento muscular e alterações posturais em corredores de rua com diferents tempos de prática

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Relação entre dor lombar, comprimento muscular e alterações posturais em corredores de rua com diferents tempos de prática

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Título Relação entre dor lombar, comprimento muscular e alterações posturais em corredores de rua com diferents tempos de prática
Autor Selau, Bruna Lima
Orientador Candotti, Cláudia Tarragô
Data 2013
Nível Graduação
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escola de Educação Física. Curso de Educação Física: Bacharelado.
Assunto Corrida de rua
Lombalgia
Postura corporal
[en] Low back pain
[en] Posture
[en] Running
[en] Shortening
Resumo A busca por um estilo de vida saudável tem contribuído para a popularidade da corrida de rua, de modo que a quantidade de praticantes vem crescendo significativamente nos últimos anos. Embora essa prática contribua para a saúde em geral, especialmente aos sistemas cardiovascular e respiratório, pode ocasionar lesões no sistema musculoesquelético de diversas etiologias, que vão desde traumas a adaptações corporais que acarretam desequilíbrios musculares comuns nos problemas posturais e na dor lombar. Por exemplo, alguns estudos tem demonstrado que existe uma relação entre o comprimento muscular da cadeia posterior e/ou a amplitude de movimento do quadril com a dor lombar. Entretanto, não há um consenso na literatura quanto a essa relação e, além disso, há poucos estudos associando esses fatores com alterações posturais da coluna vertebral relacionados com corredores. Portanto, o objetivo deste estudo foi verificar a relação existente entre o tempo de prática de corrida de rua com a dor lombar, o encurtamento muscular (de músculos extensores do quadril e da cadeia posterior) e a postura da coluna lombar, bem como identificar se o tempo de prática de corrida de rua influencia a postura da coluna lombar, o comprimento muscular de músculos extensores do quadril e da cadeia posterior. Foram avaliados 30 sujeitos, divididos em três grupos: Grupo 1 (iniciantes), composto por corredores com tempo de prática inferior a 4 anos; Grupo 2 (intermediários), composto por corredores com tempo de prática entre 5 e 9 anos; Grupo 3 (avançados), composto por corredores com tempo de prática superior há 10 anos. Os procedimentos de avaliação foram: (1) questionário de dor para verificar a existência ou não de dor lombar; (2) teste de comprimento da cadeia posterior, mensurando a distância dos dedos da mão ao solo; (3) teste de ADM de quadril, utilizando um flexímetro, para avaliar o comprimento muscular de isquiotibiais, e (4) mensuração do ângulo da lordose lombar utilizando o flexicurva. Os dados foram analisados por estatística inferencial, utilizando múltiplas ANOVAs simples e o teste de correlação de Spearman (<0,05). Os resultados demonstraram que não existe diferença entre os três grupos de corredores para as variáveis ADM de quadril, cm até o chão e ângulo da lordose lombar, indicando que o tempo de prática não influenciou estas variáveis. Quando realizadas as correlações entre “encurtamento de isquiotibial e ângulo de lordose lombar”; “encurtamento de isquiotibial e queixa de dor lombar”; “ângulo de lordose lombar e encurtamento de cadeia posterior”; “ângulo de lordose lombar e queixa de dor”; “queixa de dor lombar e encurtamento de isquiotibial”; “queixa de dor e encurtamento de cadeia posterior” e “encurtamento de cadeia posterior e encurtamento de isquiotibial”, não foram encontrados resultados significativos em nenhum dos testes. Conclui-se, a partir desses resultados, que a prática da corrida orientada, amadora/recreacional, em longo prazo não parece influenciar nos encurtamentos musculares, tanto da cadeia posterior, quanto dos isquiotibiais, bem como na postura da coluna lombar. Além disso, a falta de correlação entre as diversas variáveis, apontam para o fato de que, tanto os encurtamentos musculares, quanto a postura da coluna lombar não podem ser tratados como causadores da dor lombar dos corredores.
Abstract People looking for a healthy lifestyle have increased significantly the number of runners causing the popularity of running. Although this practice contributes to overall health, especially the cardiovascular and respiratory systems, it can cause injures in the musculoskeletal system by many etiologies, ranging from trauma to body adaptations, that lead to muscle imbalances, common postural problems and back pain. For example, some studies have shown that a relationship exists between the length of the posterior muscles (hamstrings and lumbar spine) and range of motion of the hip and lower back pain. However, there is no consensus in the literature regarding this relationship and, in addition, there are few studies associating these factors with postural changes of the spine related to runners. Therefore, the aim of this study was to investigate the relationship between runners with different time of running and low back pain, and the muscle length (extensor muscles of the hip and posterior muscles) and the posture of the lumbar spine, moreover identifying if the different time or running practice influences the posture of the lumbar spine, muscle length of the hip extensor muscles and posterior muscles. Thirty subjects were evaluated and divided into three groups: Group 1 (beginners), composed of runners with practice time less than two years, Group 2 (intermediate), composed of runners with practice time between 3 and 6 years, Group 3 (advanced), composed of runners with practice time more than 7 years ago. Assessment procedures were: (1) pain questionnaire to verify existence of low back pain, (2) test the distance of the finger to the ground, (3) ROM test using a fleximeter to evaluate the hamstring muscle length, and (4) measuring the angle of lumbar lordosis by using flexicurve. Data were analyzed by inferential statistics, using multiple ANOVAs and simple correlation test of Spearman ( < .05). The results showed no difference between the three groups of runners for hip ROM variables, distance of the finger to the floor and lumbar lordosis angle, indicating that the practice time did not influence these variables. When performed correlations between, “muscle length of hamstring and lumbar lordosis angle"; "muscle length of hamstring and lower back pain complaints", "lumbar lordosis angle and muscle length of the posterior muscles"; "angle of lumbar lordosis and complaint of pain"; "complaining of back pain and hamstring length", "complaint of pain and length of the posterior muscles" and "length of posterior muscle and shortening hamstring" no significant results were found in any of these tests. We conclude from these results that the practice of exercise: oriented, amateur, recreational, in the long term does not seem to influence the muscle length of the posterior muscle and the hamstrings, as well as the posture of the lumbar spine. Furthermore, the lack of correlation between the variables points to the fact that both muscle length, as the posture of the lumbar spine cannot be treated as the cause of low back pain in runners.
Tipo Trabalho de conclusão de graduação
URI http://hdl.handle.net/10183/87752
Arquivos Descrição Formato
000911879.pdf (410.2Kb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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