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As condições de saúde bucal e sua relação com as intercorrências estomatológicas durante o tratamento oncológico-pediátrico

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As condições de saúde bucal e sua relação com as intercorrências estomatológicas durante o tratamento oncológico-pediátrico

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Título As condições de saúde bucal e sua relação com as intercorrências estomatológicas durante o tratamento oncológico-pediátrico
Autor Sasada, Isabel Nemoto Vergara
Orientador Gregianin, Lauro José
Co-orientador Munerato, Maria Cristina
Data 2013
Nível Mestrado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Medicina. Programa de Pós-Graduação em Saúde da Criança e do Adolescente.
Assunto Estomatite
Infecção
Oncologia
Pediatria
Saúde bucal
[en] Dental infections
[en] Mucositis
[en] Oral health
[en] Pediatric oncology
Resumo Introdução: o tratamento oncológico em crianças inclui frequentemente quimioterapia e/ou radioterapia que podem determinar alterações à cavidade bucal que consequentemente predispõem à intercorrências estomatológicas. Objetivo: verificar as condições de saúde bucal em crianças e adolescentes portadores de neoplasias, no momento do diagnóstico, e sua relação com as complicações estomatológicas após intervenção odontológica. Metodologia: foram incluídas crianças e adolescentes portadores de neoplasias atendidas no Serviço de Oncologia Pediátrica do HCPA, durante o período de maio de 2011 a dezembro de 2012. Através de critérios específicos, os pacientes foram alocados em dois grupos, de acordo com as condições de saúde bucal, em Favorável e Desfavorável no momento do diagnóstico. A análise das condições de saúde bucal foi relacionada com os desfechos mucosite, infecções odontogênicas, gengivite, cistos de erupção e pericoronarite durante os primeiros seis meses de tratamento oncológico. Foram feitas associações com o potencial tóxico da QT, Gênero, Faixa Etária, RT de cabeça e pescoço, tempo até a primeira intercorrência e óbito. Análise estatística utilizou o teste Qui–quadrado para comparação de variáveis categóricas entre os dois grupos, Mann-Whitney para comparação da graduação de mucosite entre os dois grupos, Kaplan Meier para análise do tempo até o surgimento dos desfechos e Regressão de Cox para cálculo da probabilidade estimada de ocorrência dos desfechos. Resultados: foram incluídos 65 pacientes, sendo 36 meninos, 32 com Saúde Bucal Favorável e 33 com Saúde Bucal Desfavorável. No total foram realizadas 839 avaliações. O grupo Favorável apresentou menos infecções odontogênicas (P 0,003) que o grupo Desfavorável. No total foram realizadas 839 avaliações. O grupo Favorável apresentou menos infecções odontogênicas (P 0,003) que o grupo Desfavorável. Houve um aumento significativo de MO nos pacientes tratados com drogas com alto risco para mucosite (P 0,001). Os dados sugerem que o grupo Desfavorável apresenta mais infecções tanto durante o tratamento utilizando drogas de Alto Risco (26,1%) como Baixo Risco (40%) para a MO. A incidência de MO foi maior entre os pacientes da faixa etária de dentição permanente (13 a 18 anos) 82,4%, assim como entre os pacientes do gênero masculino (80,6%). A ocorrência de Infecção Odontogênica foi mais presente entre pacientes na faixa etária de dentição permanente (41,2%) e entre pacientes do gênero feminino (41,4%). O índice CPOD dos pacientes do grupo Desfavorável foi 3,57, considerado alto para risco de cárie na população estudada. Os índices de placa visível e sangramento gengival reforçaram as diferenças entre os dois grupos. Conclusões: os pacientes oncológicos pediátricos são expostos à toxicidade das drogas quimioterápicas e consequentemente estão suscetíveis aos riscos decorrentes de processos infecciosos. As infecções com origem na cavidade bucal são frequentes nesta população e sua prevenção está diretamente ligada aos protocolos de higiene bucal e tratamento odontológico. Os estudos com intervenção odontológica em pacientes pediátricos em tratamento oncológico são muito limitados e a nossa pesquisa tem importante papel para identificação do perfil destes pacientes e suas necessidades. Os resultados obtidos serão fundamentais para a elaboração de protocolos e estratégias de atendimento direcionadas a esta população.
Abstract Introduction: cancer treatment in children often includes chemotherapy and / or radiotherapy that can determine changes in the oral cavity which consequently predispose to complications Stomatological. Objective: To verify the conditions of oral health in children and adolescents with cancer, at the time of diagnosis, and their relation to complications Stomatological after dental intervention. Methodology: included children and adolescents with cancer treated at the Pediatric Oncology Unit of the HCPA, during the period from May 2011 to December 2012. Through specific criteria, patients were divided into two groups, according to the oral health conditions in Favorable and Unfavorable at diagnosis. The analysis of the oral health status was related outcomes mucositis, dental infections, gingivitis, pericoronitis and eruption cysts during the first six months of cancer treatment. Associations were made with the toxic potential of QT, Gender, Age Group, RT head and neck, time to first complication and death. Statistical analysis included the chi-square test to compare categorical variables between the two groups, Mann - Whitney test to compare the degree of mucositis between the two groups, Kaplan Meier analysis of time to the emergence of outcomes and Cox regression to calculate the estimated probability of occurrence of outcomes. Results: 65 patients were included, 36 boys , 32 with Oral Health Favorable and Unfavorable 33 with Oral Health . In total we performed 839 evaluations. The Favorable group had fewer dental infections (P 0.003 ) than the group Unfavorable . A significant increase OM in patients treated with drugs with high risk for mucositis (P 0.001). Data suggest that the most unfavorable group has infections during the treatment using both drugs High Risk (26.1%) and low risk (40 %) for the MO. The incidence of OM was higher among patients in the age group of permanent dentition (13- 18 years) 82.4%, and among male patients (80.6%). The occurrence of odontogenic infection was higher among patients aged permanent dentition (41.2%) and among female patients (41.4%). The DMFT Unfavorable group of patients was 3.57, considered high risk for caries in the population studied. The visible plaque index and gingival bleeding reinforced the differences between the two groups. Conclusions: The pediatric oncology patients are exposed to the toxicity of chemotherapy drugs and thus are susceptible to risks from infectious processes. Infections originating in the oral cavity are common in this population and its prevention is directly linked to the protocols of oral hygiene dental treatment. Studies of dental intervention in pediatric cancer treatment are very limited and our research has an important role to identify the profile of these patients and their needs. The results will be fundamental to the development of protocols and service strategies directed toward this population.
Tipo Dissertação
URI http://hdl.handle.net/10183/88335
Arquivos Descrição Formato
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